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terça-feira, 23 de abril de 2013

LUGARES POR ONDE A CÂMARA MUNICIPAL DE POUSO ALEGRE PASSOU




1832-1847: 1º Prédio (15 anos) atual Praça Senador José Bento;

1848-1884: Ignoramos;

1885-1923: Prédio da Cadeia Pública (final da Avenida Doutor Lisboa);

1923-1958: Prédio do Fórum (Praça Senador José Bento);

1958-1962: Prédio da ACIPA (Praça Senador José Bento);

1963-04/1981: Fórum (Praça Senador José Bento);

08/08/1981-12/1982: Centro Acadêmico da Faculdade de Direito (Avenida Dr. João Beraldo);

1983-2008: Prédio próprio (Rua Adalberto Ferraz);

10/12/2008: Prédio próprio (Avenida Belo Horizonte- Primavera).  

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fleming e o início do cinema brasileiro



Um dos pioneiros do cinema brasileiro foi Francisco de Almeida Fleming, em 1918. Com apenas 18 anos, ele veio de Ouro Fino para gerenciar o Cine Íris , que ficava na Praça Senador José Bento.

Em 1920, Fleming exibiu um filme sincronizado a um gramofone, o que causou grande espanto aos espectadores do Cine Íris. No ano seguinte, produziu seu primeiro longa-metragem, “In Hoc Singo Vinces”, e, por causa disso, sua produtora de filmes é considerada a mais antiga do cinema brasileiro.  

Fleming tornou-se conhecido pelo filme “Paulo e Virgínia” (1924), baseado no romance de Bernardino Saint Pierre. Esse e outros filmes do cineasta tinham como cenário a várzea do Rio Mandu e a do Rio Sapucaí-Mirim. Outras produções de Fleming foram: “O Vale dos Martírios”, “Desafio do caipira”, “Minha cara Bo”, “Canção de Carabu”, “Capital Federal” e “Coração bandido”, entre outras. 

O cineasta produziu ainda mais de 300 documentários e reportagens. Conta-se que, para produzir “O Vale dos Martírios”, Fleming vendeu a própria residência. 

Em 1977, Fleming recebeu uma homenagem do Ministério da Educação e Cultura, como um dos pioneiros do cinema nacional. Uma das cadeiras usadas na direção de filmes por Chiquinho Almeida, como era chamado, está exposta em nosso Museu.

Faleceu em São Paulo, no dia 10 de fevereiro de 1999, aos 98 anos.


Gravação do filme "Paulo e Virgínia" de Francisco de Almeida Fleming (1924)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ribeirão das Mortes- Origem do nome


O nome de Ribeirão das Mortes é atribuído por alguns historiadores que ali, junto a veio d’água, travou-se dois grandes combates. O primeiro combate é atribuído às desavenças entre o povo de Pouso Alegre e os fiéis de Santana, atual Silvianópolis. Segundo a lenda a imagem do Senhor Bom Jesus dos Mártires, foi vendida pelo padre Hermógenes, pároco de Santana, para os fiéis e instalada na igrejinha do arraial de Pouso Alegre do Mandu. Os fiéis vieram de Santana com o intuito de recuperar a imagem, e no córrego do Cantagalo travaram batalha  com a multidão de homens e mulheres de Pouso Alegre. Os santanenses, sendo em menor número, perderam a batalha. Não houve mortos, apenas alguns feridos.
 
Alguns historiadores afirmam que o Ribeirão foi batizado assim devido ao grande combate travado na época dos Emboabas. Estudos aprofundados da história desmentem a lenda, e apontam o rio Cervo, aberto para o ouro de aluvião que aparecia nas suas margens, como alvo de disputa por paulistas e portugueses.

Ribeirão do Sangue foi o nome primitivo do córrego que nasce ao sul da serra do Cantagalo e corre dali para o Leste, até o rio Sapucaí. A compreensão do nome, segundo estudos realizados por  Augusto José de Carvalho, veio da matança dos porcos na região, a partir das últimas décadas do século dezenove. Ali eram abatidos muitos suínos para a indústria de banha.

CARVALHO, Augusto Jose. Terra do Bom Jesus. Artes gráficas Irmão Gino ltda..Pouso Alegre, Minas Gerais, 1982. P.98 a 90

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Colônia Francisco Sales

 
No inicio do século foram criados vários núcleos agrícolas no Estado, visando estimular a agricultura. No Sul de Minas foram fundadas, em diferentes épocas, as colônias agrícolas Francisco Sales (Pouso Alegre), Senador José Bento (distrito de Congonhal) e Inconfidentes (Ouro Fino).

A Colônia Francisco Sales, propriedade do Estado, foi criada pela Lei nº 150 de 20 de julho de 1896. Em 1905 tem início sua instalação, ocupando as fazendas de Ramos Brandão (atual cerâmica Guersoni) e a de Antonio Libânio Teixeira (atual igreja de N.S. Aparecida e se estendia até ao bairro do Cristal).

Em Pouso Alegre glebas de terra foram divididas em lotes de 5 alqueires e vendidas a imigrantes europeus ao preço de 1:200$000 (hum conto e duzentos) em seis (6) prestações. Ali fixaram-se várias famílias de origem italiana, portuguesa e espanhola. Essas famílias deram origem a uma larga descendência, que mais tarde se fixou na cidade, como os Chiarini, Scodeler, Leone, Carletti, Cinquetti, Márquez, Fernandez, etc. Em Senador José Bento fixaram-se imigrantes de origem estoniana, e em Inconfidentes alguns alemães.

As colônias contavam com a assistência do governo, havendo na Colônia Francisco Sales um trator disponível para uso dos colonos, além da assistência de um agrônomo, sementes, adubos, etc.

A topografia montanhosa, em certas áreas da colônia, dificultava o transporte da cana-de-açúcar que era plantada na serra. Por isso, o transporte era feito por meio de cabo de aço, que ia do alto da serra até o engenho, o qual era movido pela energia gerada pela água represada de um açude feito pelos colonos. Os feixes de cana, amarrados, desciam pelo cabo preso em carretilhas e passavam pela moenda, indo depois para o alambique para a fabricação de aguardente.

Havia também extensas várzeas, onde se pretendia cultivar o arroz. Para esse fim importou-se da Itália uma máquina de beneficiar arroz, movida a vapor, tão grande e pesada que foi preciso construir-se uma carreta especial para transporta-la da estação para a colônia, sendo esta instalada num prédio construído especialmente para aquele fim. Havia na colônia vários açudes construídos pelos colonos, que evidenciavam a tendência de captar-se e armazenar água para usá-la como força hidráulica.

Em 7 de fevereiro de 1905, durante o episcopado de dom João Baptista Nery, o Estado confiou a direção do núcleo colonial Francisco Sales ao Bispado, para o fim de ser estabelecido uma escola agrícola na sua sede. A escola iniciou suas atividades em 10 de agosto do mesmo ano, sob a direção do então padre Octávio Chagas de Miranda. Contava a escola com 20 alunos internos e 15 externos, todos gratuitos. O pessoal admi­nistrativo e docente compunha-se de um diretor, de um professor de preparatories e subdiretor, padre Gastão de Morais, e um professor de agronomia. O programa de ensino abrangia varia matérias, entre as quais botânica, química, geologia e meteorologia agrícola, agricultura e zootécnica práticas, com trabalhos de campo, demonstração e experiência.

A Colônia Francisco Sales não teve o resultado esperado, enquanto as de Senador José Bento e Inconfidentes prosperaram e se tornaram mais tarde cidades.Os colonos acabaram por se fixar na cidade, e a escola agrícola não teve a continuidade esperada, encerrando as suas atividades em outubro de 1906

Anos mais tarde, quando dom Octávio Chagas de Miranda assumiu a direção da diocese, a sede da colônia foi adquirida para servir de colônia de férias do Seminário, e construiu-se uma nova capela, mais ampla, em louvor a Nossa Senhora da Aparecida.

 
Referência Bibliográfica:

OLIVEIRA, Antonio Marques, Almanak do município de Pouso Alegre, 1900, p.93
GOUVÊA, Otávio Miranda. A História de Pouso Alegre, Imagem, 1998, p.134,135,136

 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O “LAVA-CAVALO”


Nas primeiras décadas do século XX, a várzea do São Geraldo se inundava na época das chuvas, e a rapaziada pouso-alegrense aproveitava para nadar nas águas do rio Mandu. A antiga ponte, que hoje não existe mais, pois sobre ela está a rotatória da Perimetral que separa o Centro do Bairro São Geraldo, servia de trampolim para os jovens mergulharem.

Havia também outro local onde se costumava nadar: o Lava-cavalo. Esse trecho do rio Mandu, que ficava aos fundos do quartel, era assim chamado pela população da cidade por ser o lugar onde os cavalos do 8º R.A.M., hoje 14º G.A.C., eram levados para “tomar banho”. Assim Gouvêa nos descreve o Lava-cavalo: “O rio serpenteava pela várzea e descrevia, naquele trecho, uma longa curva, depositando areia branca em uma das margens e tornando o local bastante convidativo. Havia também muitos barrancos, facilitando, assim, a prática dos mergulhos. (...) Era, por assim dizer, uma praça de esportes improvisada, pela qual os próprios freqüentadores zelavam, arrancando o mato das margens do rio, limpando-o ou introduzindo melhoramentos, como o trampolim todo de madeira de quase três (3) metros de altura.”

Segundo Alexandre de Araújo, o local foi bastante procurado pela “molecada” pouso-alegrense entre as décadas de 1930 e 1950. Além disso, Araújo nos descreve uma das brincadeiras que eles costumavam fazer: “A tabatinga (argila sedimentar, mole, untuosa) e de cores vermelha-amarela e preta, dos barrancos ensejavam os mais habilidosos, formar bonecos, cavalos, carroças, casas, etc. O mais divertido eram as costumeiras ‘guerras’ de bolotas de tabatinga, lambuzando todo o corpo.”

Alexandre de Araújo nos conta, ainda, com saudade e lirismo, como era nadar no Lava-cavalo: “No verão, às 5 da matina até o entardecer, era uma enormidade de aficionados da natação. Águas límpidas; nas margens, a exuberância e os frescor do vergel multicolorido. Como era divertido segurar no rabo dos cavalos dentro d’água, um deslizar suave até onde desse pé para o cavalo. Era correr e pular de qualquer barranco, ao afago vivificante das águas cristalinas do nosso saudosíssimo ‘Lava-cavalo’.”

Na década de 1980, com a abertura da Perimetral, um grande trecho do rio Mandu foi soterrado para ceder lugar à nova avenida, inclusive o local onde ficava o Lava-cavalo. Com isso, ele tornou-se apenas uma lembrança na memória dos que, quando jovens, passavam o tempo nadando nas águas do rio Mandu.
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Avenida Doutor Lisboa (Fernandes Filho)


Determinando o retorno do nome do Dr. Lisboa à principal artéria de nossa cidade, a Câmara Municipal marchou ao encontro do povo, realizando um de seus grandes desejos.
O governo discricionário, implantado em 1937, não respeitava a vontade popular, nem submetia à sua consulta decisões que diziam de perto com o interesse do povo.
As mais caras tradições eram transformadas em brazas ardentes no turibulo em que se incensava os detentores do poder.
O incensório era o objeto mais usado e mais disputado naqueles regime de tão triste memória.
Em Minas, principalmente, só se conservava nas boas graças do suserano-mirim quem soubesse manejar com eficiência o vaso precioso.
Pouso Alegre, como as demais cidades, também teve sua quota, fornecendo matéria para o turibulo oficial. O nome da nossa principal avenida foi uma das brazas que fizeram subir aos céos a fumaça de resina aromática.

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Chamava-se José Antonio de Freitas Lisboa, e era médico na acepção do vocábulo. Não tinha limites seu amor pelos que sofram. Sua solidariedade era tamanha que o sofrimento alheio também o atingia em cheio. As portas de sua casa e do seu coração estavam sempre escancaradas.
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Cortava longas distancias no lombo do cavalo, afim de levar o auxilio da ciência ou o calor do seu coração aos que sofriam e choravam.
Em seu vocabulário tradicional não existia a palavra “não”, por que nunca soube pronunciá-la. O povo, que não podia pagar em moeda os seus benefícios, deu seu nome ao principal logradouro público.
A cidade cresceu e a rua tornou-se o coração da cidade. Lá estava, pregado nas paredes, o nome de seu benfeitor.
Um dia, porém, chegou o regime da adulação, e o coração da cidade, que era a bela avenida, foi escolhido para o sacrifício.
Atirou-se ao incensário aquele nome, para alimentar a fumaça perfumada que se evolava e ganhava as alturas.
Nunca o povo se conformou com a troca. Impossibilitado de manifestar abertamente o seu protesto, aguardava, confiante, o advento do regime da liberdade para fazer valer a sua vontade.
A Câmara interpretou a vontade do povo, determinando a volta do nome do Dr. Lisboa à nossa principal avenida.
No coração do não se entra pela força nem pela violência.

Jornal “A Cidade” 25/04/1948- capa

 

Denominações de avenidas e praças.


Prefeitura Municipal de Pouso Alegre

Decreto-Lei n° 11, 3 de novembro de 1938

Dispõe sobre denominações de avenidas e praças.

Tuany Toledo, prefeito do Município de Pouso Alegre, usando de suas atribuições, e considerando que o município vai comemorar festivamente, no dia 10 de novembro, o primeiro aniversário do Estado Novo;

Considerando que o Presidente Getulio Vargas é o Chefe da Nação e, como tal, tem definido o espírito de brasilidade, revelando em todos os seus atos, o sentimento e a consciência de um grande estadista;

Considerando que o dr. Benedito Valadares é o Governador do nosso Estado e, como tal, tem prestado assinalados serviços a Minas Gerais, realizando na sua administração obras notáveis, as quais, além de “honrarem uma geração de governantes”, só por si bastariam para recomenda-lo à estima, à admiração e ao respeito de todos os nossos patrícios;

Considerando ainda que a cidade de Pouso Alegre já prestou recentemente justa e oferecida homenagem ao Presidente Getulio Vargas e ao Governador Benedito Valadares, inaugurando no salão nobre da Prefeitura os retratos desses grandes vultos nacionais.

Considerando finalmente que é de inteira justiça completar a homenagem, ligando os nomes desses eminentes brasileiros à nossa cidade por um ato concreto, que traduza o reconhecimento do povo pousoalegrense, decreta:

Art. 1°- Fica denominada Praça “Getulio Vargas”- o trecho da avenida “Herculano Cobra”, compreendido entre os dois lados da via publica, da Catedral até a Rua “Samuel Libânio”.

Art. 2°: A atual avenida “Dr. Lisboa”- passa a denominar-se avenida “Benedito Valadares”.

Art. 3°: As placas respectivas serão inauguradas no dia 10 de novembro, por ocasião dos festejos comemorativos do primeiro aniversario do Estado Novo.

Art. 4°: Revogam-se as disposições em contrario.

Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução deste decreto-lei pertencer, que o cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nele se contém.

Gabinete da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre, 3 de Novembro de 1938. Tuany Toledo, Prefeito Municipal.

Publicado no Jornal “O Municipio” 03/11/1938, capa.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Crônica da Cidade

Este é outro capitulo do que escrevo sobre os tipos característicos...
Sempre resta alguém que não devo deixar de abordar... É tudo uma questão de dor na consciência... de uma sentimental...
Recordo-me, vivamente, neste instante, do velho Seu Antônio Português, que morava no ginásio São José...
Como era divertido conversar com aquele bom velhinho... que vivia dando lições de moralidade... Lembro-me bem, da braveza que ele ficava, quando falávamos: “Boa tarde, seu Antônio”, e ele respondia: “Nunca é tarde...”
Até esta presente crônica, ainda não trouxe à lembrança suas, também, a figura imponente e cheia de simpatia, do preto feio e alegre, chamado por “Agostinho”...
Quem não sente falta das musicas solfejadas, entre dedos, por aquele negro?
Ele era forte e tinha muito estilo... suas sinfonias comoviam... e dava vontade de fazer brotar águas nos olhos...
Que imenso era seu repertorio... Em qualcanto da rua, atraia espectadores e fãs... Eu mesma pequena ainda, gostava de ser plateia para aquele artista... nato...
Saudades e mais saudades... (Zal Jomar)
O Jornal de Pouso Alegre, 20/07/1968  

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pouso Alegre Hotel


O sensivel adiantamento por que a nossa cidade vem passando desde a localisaçao do 10° Regimento de Artilharia montada, hoje 8°, reclamava diversas medidas de bemfeitorias, entre as quaes a da, construcçoes de prédios destinados a hotéis com o conforto e medidas hygienicas, adequadas às exigências modernas.

Comprehendedores desta lacuna que feria a sensibilidade a sensibilidade das nossas visões de progredir, resolveram, alguns capitalistas, solucioná-la com a construcçao do confortável e elegante prédio do HOTEL POUSO ALEGRE.

Depois de funccionar algum tempo, sob diversas orientações, passou a direcçao firme e prática dos antigos proprietários do Hotel Ferreira, José Ferreira de Almeida em sociedade com Cyro Bastos, que imprimiu uma ordenação nova que nada deixa a desejar, ao par de uma rigorosa hygiene, que muito recommenda a preferência com que estão disputados os seus 4 luxuosos apartamentos e 30 quartos, com água corrente, tendo todo o mobiliário preciso ao conforto dos seus hospedes.

Na ampla sala de jantar esta installado optimo radio, e as refeições são servidas em mesas isoladas ou em conjunto.

Há mais 15 quartos em outro prédio próximo, seu filial (o antigo Hotel Roma) muito arejados e confortáveis.

Os banheiros, chuveiros, installacçoes sanitárias de primeira ordem; garages e acommodaçoes para tropas, completam este todo que constitue um orgulho a Pouso Alegre.

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Pouso Alegre Hotel, reserva quartos solicitados por telegramma. Para estadias prolongadas dos senhores turistas, é mister aviso com antecedência.

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Pouso Alegre Hotel é o mais central, e fica na Avenida Doutor Lisboa; extenso panorama é descortinado das janellas dos seus aposentos.