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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Cirurgia no nosso hospital

Neste ultimo trimestre, entre as muitas intervenções médicos- cirúrgicas executadas no hospital desta cidade, destaca-se, pela sua importância e completo êxito, as seguintes: Maria Magdalena, de 17 annos de idade, casada, de cor branca, entrada em começo de março com um derrame pleural, lado esquerdo. Feita a puncção, levou-se a effeito a pleurotomia, tendo sido retirado cerca de um litro e meio de liquido francamente purulento, operação essa pela primeira vez praticada com resultado em nossa casa de caridade. A operada teve alta completamente restabelecida a 23 do mês findo.

Mariosa, italiano, maior de 55 annos de idade- infiltração urinaria dos escrotos e períneo por estreitamento urethral. Pela primeira vez nesta cidade praticou-se a operação de urethrotomia externa por abertura da urethra com fistula perineal, obtendo o doente alta radicalmente curado.

Felippe, árabe, maior de 48 annos de idade- estreitamento de urethra com múltiplas fistulas; abertura da urethra posterior, destruição do callo a bistori; fistula perineal; em segunda intervenção urethrotomia interna; fechamento das fistulas e cura completa do operado, que anteriormente já havia se recolhido no hospital. Esse importantíssimo e penoso trabalho cirúrgico foi também o primeiro que se praticou n’esta zona, sendo difficil, senão impossível encontrar-se um enfermo com estreitamento e adherência com que se apresentou no hospital o doente referido.

Todas as melindrosas e importantíssimas operações citadas foram hábil e pacientemente praticadas pelos nossos conceituados clínicos srs. Drs. Nothel Teixeira, Arthur Guimarães e J. Pinto de Carvalho, que se revelaram francos conhecedores dos segredos da cirurgia moderna, livrando assim de morte certa aos três enfermos pobres, amparados pelo nosso excellente hospital e restituídos a sociedade e as respectivas famílias pela pericia e dedicação dos citados clínicos, aos quaes enviamos nossas vivas felicitações pela victoria alcançada.  
 
Jornal “A Semana” 14/07/1912
Hospital Sao Vicente de Paula- 1918
Acervo do MHMTT

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Fleming e o início do cinema brasileiro


O cinema brasileiro teve sua origem pioneira em Pouso Alegre, no ano de 1918. O jovem Francisco de Almeida Fleming, com apenas 18 anos, veio de Ouro Fino para gerenciar o Cine Íris, que ficava na Praça Senador José Bento.

Em 1920, Fleming exibiu um filme sincronizado a um gramofone, o que causou grande espanto aos espectadores do Cine Íris. No ano seguinte, produziu seu primeiro longa-metragem, “In Hoc Singo Vinces”, e, por causa disso, sua produtora de filmes é considerada a mais antiga do cinema brasileiro.

Fleming tornou-se conhecido pelo filme “Paulo e Virgínia” (1924), baseado no romance de Bernardino Saint Pierre. Esse e outros filmes do cineasta tinham como cenário a várzea do Rio Mandu e a do Rio Sapucaí-Mirim.

Outras produções de Fleming foram: “O Vale dos Martírios”, “Desafio do caipira”, “Minha cara Bo”, “Canção de Carabu”, “Capital Federal” e “Coração bandido”, entre outras. O cineasta produziu ainda mais de 300 documentários e reportagens. Conta-se que, para produzir “O Vale dos Martírios”, Fleming vendeu a própria residência.

Em 1977, Fleming recebeu uma homenagem do Ministério da Educação e Cultura, como um dos pioneiros do cinema nacional. Faleceu em São Paulo, no dia 10 de fevereiro de 1999, aos 98 anos.

Uma das cadeiras usadas na direção de filmes por Chiquinho Almeida, como era chamado, está exposta em nosso Museu.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O PADRE QUADROS ARANHA


Entre os vereadores que fizeram parte da primeira legislatura da Câmara de Pouso Alegre, instalada em 1832, está o nome do padre João Dias de Quadros Aranha. Além disso, ele se destacou por ser um dos colaboradores para o surgimento da imprensa no Sul de Minas.
O padre Quadros Aranha nasceu em Itu (SP), no ano de 1784. Na cidade de São Paulo, ordenou-se sacerdote em 1807, aos 23 anos. Em 1818, mudou-se para Pouso Alegre, onde começou a participar da vida política da então freguesia pertencente à Vila da Campanha da Princesa (atual Campanha, MG).
Em 1830, ajudou o padre José Bento na redação do “Pregoeiro Constitucional”, o primeiro jornal de Pouso Alegre e do Sul de Minas, e também o quinto a ser impresso na então Província de Minas Gerais. O padre Quadros Aranha assumia a direção do jornal durante as frequentes ausências de José Bento.
O Decreto de 13 de outubro de 1831 criou a Vila de Pouso Alegre e estabeleceu que, na vila recém-criada, deveria ser instalada uma Câmara Municipal. Por isso, em 6 de maio de 1832, a Câmara de Pouso Alegre foi oficialmente estabelecida, tendo como primeiro presidente o padre Mariano Pinto Tavares, e o padre Quadros Aranha como um dos vereadores.
Segundo pesquisa feita nas atas e livros de finanças da Câmara, consta que o padre Quadros Aranha ocupou a função de presidente do Legislativo Municipal de 1833 a 1842, voltando a assumir o cargo de 1845 a 1849. A partir desta última data até o ano de 1851, observa-se que houve uma alternância na presidência entre o padre Quadros Aranha e José Antônio de Freitas Lisboa.
Em 1834, Quadros Aranha foi nomeado cônego da Sé de São Paulo. Eleito à Assembleia Geral para a legislatura 1834-1837, voltou a ocupar o posto de deputado em 1842. Faleceu em 2 de outubro de 1868, com 84 anos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Do Largo do Rosário à Praça João Pinheiro

No início do século XIX, Pouso Alegre, um vilarejo recém formado, marcado fortemente pela religiosidade, já possuía um lugar onde as pessoas se encontravam para realizar suas preces diárias, porém, sentiram a necessidade de construir outro para se venerar Nossa Senhora do Rosário no referido Largo da Alegria, assumindo este espaço seu primeiro uso de apropriação, abrigando assim a população negra (escrava) da cidade:
“Era um edifício de paus a pique, baixo, em forma de um chalé, em cuja ponta de seu ângulo havia uma cruz singela, com duas varandas laterais em meia água, presas quasi ao seu telhado, tendo três portas, uma de cada varanda, todas elas dando ingresso para o corpo da igreja. Do lado esquerdo, na varanda e pelo lado de fora, havia tosco e simples, um senheiro pregado da madeira em mão francesa. Dentro da nave nenhuma obra de arte havia de apreço e notável relevo arquitetônico, senão muito singelicamente adornado o trono da Senhora do Rosário, altar-mór de algum lavor em ouro”.

Diferentemente de outras localidades da época, tal construção teve contribuições de Senhores e Escravos, e certa convivência se estabelecia em um mesmo espaço, como muito bem expressa o memorialista Eduardo Amaral: “A antiga Igreja dedicada a N. Sra. Do Rosário pertencia aos homens de cor, mas a sua administração estava afeta ao vigário de Pouso Alegre e as pessoas gradas do lugar”.
Nesta mesma praça, fora erguido o pelourinho, estabelecendo assim usos de relação e poder, onde seriam julgados e punidos os criminosos da cidade. Em Pouso Alegre houve apenas um caso emblemático, em que se utilizou tal instrumento, vindo a ruir-se tal símbolo antes mesmo de se iniciar o século XX, dando lugar a um parque, lugar este de encontros sociais e de lazer.
Com o passar dos anos, na década de 40, aquele lugar necessitava de uma reforma, pois como se refere a Revista do Centenário de Pouso Alegre “um velho parque (denominado Major Dorneles), cuja única utilidade, até então, era abrigar, na penumbra da noite fatos vergonhosos (...)”. Nesse intuito, a administração municipal, sendo presidida pelo então prefeito Tuany Toledo, executa uma obra de revitalização daquele espaço, que por muitos anos fora conhecido como “Parque Infantil João da Silva”. Exerciam-se diversas atividades esportivas (como jogos de volley e natação), praticas de escotismo e brincadeiras infantis, tornando-se privilegiado espaço de encontro das famílias pousoalegrenses. 
Com o crescimento da cidade, houve a necessidade de se instalar um terminal rodoviário que acomodasse um número maior de veículos que conduzissem as pessoas para outras localidades. Em diversas discussões, no final da década de 60, fora determinado aquela localidade para que se construísse o terminal. O espaço em que antes era habitado por famílias, crianças, passa agora a ser ocupado por pessoas que embarcavam e desembarcavam na cidade, transformando-se assim em lugar de passagem.
Atualmente, a Praça João Pinheiro é utilizada por grupos sociais diferenciados. Ao mesmo tempo em que abriga os departamentos do poder público, ouvem-se os gritos alegres de crianças que estudam em um grupo escolar, as gírias de jovens que ali andam de skate e os burburinhos das prostitutas que vão em busca de seu ganho diário. Alguns eventos reúnem a população naquele espaço, entretanto, diariamente, ao surgir a noite, o movimento se torna escasso e o silêncio faz sua habitação. 

                       

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Algumas considerações sobre a história de Pouso Alegre- Isaias Pascoal

Pouso Alegre completa este ano 161 anos de sua elevação à condição de cidade e 178 anos da sua emancipação política. Hoje os dois processos são o mesmo. Na época do Império Brasileiro, não. A emancipação de dava com a elevação a Vila, e não a cidade, que era um título mais honorífico.
Já adverti publicamente do erro em considerar o ano de 1848 como o da emancipação política de Pouso Alegre. Em 19 de Outubro de 1848, foi assinada pelo presidente da Província de Minas Gerais, Bernardino José de Queiroga, a Lei n° 433, que elevou a Vila de Pouso Alegre à condição de cidade, não de sua emancipação política, que ocorreu em 13 de outubro de 1831. Em 1832 foi instalada a Câmara Municipal, símbolo da emancipação política. Vale lembrar que na época não havia prefeito. As funções que hoje lhe são próprias eram executadas pelo presidente da Câmara. Foi assim até a ascensão de Getúlio Vargas ao poder.
Na verdade, a emancipação política e administrativa de Pouso Alegre tem 178 anos. Não consigo entender a razão de os pouso-alegrenses comemorarem o dia 19 de Outubro como o dia da cidade. Historicamente isto está errado, pois a maior parte pensa que neste dia ocorreu a emancipação política. Não. Ela ocorreu em 1831, no mesmo mês de outubro, mas não no dia 19 e sim no dia 13. Ao tornar-se cidade, em 1848, nada foi acrescentado à sua institucionalidade. Um estudo histórico mais profundo poderia revelar os motivos que fixaram o dia 19/10/1848 como o dia e ano da cidade. É possível que aí tenha se consolidado a data.
Mas acho que é um erro. Se o ano de 1848 é o que deve ser focalizado, perde-se a memória da pessoa que mais lutou pela autonomia administrativa e política de Pouso Alegre, o padre e senador José Bento, que morreu em 08 de fevereiro de 1844.
Permitir isso é um atentado contra a memória de José Bento, a figura política mais expressiva de Pouso Alegre e todo o sul de Minas. Não dá para explicar o porquê disto aqui, mas sugiro aos interessados ler a biografia de José Bento, escrita por Amadeu de Queiroz, e meu artigo sobre a sua importância, que pode ser encontrado na internet (www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-87752007000100012&script=sci_abstract). Ainda mais que, neste ano, o Prefeito e a Câmara Municipal o entronizaram como patrono das duas entidades. Sobre 1848, José Bento nada tem a dizer. Ele que foi o principal responsável e o arquiteto da emancipação da então freguesia de Pouso Alegre, que pertencia ao município de Campanha.
Sugiro às autoridades que estudem o caso e que a Câmara Municipal crie uma lei estabelecendo que o aniversário de Pouso Alegre não é 19 de outubro, e sim o dia 13 de outubro. E que o ano de referência não é de 1848, e sim 1831.
O ano de 1848 e o dia e o dia 19 de outubro podem até continuar sendo uma data comemorativa, ma não da emancipação de Pouso Alegre. Só que não deixa de ser ironia que a data mais importante da história de Pouso Alegre passe em branco, como se nada tivesse ocorrido, quando na verdade ela é a mais significativa. Como se José Bento passasse em “brancas nuvens” quando, na verdade, ele foi o maestro de tudo.
José Bento fez muito pela cidade. Em uma época muito recuada, suas ações nos ensinam que quem age pode mudar a situação. Há que ter garra, há que ter força, há que persistir, há que desafiar limites. Ele é símbolo de tudo isso. Não pode e não deve ser esquecido.

Sobre a comemoração do aniversário de Pouso Alegre durante sua história

Centenário da cidade

A 13 de Outubro comemorou a cidade de Pouso Alegre o seu primeiro centenário de emancipação política e administrativa, com a sua elevação à categoria de Vila. A Lei Imperial que lhe outorgou, os foros do município é de n. 13 de outubro de 1831.
Para celebração condigna dessa grata efeméride aos pousoalegrenses, esta Prefeitura promoveu, entre outros atos comemorativos da data, os seguintes: decretou feriado municipal naquele dia, fez celebrar um solene Te Deum, na Catedral da cidade, realizou, no salão nobre do Club, uma sessão cívica, a que compareceu grande parte da população da cidade, ao correr da qual proferiu interessante conferência alusiva ao acontecimento, o Dr. Vinicius Meyer, ilustre advogado conterrâneo; organizou uma apreciada exposição de retratos e objetos antigos do lugar e promoveu várias diversões de caráter popular, a tudo tendo acompanhado com vivo interesse, a nossa população.

Cf: BERALDO, João. Administração Municipal de Pouso Alegre 1927-1932. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1933, p. 135-136. 

 

Centenário da cidade
Iniciaremos, pois, por este acontecimento, histórico, jubilosa e festivamente comemorado.
Deu-se esse fato em 19 de outubro de 1948; estávamos no inicio de nosso governo local, mas já o havíamos encarecido no nosso discurso de posse e também em nossa primeira Mensagem ao Legislativo, como o transcurso de uma efeméride muito significativa para o Município e que, por esta razão, deveria ser condignamente comemorada.
Não nos desapontamos em nossas previsões, pois que o foi realmente, de u’a maneira além de nossas expectativas, visitaram-nos inúmera autoridades, das quais destacamos os Excelentíssimos Senhores Dr. Milton Soares Campos, Governador do Estado; Dr. Américo Renê Gianetti, Secretário da Agricultura; Dr. José Magalhães Pinto, Secretário das Finanças; Dr. José Rodrigues Seabra, Secretário Viação e Obras Públicas; Dr. João Tavares Corrê Beraldo, Diretor do Banco de Crédito de Minas Gerais; Dr. Vinicius Meyer, Diretor da Imprensa Oficial; Professor Orlando Magalhães Carvalho, Diretor do Departamento de Administração; General Demerval Peixoto, Cmte. Da 4ª Região Militar; Amadeu de Queiroz; Dr. Mario Casassanta e muitos outros.
Naquele dia, a cidade viveu momentos de intensa alegria de seus filhos, pela passagem centenária de sua cidadania. Como marco desse acontecimento, a Prefeitura Municipal e o povo mandaram levantar, na Praça do Mercado um obelisco, cuja inscrição assinala as comemorações e o transcurso das festividades.
Na oportunidade foi realizada a I Exposição Regional Agropecuária, organizada sob os auspícios da Associação Rural Pousoalegrense, com relevante êxito.
Durante uma semana- denominada “Semana do Centenário”- realizaram-se solenidade alusivas, havendo um perfeito entrosamento dos estabelecimentos ì, educandários e sedes de unidades repartições e serviços, os quais, na mais perfeita harmonia e mútua colaboração contribuíram para o maior brilhantismo das comemorações.
As solenidades em apreço foram tão marcantes que, após seu regresso à Capital do Estado, o Exmo. Sr. Governador se dignou ainda enviar-nos u’a mensagem cordial que transcreveremos, como encerramento desta parte discritiva de nossa presente exposição:

“Sr. Alvarim Vieira Rios- Prefeito Municipal de Pouso Alegre
Perduram ainda em meu espírito as impressões agradáveis de minha visita a Pouso Alegre por ocasião dos festejos de seu centenário.
Agradeço muito sensibilizado todas as demonstrações de apreço que me foram tributadas.
Saúdo por vosso intermédio o nobre povo pousoalegrense e renovo os votos sinceros que formulei pelo engrandecimento do município. (a) Milton Campos- Governador do Estado”. 

Fonte: RIOS, Alvarim Vieira. Relatório à Câmara Municipal de Pouso Alegre, relativo ao triênio de 1948 a 1950. Pouso Alegre, 1951.  

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Documentos importantes para a Constituição da cidade de Pouso Alegre I


 

“Resolução de consulta da mesa de consciência e ordens de 27 de outubro de 1810.

 

Erige em Freguesia a Capella do Bom Jesus de Pouso Alegre do Bispado de São Paulo.

Foi ouvida a Mesa de Consciência e Ordens sobre a creação de uma Freguesia na Capella do Bom Jesus de Pouso Alegre.

 

Informou favoravelmente o Revm. Bispo da Diocese de S. Paulo, e com a sua informação se conformaram o Procurador Geral das Ordens e o Procurador da Corôa e Fazenda.

 

Parece à Mesa o mesmo que aos Procuradores da Corôa e Fazenda Geral das Ordens, para consultar Vossa Alteza Real a divisão da Parochia de Sant’Ana de Sapucahy, do Bispado de S. Paulo, visto que ao Parocho da Matriz, convém, e o Revm. Bispo a julga necessária; erigindo nova Freguesia na Capella do Bom Jesus de Pouso Alegre, vulgarmente do Mandu, determinando-se ao mesmo Revm. Bispo que lhe fixe os limites, como lhe parecer próprio. Vossa Alteza, porém, mandará o que for servido. – Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1810.

Resolução.

Como parece. – Palácio do Rio de Janeiro em 27 de outubro de 1810. – com a rubrica de Vossa Alteza Real, D. João VI.”

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

DOUTOR LISBOA


José Antônio de Freitas Lisboa nasceu na cidade da Campanha (MG), em 11 de maio de 1832 ou 1834, filho do coronel José Antônio de Freitas Lisboa e de Maria José Vilhena Lisboa.

Estudou no Colégio Dom Pedro de Alcântara (mais tarde, Colégio D. Pedro II). Em 17 de dezembro de 1855, recebeu o diploma de médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, depois de brilhante defesa de tese. Um exemplar original dessa tese está em exposição permanente no Museu, bem como alguns dos instrumentos médicos (navalha e bisturis) utilizados pelo Doutor Lisboa.

Depois de se formar, ele passou a clinicar em Pouso Alegre e cidades vizinhas. No dia 7 de julho de 1865, recebeu de D. Pedro II a carta patente de “capitão cirurgião-mor do comando da Guarda Nacional dos municípios de Pouso Alegre e Jaguary”.

Era visto pelo povo da época como possuidor de vasta cultura, sendo considerado um dos clínicos mais conhecidos e respeitados, além de ter fama de caridoso. Clinicou em Pouso Alegre por 50 anos.


Foi também vereador pela Câmara desta cidade, de 1859 a 1862, tendo sido reeleito em 1877 com 649 votos para o mandato 1877-1880. Foi ainda 2º suplente de delegado de Polícia, conforme consta na folha 12 do Livro de Juramento de 1860.

Em 16 de fevereiro de 1858, casou-se com sua prima Guilhermina de Almeida Lisboa, com quem teve seis filhos.

Faleceu no dia 7 de outubro de 1903. Em sua homenagem, uma das principais vias de Pouso Alegre recebeu o nome de Avenida Doutor Lisboa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A REVOLUÇÃO DE 1932 EM POUSO ALEGRE


A Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Revolução de 32, foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro do referido ano, devido à insatisfação dos paulistas em relação ao Governo que havia tomado o poder depois da derrota nas eleições de 1930. Tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.

Com a notícia da entrada das forças paulistas no Sul de Minas, tropas legalistas começavam a se concentrar em Pouso Alegre para deter a investida. Nos dias 18 e 19 de julho de 1932, era grande a concentração de soldados do exército em Pouso Alegre. Os revolucionários paulistas haviam chegado até Borda da Mata, o que levou os soldados legalistas a cavarem trincheiras nos bairros da Vendinha (hoje, Bairro São João), das Cruzes (proximidades de onde hoje é a Prefeitura) e Aterrado (São Geraldo), além de colocarem canhões e metralhadoras em posição conveniente.

Às 3 horas da tarde do dia 20, começavam a ser ouvidos os primeiros tiros para os lados da Vendinha. Bem entrincheirados, os legalistas vindos de São João Del Rei e de Ipameri, despejaram fogo de fuzilaria e metralhadoras sobre os soldados paulistas, enquanto o 8º RAM (Regimento de Artilharia Montada) de Pouso Alegre, comandado pelo Capitão Toscano de Brito, bombardeava os revolucionários de espaço a espaço.

O combate prolongou-se por toda a noite, até as 10 horas da manhã seguinte de 21 de julho, com a rendição dos soldados revolucionários que não conseguiram escapar. Foram recolhidos no campo de luta 11 cadáveres de paulistas e 22 feridos, sabendo-se que para Borda da Mata tinham ido outros feridos e o cadáver do organizador do batalhão, Fernão Sales. Os soldados legalistas tiveram apenas um morto.

Todos os feridos paulistas partiram depois para Caxambu e dali para o Rio de Janeiro. Quanto aos mortos, foram sepultados na manhã de 22, depois que Dom Octávio Chagas de Miranda, bispo de Pouso Alegre, fez a encomenda de todos eles – do primeiro na Catedral e dos últimos junto ao necrotério do Hospital Regional.

Como não se sabiam os nomes dos mortos paulistas, o prefeito João Beraldo mandou tirar fotografias de todos eles e numerá-las em correspondência com as sepulturas. Todos tiveram modestos caixões, feitos por conta da Prefeitura. E sobre os 11 caixões estendidos no jardim do Hospital Regional, as senhoras pouso-alegrenses depositaram flores, representando as famílias ausentes.

Fonte: Acervo do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Eleições através dos tempos: Candidatos da Década de 80

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A instrução pública em Pouso Alegre


A primeira escola pública de Pouso Alegre foi criada em 1818, sob a direção do Padre João Damasceno Teixeira. Durante o século XIX muitos outros professores também exerceram o magistério em Pouso Alegre, alguns em pequenos colégios, que geralmente funcionavam em suas próprias residências.
Em 1872, existiam na cidade dois colégios: um para meninas, o de Nossa Senhora das Dores, e outro para meninos, o de São Sebastião. O Colégio de Santa Cruz, criado em 1875, dedicava-se à instrução de meninos, com os cursos primário e secundário. O Liceu Pouso-alegrense, ou Colégio Mendonça – como ficou conhecido, foi fundado em 1880.
Em 8 de setembro de 1899, foi fundado o Ginásio Diocesano São José, dedicado à instrução de meninos, na chácara onde funcionava o antigo Colégio Mendonça (hoje, 14º GAC). Em 1918, o Ginásio São José transferiu-se para o antigo Palácio Episcopal, onde se encontra atualmente, e, em 1948, foi vendido aos padres Pavonianos, que o mantêm até hoje.
Em 1902, as Irmãs da Visitação abriram em Pouso Alegre um colégio para meninas, que também funcionava na antiga chácara do Colégio Mendonça. Em 1911, esse Colégio foi transferido para as Irmãs Doroteias e, em 1919, passou a funcionar em um prédio na Rua Francisco Sales (atual edifício do Conservatório).
O Grupo Escolar Monsenhor José Paulino foi instalado em Pouso Alegre em 1906 e ministrava o ensino primário e o religioso. Em 1912, passou a ocupar o prédio situado na Av. Dr. Lisboa, onde se encontra atualmente.
A Escola Profissional Delfim Moreira começou a funcionar em 19 de março de 1917, dedicada à educação de meninos pobres. Possuía oficinas de tipografia, carpintaria, alfaiataria, sapataria e uma seção agrícola.
A Escola Doméstica Santa Terezinha, criada em 5 de abril de 1929, dedicava-se “ao ensino de misteres e prendas domésticas às mocinhas pobres”. O Orfanato Nossa Senhora de Lourdes foi inaugurado em 3 de junho de 1920, na Rua Adolfo Olinto, e oferecia instrução primária e ensino de trabalhos domésticos para meninas órfãs.
 
 
Fonte: Revista Acaiaca (junho, 1951) / GOUVÊA, Octávio Miranda. “A história de Pouso Alegre” / Revista Museu Histórico Municipal Tuany Toledo (outubro, 2010).
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eleições através dos tempos: Candidatos da Década de 80

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A CRIAÇÃO DA DIOCESE DE POUSO ALEGRE

O surgimento da Diocese partiu da iniciativa do padre José Paulino de Andrade (foto), que, em 1897, como vigário desta cidade, divulgou a ideia no semanário católico Pátria. Apoiado pelas autoridades eclesiásticas de São Paulo e Mariana, ele trabalhou ativamente para converter em realidade o seu projeto.
 
Em 10 de maio de 1899, o bispo de São Paulo, Dom Antonio Candido de Alvarenga, nomeou o padre José Paulino visitador diocesano da parte do Sul de Minas que pertencia ao Bispado de São Paulo. No exercício desse cargo, em suas excursões pelo local que devia visitar, o padre José Paulino tratou de angariar os recursos necessários para a formação do patrimônio da Diocese e para a aquisição dos edifícios indispensáveis ao seu funcionamento.
 
Em setembro de 1899, foi instalado o Seminário Menor de Pouso Alegre, em uma chácara adquirida pelo padre José Paulino, onde funcionou outrora o Colégio Mendonça e posteriormente o 8.° Regimento de Artilharia Montada. O padre José Paulino também realizou obras de reparo na igreja matriz de Pouso Alegre, necessários para sua elevação à catedral, e adquiriu mais algumas propriedades para a futura Diocese.
 
Em agosto de 1900, pelo decreto Régio Latissime Patens, foi, finalmente, criada a Diocese de Pouso Alegre, constituída pela região denominada "Sul de Minas" e desmembrada das dioceses de Mariana e de São Paulo.
 
Devido à saúde debilitada, o padre José Paulino foi forçado a abandonar os seus trabalhos e, em dezembro de 1900, foi para o Rio de Janeiro para tratamento. Ele foi substituído pelo padre José Maria Mendes, que, em 17 de fevereiro de 1901, recebeu comunicação da nomeação do primeiro bispo da Diocese.
 
Fonte: Júlio Perlatto (org.), Revista Diocese Centenária. Pouso Alegre, Graficenter, 2000.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eleições através dos tempos: Candidatos da Década de 70

 
 
 
 
 
 
 
 

A Catedral de Pouso Alegre


Com a criação do povoado do Mandu, por volta de 1795, surge a necessidade de uma assistência religiosa, buscada inicialmente na freguesia de Sant’Ana do Sapucaí (atual Silvianópolis), pois na época havia poucos padres na região. Em 1802 é aberta aos fiéis as portas da primeira capela dedicada ao Senhor Bom Jesus, sendo levantada pela fé de seus moradores e benzida pelo Padre José de Melo, que por alguns anos permaneceu zelando e animando a fé daquele recente povoado.
Desde 1805, os moradores do Mandu ou Pouso Alegre vinham solicitando a criação de uma paróquia para assim se desmembrar de Sant’Ana.
Em 6 de novembro de 1810, o povoado é elevado à categoria de freguesia, tendo como seu primeiro pároco o Padre José Bento Leite Ferreira de Melo.
A primeira capela foi demolida em fins de 1849, e no ano seguinte têm início as obras da nova Matriz, atrás da antiga, sendo sua construção dirigida pelo Cel. José Garcia Machado.
A Matriz, concluída em 1857, sofreu modificações para sua elevação à catedral no início do século XX, quando foi criada a diocese de Pouso Alegre. 
De acordo com o Almanack de Pouso Alegre de 1900, a catedral era um templo vasto e de sólida construção, sem grandes trabalhos artísticos ou mesmo unidade arquitetônica; foi feita aos poucos, tendo suas obras interrompidas várias vezes por falta de recursos.
O seu interior, porém, era suntuoso, com vastas escadas de madeira, artisticamente trabalhadas, e arcos vistosos e bem acabados, além de um altar central bem ornamentado.
Muitas cerimônias e pregações eram realizadas neste templo. Basta lembrar alguns dos oradores e pregadores que por ali passaram: Monsenhor Otaviano Lamaneres e Monsenhor Antonio Furtado de Mendonça.
Em 1940, Dom Otávio Chagas de Miranda comunica aos fiéis a resolução de construir uma nova igreja. A última missa na antiga Catedral foi celebrada no dia 19 de junho de 1949, ano em que ela começou a ser demolida.
Durante a edificação da nova catedral, foram realizadas diversas campanhas e quermesses com o objetivo de arrecadar fundos para as obras. A primeira celebração na igreja ainda em construção foi realizada no dia 6 de abril de 1952, sendo presidida pelo Monsenhor Otaviano Lamanéres.
No ano seguinte a Catedral recebe a visita do governador de Minas Juscelino Kubitschek de Oliveira, durante as comemorações do Jubileu Áureo Sacerdotal de Dom Octavio Chagas de Miranda.
No período de construção, as atividades religiosas continuaram acontecendo, como missas campais e celebrações dentro do edifício ainda inacabado.
No dia 3 de agosto de 1980, sendo Bispo Dom José D’Angelo Neto e pároco Cônego Benedito Marcilio Magalhães, foi realizada a cerimônia de Sagração e bênção da nova catedral totalmente construída.
Atualmente ela tem passado por reformas, recebendo novas tonalidades de cores, destacando assim detalhes que por muitos anos passaram despercebidos.
(Texto: Fernando do Vale e Mayke Riceli. Supervisão: Alexandre de Araújo. Fonte: “A história de Pouso Alegre”, Octavio Miranda Gouvêa; “Dos 7 aos 77”, Amadeu de Queiroz; Acervo do MHMTT)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A CÂMARA MUNICIPAL DE POUSO ALEGRE


A história do Poder Legislativo em nossa cidade começa em 7 de maio de 1832, quando foi instalada a Câmara Municipal de Pouso Alegre. Sua sede funcionou inicialmente numa casa alugada na Praça Senador José Bento, onde hoje está localizado o Clube Literário. Em 1836, esse imóvel foi adquirido pelo Município pelo valor de 1:500$000 (um conto e quinhentos mil réis), sendo considerado o primeiro prédio público da cidade.

A primeira Câmara Municipal teve os seguintes vereadores: Padre Mariano Pinto Tavares (presidente), Padre João Dias de Quadros Aranha, Maximiano José de Brito Lambert (secretário), Emídio de Paiva Bueno, José Francisco Pereira Filho, Manuel Leite Ferreira de Mello, Joaquim Pio da Silva e Ignácio Gonçalves Lopes.

Segundo Amadeu de Queiroz, a Câmara Municipal funcionou no imóvel da Praça Senador José Bento até 1847. Sabe-se que, a partir de 1885, as sessões da Câmara passaram a ser realizadas do piso superior da Cadeia Pública, situada na Avenida Dr. Lisboa, edifício que foi demolido na década de 1930.

Depois de funcionar no prédio da antiga Cadeia, a Câmara de Pouso Alegre teve sua sede em outros imóveis da cidade, os quais não se sabem definir com exatidão. Isso porque, nas atas da Câmara desse período, não há referências precisas quanto ao local onde o Legislativo Municipal funcionava.

Alguns dos locais que recentemente serviram como sede para a Câmara foram: o prédio onde hoje se localiza a ACIPA (de 1958 a 1962), uma das salas do Fórum (de 1963 a 1981) e o Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Sul de Minas (de 1981 a 1982). Em outubro de 1982, foi inaugurado o “Palácio do Mandu”, situado na Rua Adalberto Ferraz, que funcionou como sede do Poder Legislativo de Pouso Alegre até dezembro de 2008.

No dia 10 de dezembro de 2008, foi inaugurado o novo prédio da Câmara, na Avenida São Francisco, Bairro Primavera, onde ela se localiza nos dias atuais.

Fonte: Museu Historico Municipal Tuany Toledo

Casa onde funcinou a primeira sede da Camara Municipal
1912



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PRJ7- Radio Clube de Pouso Alegre (A emissora líder do Sul de Minas)

Quando “A Cultura”, em artigos de fundo, pugnava pela instalação de uma estação de rádio transmissora, em Pouso Alegre, muitos duvidaram que ela fosse hoje a maior força de impulso do nosso progresso.
Prédio da PRJ7 quando ainda Cine Eldorado
O Ten. José Francisco de Brito coadjuvado por Pedro Caldas Rebelo, Orfeu Butti, José Nunes Rebelo, Joaquim Silveira e Dermeval Coutinho, foram os executores das nossa ideias, portanto merecem eles os nossos aplausos por esse notável empreendimento.
Hoje, Pardal Vilhena de Alcantara, arrendando do Cap. Walter de Oliveira esta emissora, novos rumos lhe estão reservados, dado o seu dinamismo, espírito de cooperação e grande devotamento a esta Pouso Alegre.
Diretoria Atual: Diretor Geral- Sr. Pardal V. Alcantara; Gerente- Moacir Siqueira de Alcantara; Diretor Artístico- Roberto Luiz Blasco; Secretario- Manoel Mayor; Técnico de Som- Engenheiro-Radio, Geraldo Magella.
Funcionários: Coadjutor de som- Antonio Teles; Cenógrafo- Erico Siqueira Alcantara;
Discotecaria: Nadir Carvalho; Sonoplastas: Everaldo Coutinho; Ocresio Couto e José Fulgencio da Silva; Operadores: Oliveira de Oliveira e Paulo Benedito.
Locutores atuais: Saint Clair de Oliveira, Haroldo Ricetto, Luiz Gilberto Ferreira e Gilberto de Souza.
Elenco da Rádio-Teatro: Maria Angela Lambert de Brito, Maria Aparecida Faria de Oliveira, Teresinha Carvalho, Eneida Fernandez, Giselda Brasil, Neusa Dias, Maria Amelia de Freitas, Ivete Ferreira, Linda Paiva, Saint Clair de Oliveira, Haroldo Riceto, Gilberto Ferreira, J. Matei, Milton Reis, Ivo Loiola, Lafaiete Galvão, Haroldo Brandao, Inacio Engleman, Roberto Elias, Gilberto Souza.  
Cantores: Irmãs Gustavo, Irmãos Vitale, J. Matei, Haroldo Brandão, Vera Sanches, José Amancio Beraldo, Almir Ribeiro, Ivo Loiola, Antonio Galvão Andreatta, Souza Neto, José Nora, Lourdes Belmont.
Orquestra: Boys-Star, Blue-Jazz
Conjunto: Os demônios do ritmo, Tiaozinho e seu regional, Trio Sertanejo, Trio Mineiro.

Fonte: Cultura em revista, 1948.

Saint-Clair de Oliveira, brilhante locutor, redator
e animador dos programas da PRJ-7.

Sr. Pardal Vilhena de Alcantara, dinamico diretor
geral da PRJ-7, a lider do Sul de Minas
 
Gilberto de Souza, o locutor de milhares de
"fans".

Brasão de Pouso Alegre

 
SIMBOLOGIA DO BRASÃO DE ARMAS DO MUNICÍPIO DE POUSO ALEGRE
 
A INSCRIÇÃO “SIC ITUR AD ASTRA”
Do latim, “Assim se vai aos céus”. Essas palavras foram extraídas de um verso de Virgílio (Eneida, IX): “Macte animo, generose puer, sic itur ad astra” (Coragem, valente criança, assim se vai aos céus).
AS DUAS ESTRELAS DE 5 PONTAS
Representam simbologicamente, os dois fundadores de Pouso Alegre: Antônio José Machado e João da Silva Pereira.
A COROA DE ESPINHOS ATRAVESSADA POR UMA CANA
Atributos simbólicos do Senhor Bom Jesus, padroeiro da cidade.
 
A TOCHA OLÍMPICA
É o símbolo heráldico de cultura, ciência, amor e ardor guerreiro. É o emblema de luz, conhecimento e saber.
É considerada como Nume Tutelar para a conquista dos melhores prêmios em todas as competições esportivas e culturais.
 
A CHAMA ARDENTE
É o símbolo de esplendor, de fama ilustre, de pureza, candura.
 
O LIVRO ABERTO
Simboliza, em heráldica, a erudição, o respeito à Lei e à ciência.
 
A FAIXA ESTREITA SINUOSA
Representa o Rio Mandu, que banha a cidade.
 
A COROA MURAL DE 5 TORRES
É privativa de cidades que não são capitais de Estados.
 
O CONTRA CHEFE VERDE
Lembra as extensas várzeas, campos, ondulações, elevações, baixadas.
 
À DESTRA A FLÂMULA (13.10.1831)
Indica a data de criação do município (Vila).
 
À SINISTRA A FLÂMULA (19.101848)
Indica a data em que o município foi elevado à categoria de cidade.
 
OS RAMOS DE MILHO E ARROZ
Lembram as principais culturas do município.

Eleições através dos tempos- candidatos da década de 60