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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Igreja Católica e a transformação do espaço e do viver urbano de Pouso Alegre-MG (1936-45)




Carlos Leonardo Teixeira Sampaio
Esta dissertação denominada: A Igreja Católica e a transformação do espaço e do viver urbano de Pouso Alegre -MG (1936- 45) procura discutir a posição e a articulação adotada pela diocese de Pouso Alegre, referente às transformações do espaço da cidade, que passava por incisivas intervenções urbanísticas. Reflito também a postura exercida pela Igreja em relação à chegada de novos costumes influenciados principalmente com a chegada do cinema sonoro e por uma maior presença na região de outras religiões. Nesta perspectiva, analiso a ênfase da Igreja no controle e na intervenção educacional sobre a juventude feminina e a criança, servindo como um instrumento de defesa de sua instituição. A imprensa local, como também livros de memórias da cidade são as principais fontes utilizadas na discussão do tema. O trabalho está dividido em três partes: na primeira, discuto a Igreja Católica frente às modificações dos espaços da cidade, na segunda parte, trato sobre a questão da moral católica e a juventude feminina, diante das transformações no viver urbano e por último, analiso a Igreja e o universo infantil em sua formação educacional e na discussão sobre o problema social da infância em Pouso Alegre.
Link para texto completo: http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=9046

A praça João Pinheiro: cidade, memórias e viver urbano: Pouso Alegre, 1941-1969


Juliano Hiroshi Ikeda Ishimura
Na dissertação intitulada “A Praça João Pinheiro: Cidade, memórias e viver urbano. Pouso Alegre, 1941-1969”, é tecida uma reflexão sobre as intervenções urbanísticas de grande impacto, na Praça João Pinheiro, que tornaram-se o mote para o desenvolvimento desta pesquisa. As muitas histórias e memórias levantadas nos depoimentos de usuários, freqüentadores e representantes do poder público municipal, associados a outros documentos escritos como a imprensa, as Atas da Câmara Municipal e as memórias escritas, revelaram significados múltiplos que essa Praça teve para a cidade e sua vida cotidiana. Os efeitos das intervenções no modo de ver e vivenciar o espaço são fundamentais neste trabalho. Busquei estabelecer um diálogo constante com diferentes tipos de fontes, cujo objetivo maior foi construir uma história multifacetada daquele território, capaz de desmistificar as imagens que pesavam sobre a Praça, dona de valores e regras próprias. Uma cultura da saúde e da infância marcou a Praça João Pinheiro e seus arredores. O peso das idéias higienistas, a repressão da sexualidade feminina e as manipulações ideológicas mostram que instituições como os Parques Infantis e os Dispensários são mais do que lugares de lazer e aprendizado, são locais de disciplina e reclusão. Repleta de disputas e alianças sociais, a pesquisa, dividida em três partes, revelou gostos e sensibilidades que, por vezes, não são mais visíveis no cotidiano da cidade atual.
Link para texto completo:

Encantos e desencantos da cidade: Histórias e memórias do Mercado Municipal de Pouso Alegre/MG


Ana Eugênia Nunes de Andrade
Fernando Henrique do Vale

Este trabalho tem por objetivo discutir as relações de sociabilidade em torno do Mercado Municipal de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais e as políticas de urbanização no período de 1940-1970. O Mercado Municipal, desde o fim do século XIX, é um ponto de tensões e conflitos sociais na cidade. Com o passar do tempo, desde sua fundação em 1873 até os dias atuais, sua estrutura sofreu reformas, ampliações e melhoramentos pautados no ideal higienista do início da república no Brasil e nos moldes do pensamento dos governantes do regime militar de 1964.

Links


Portal Brasil- www.brasil.gov.br

Governo do Estado de Minas Gerais- www.mg.gov.br

Prefeitura Municipal de Pouso Alegre- www.pousoalegre.mg.gov.br

Câmara Municipal de Pouso alegre- www.cmpa.mg.gov.br

Cultura de Pouso Alegre: www.culturapa.com

Instituto Brasileiro de Museus: www.museus.gov.br

Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional: www.iphan.gov.br




Discursos impressos de um padre político: análise da breve trajetória d' O Pregoeiro Constitucional

Françoise Jean de Oliveira Souza

O presente texto realiza uma análise da trajetória do periódico O Pregoeiro Constitucional, publicado pelo deputado e padre José Bento Ferreira Leite de Mello, em Pouso Alegre, visando atingir dois objetivos bem claros. O primeiro deles é o de perceber como este padre político discutiu os importantes acontecimentos que precederam à abdicação de Dom Pedro I, tomando a imprensa como principal instrumento de vigilância das ações do poder executivo e como tribuna para defesa de projetos de caráter liberal moderado. O estudo das proposições federalistas e constitucionais apresentadas por José Bento, bem como da maneira como estas ganharam novos significados num curto período de tempo, leva-nos, por sua vez, ao nosso segundo e mais amplo objetivo que é o de compreender a presença e as implicações do fenômeno de reconfiguração e deslocamento semântico dos conceitos e vocabulários políticos ocorrido nas primeiras décadas do século XIX brasileiro.
Palavras-chave: Império do Brasil, imprensa, religião, vocabulário político, Estado / formas de governo


Pouso Alegre por Amadeu de Queiroz


“Vivíamos lá muito apartados, sozinhos olhando o mundo de longe, através de notícias atrasadas. Com a nossa crédula naturalidade, falávamos das setenta e duas léguas a que ficava Ouro Preto, distância que jamais se percorria naqueles tempos, mas se media de povoado em povoado, simples direção no rumo norte, por onde se poderia alcançar, ousando-o, a capital da Província. (...)

Viajava-se tradicionalmente a pé, a cavalo ou de liteira carregada por mulas, quando se tratava de conduzir velhos, crianças e doentes. Não possuíamos veículos de transporte a não ser o desconjuntado trole do negociante Batista; afora ele, o carro de bois, o carrinho de carneiros, a carroça do capitão Caetano Lopes, puxada por um cavalo, única e memorável carroça existente no vastíssimo município de Pouso Alegre! (...)

E a vila conservava imutável o seu ar de abandono e de solidão, apenas agitada aos domingos, quando os roceiros concorriam à missa e iam ao mercado, precisando vender os seus produtos para se abastecerem nas lojas e nas vendas. Aos domingos o burgo se ajuntava e se confundia, vivendo intensamente dentro do seu isolamento para, no dia seguinte, recair na monotonia da pacata existência sob um céu azul, e repousar confiante, debaixo das estrelas.

Fato nenhum da natureza perturbava a harmoniosa calma da paragem. Nenhuma agitação inquietava o sossego de Pouso Alegre, a não ser a contínua passagem das boiadas e porcadas, dos rebanhos de cabras e carneiros, das manadas de éguas e de mulas – a multidão pecuária que descia das ricas pastagens dos Campos de Caldas, de Alfenas, das serras do oeste, e transpondo a cidade, tomava o rumo para a Barreira do sul, no alto da Mantiqueira. (...)

Avenida do Imperador- Século XIX