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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira


Em 02/02/1911 chega, a Pouso Alegre, a Revma. Madre provincial das Irmãs Dorotheas, de Portugal, a fim de instalar um Colégio para as meninas. Tendo funcionado em casas determinadas, em 03/03/1918 é lançada a pedra fundamental da Escola Normal Santa Dorothea, na Rua Francisco Salles. A construção se inicia sob a planta e orientação do Eng. Mário Gissoni.
Em 26/06/1918 o bispo Dom Octávio Chagas de Miranda benze o novo edifício construído para abrigar a Escola Normal Santa Dorothea. Em 27/10/1926 é inaugurada a Capela do Sagrado Coração de Jesus, junto à Escola Normal.
Durante os anos que se seguiram, o educandário se encarregou de dotar as moças de Pouso Alegre e cidades vizinhas, de uma educação esmerada, onde pontificavam os ensinamentos religiosos morais e os necessários para dotá-los, não só de cultura acadêmica, mas também de uma cultura esmerada, pontada pela sabedoria e ampla habilidade para exercerem as atividades domésticas. O colégio funcionou no local até 1975 quando as freiras, após a construção de novo prédio na confluência da rodovia com a Av. Tuany Toledo para lá transferiram suas atividades.
Em 1978 foi ocupado pelo Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira, que transferido da Praça João Pinheiro lá funcionou até 09/03/87, data que um incêndio, declarado criminoso pela perícia técnica, destruiu o prédio internamente. O fogo queimou o assoalho do 2° piso e do 3°, já que na época de sua construção não havia o uso de lages de concreto. Queimou-lhe o telhado, história, instrumentos musicais, arquivos, enfim, uma parte da vida de professores e alunos, que, motivados pela perda, reagiram e foram à luta para reconstruí-lo. As fachadas permaneciam intactas e, após anos de trabalho, de doação e de importante ajuda do Estado ele foi totalmente reconstruído e sua reinauguração aconteceu entre festas e comemorações no dia 10/08/1994. E atualmente ele se encontra, como no tempo de sua construção, pontificando na confluência das Ruas Francisco Sales e Cel. Otávio Meyer. Do seu interior se ouvem os sons dos violinos, pianos, vozes em coro que saúdam, todos os dias, a sua reconstrução.
Escola Normal 1930

Conservatório de Música- 2011
Fonte: http://www.pousoalegre.net/sobre-pouso-alegre/pontos-turisticos-o-que-conhecer-em-pouso-alegre/


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.

Obelisco Nossa Senhora da Conceição

Em 8 de Dezembro de 1904, em homenagem ao 50° aniversário da proclamação do Dogma da imaculada Conceição é inaugurado o obelisco à Nossa Senhora da Conceição, eregido na Praça Senador José Bento, no jardim, em frente à Catedral do Bom Jesus.
Com o passar dos anos o obelisco recebeu o apelido de Nossa Senhora dos Namorados, talvez devio ao fato de que o jardim da Praça Senador José Bento, sempre foi o local preferido para o encontro dos namorados. Ali, sob a proteção da Santa, muita gente se conhecei, iniciou um namoro que depois se transformou em casamento. Hoje, a santa lá permanece, abençoando os que desejam sua proteção, apesar de todas as implicações da modernidade.
Obelisco- Praça 1904
Obelisco 2011- Fonte:
http://ginacaninana.blogspot.com.br/2012/02/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.


A Revolução de 32


O início dos anos 30 foi marcado por intensa agitação em todo país. Terminado o ciclo da política do “café com leite” (revezamento entre mineiros e paulistas na presidência da República), a Aliança Liberal de Getúlio Vargas toma o poder com a ajuda dos tenentes. A Constituição foi resgatada e os Estados passaram a ser controlados por interventores. Essa decisão irritou profundamente a oligarquia paulista, os mais descontentes eram os membros do Partido Democrático.
As relações entre o poder federal e o Estado estavam cada vez mais tensas. Além disso, um número considerável de oficiais militares estava insatisfeito, sendo afastados de seus postos para dar lugar aos tenentes.
Getúlio tentou a reconciliação, mas em 9 de julho de 1932 explode uma revolução armada.
Em Pouso Alegre o clima era tenso devido à iminência da revolução. Entre os dias 18 e 19 de junho a concentração de soldados do exército nesta cidade era grande. Com o avanço dos revolucionários até Borda da Mata, os legalistas tomaram as precauções necessárias cavando trincheiras dos lados do bairro da Vendinha, das Cruzes e aterrado e colocando canhões e metralhadoras em posição estratégica.
No dia 20, por volta das 3 horas da tarde, começavam a ser ouvidos os primeiros tiros para os lados da Vendinha. Bem entrincheirados do alto do morro da Vendinha  e adjacências, os legalistas do 11°R.I de São João del Rey e 6° B.C de Ipamery disparam fogo de fuzilaria e metralhadoras, enquanto o 8° R.A.M bombardeava de espaço a espaço os atacantes. O combate prolongou-se por toda a noite, até às 10 horas da manhã seguinte de 21, com a rendição dos soldados revolucionários que não conseguiram escapar.
Os feridos foram atendidos em Pouso Alegre e Borda da Mata. Os removidos para Pouso Alegre foram levados ao hospital de sangue, no quartel do 8°Regimento. Alguns apresentavam fraqueza extrema, pois, além do sangue perdido, desde a manhã do dia 20 não haviam se alimentado. Todos os feridos paulistas partiram depois para Caxambu e dali para o Rio. Ao todo foram 59 paulistas aprisionados no combate. Todos eles, com exceção dos ultimos 7, que partiram mais tarde, seguiram para o Rio.

Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

Núcleo Exército- 14 GAC

O decreto Presidencial n°11.498, de 23 de fevereiro de 1915, criou o 10°Regimento de Artilharia Montada, com sede em Pouso Alegre/MG. O início de sua instalação, contudo, data de 15 de março de 1918, com a chegada do Ten. Cel. Marcos Pradel Azambuja. Ao longo dos anos o 10°RAM recebeu outras denominações: 8°RAM em 1919 (até 1959); 4°Regimento de Obuses 105 e, posteriormente, II/4°RO 105. Em novembro de 1972, pela Portaria Ministerial Reservada, n°036, passou a denominar-se 14° Grupo de Artilharia de Campanha.
O Atual 14° GAC tomou parte ativa em inúmeros episódios de nossa história: Revolução de 1924, Revolução de 1930, Revolução de 1932, 2ª Guerra Mundial (os efetivos remanescentes em Pouso Alegre mantiveram em vigilância 62 prisioneiros de guerra alemães, durante seis meses, até a remoção para o Rio de Janeiro) e Revolução de 64.
Em 1959 foi equipado com o material de 105 mm, permanecendo até 1981. Posteriormente foi transformado em GAC de 155 mm, recebendo 12 obuseiros deste calibre, mais adequados no apoio as ações da 4ª Divisão do Exército.
O pouso-alegrense Cel. Newton Meyer de Azevedo comandou o 14° Grupo de Artilharia de Campanha- “Grupo Fernão Dias”.
Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

MHMTT- Núcleos

O Núcleo Cotidiano é formando por peças que recontam histórias de várias épocas e de inúmeros espaços sociais. Da cozinha, passando pela sala e saindo para as praças da cidade, o chafariz, o poste de iluminação, as lâmpadas, o lavatório, o ferro de passar roupa, o pilão, as tv’s preto e branco, a máquina de escrever, máquinas registradoras, vitrolinhas, placas de identificação de carro de boi
mendigos, lampiões, panelas de ferro, máquinas fotográficas, objetos de montaria, seringas de injeção e outros tantos objetos mostram que o passado está preservado e que pode recontar às gerações futuras, independente da área de estudo, como o universo  do cotidiano dos pouso-alegrenses funcionava.

Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fórum Orvieto Butti

No dia 20 de janeiro de 1923, às 15 horas, foi inaugurado o edifício do Fórum, recentemente construído por iniciativa do Exmo. Sr. Senador Eduardo Amaral. 
Praça- Fórum-Avenida Década de 30

O Revdmo Sr. Bispo Diocesano, precdeu a bênção do palacete com grande assistência, tocando, nessa ocasião, a banda de música “Euterpe São Benedito”. Foi decerrada, no salão do juri, a cortina que cobria o nicho com a imagem do crucificado, seguida de palavras do Revdmo
que congratulou com o povo de Pouso Alegre, pelo importante melhoramento
adquirido, o importante edifício com que acaba de ser dotada a cidade, com amplas acomodações para os serviços de Fôro e da Câmara.
Estas informações constam do jornal “Semana Religiosa” de 27 de janeiro de 1923.
Sua planta e construção são de autoria do engenheiro Mário Gissoni responsável por inúmeras obras arquitetônicas da época em Pouso Alegre e cidades vizinhas. Nele também seguiu as tendências do estilo eclético, com grande desenvoltura, já que utilizou, largamente, de elementos decorativos vários que dão ao prédio, apesar do excesso, uma agradável aparência.

Fórum de Pouso Alegre, 1940

Nele funcionou até o ano de 1981 a Câmara Municipal, agora instalada em prédio próprio e por ele passaram juízes e promotores de grande saber que marcaram a história jurídica da cidade com sua atuação.  
Pontificando na Avenida Dr. Lisboa em frente à Praça Senador José Bento, o edifício do Fórum atrai olhares pela beleza de sua arquitetura, agora, destacada por pintura que lhe realça os elementos decorativos.
Edifício do Fórum, 2012, disponível no site http://www.pousoalegre.net/foto-do-dia-antigo-forum-de-pouso-alegre-2/

Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.

Pouso Alegre e a Catedral- um pouco sobre o catolicismo na cidade mineira



Sílvia Regina Alves Fernandes
O presente artigo analisa os dados de uma pesquisa paroquial na cidade mineira de Pouso Alegre. Trata-se de uma pesquisa de opinião aplicada em católicos durante o dia da missa na Catedral Metropolitana da cidade. É realizada uma contextualização da cidade e dos dados referentes ao cenário religioso no Brasil. A análise de dados está fundamentada na literatura sobre o cenário religioso no Brasil e suas implicações para o catolicismo. Sugere-se que as cidades em expansão guardem elementos da tradição religiosa, mas estão suscetíveis aos apelos do pluralismo religioso e da globalização cultural.

Palavras-chave: catolicismo; globalização cultural; pastoral urbana; pesquisa paroquial; Pouso Alegre-MG




                               Fonte:  http://www.pousoalegre.net/foto-do-dia-catedral/


terça-feira, 8 de maio de 2012

O Acervo do MHMTT

O acervo do Museu está sempre recebendo novas doações. São peças do cotidiano que contam e recontam as histórias da sociedade local. Esses objetos estão distribuídos em núcleos temáticos. O universo material deste espaço reúne objetos pessoais, domésticos, fardamentos e aparatos religiosos. Entre eles estão utensílios vários que remetem a outras dimensões da vida doméstica.
Entre os núcleos temáticos, podemos destacar os dedicados a Revolução de 32, à Segunda Guerra Mundial, à Diocese, aos escritores de Pouso Alegre e aos pouso-alegrenses ilustres.
Entre as coleções pessoais, está a de Tuany Toledo, que empresta seu nome ao Museu, e de seu filho, Simão Pedro Toledo, ambos destaques na política local e em Minas Gerais.

Acervo de Objetos:
O trabalho de captação de peças, ao longo dos anos, constituiu um acervo diversificado. São mais de 4000 peças entre objetos decorativos, fragmentos construtivos originários de prédios públicos e provados demolidos, mobiliário, vestuário, utensílios domésticos e de uso pessoal, objetos de ilumoìnação e transporte, equipamentos e instrumentos de trabalho.


Acervo Textual e Iconográfico
Compões-se de documentos, entre textos diversos, mapas, plantas e projetos arquitetônicos e outros. Integram o conjunto os documentos gerados pela Câmara Municipal entre a década de 1830 a 1963. O Museu possui também ofícios e correspondências de ilustres políticos que ajudaram a construir a história local. Além de documentos relacionados às atividades públicas e privadas de naturezas diversas, o Museu possui convites, certidões, dclarações, diplomas, contratos, notas, guias, procurações, requerimentos e outros.

Acervo Fotográfico

Reúne fotos, entre originais, cópias, negativos flexíveis e de vidro, organizados em coleções. Estas imagens, obtidas a partir de 1880, ilustram o desenvolvimento urbano, eventos, costumes e tradições de Pouso Alegre.



Acervo Bibliográfico
Reúne livros, periódicos, catálogos e jornais. Abrange, além da história de Pouso Alegre, outros temas relacionaods à história de Minas Gerais e do Brasil.

Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

Teatro Municipal

Construção em estilo neoclássico, o atual Teatro Municipal de Pouso Alegre já abrigou um cinema, uma loja de móveis, uma rádio e uma cadeia. Suas obras foram iniciadas em 1873, a pedido da Sociedade União e Progresso, sendo o seu construtor de nome desconhecido. Foi inaugurado em 1875 pela Associação Dramática de Pouso Alegre constituída por jovens amantes das artes cênicas que, posteriormente, o doaram ao Município. Durante décadas serviu à Companhias de Óperas e Operetas vindas de São Paulo e aos grupos liderados pelo médico e dramaturgo Dr. Coutinho. Em 1939 foi alugado à Rádio Clube de Pouso Alegre. Em 1940 funcionou como cinema: Cine Íris e Cine Progresso.
 Em 1960 abrigou, provisoriamente, a cadeia pública e a delegacia regional sob o comando do delegado Eduardo A. Barbosa. Em 1971, suas dependências passaram a ser utilizadas por uma loja de móveis. E, somente em 1978, após reforma, ampliação e modernização de seus equipamentos, retornou às atividades culturais. Foi declarado Patrimônio Histórico de Pouso Alegre e protegido por tombamento pelo decreto nº 2349 de abril de 1999.


Fontes: Secretaria Municipal de Cultura, Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Pouso Alegre, Blog Narrativas do Brasil: http://ginacaninana.blogspot.com.br/

Projeto passeio pela história


O Museu Histórico Municipal Tuany Toledo convida as escolas e outras instituições de Pouso Alegre para participar do Projeto Passeio pela História, que continua em 2012.
No 2° semestre de 2011, cerca de 1200 estudantes participaram desse projeto. Através do Passeio pela História, são agendadas visitas orientadas ao Museu, com o apoio da Viação Princesa do Sul, que realiza o transporte dos estudantes.
Durante a visita, os alunos assistem a um vídeo educativo e a uma pequena apresentação, em que são orientados a respeito da importância do Museu para a preservação da memória.
Em seguida, eles são direcionados ao Museu, onde aprendem sobre a história de Pouso Alegre através das fotografias, além de conhecer o cotidiano dos pouso-alegrenses do passado através dos objetos.
Para participar, basta que a escola interessada entre em contato para realizar o agendamento através do telefone 3429-65-11, de segunda a quinta, das 12h às 18h, e sexta, das 8h às 14h.
Aguardamos sua visita!











Alunos da COADE
(Coordenadoria de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência)



                                                       Alunos da E. M. Dom Octávio

Alunos do Instituto Philippo Smaldone




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Marco do dia




08/05/1927: Pela resolução n°184 é autorizada a instalação da luz elétrica no bairro São Geraldo (Aterrado).

Bairro Sao Geraldo- Acervo do MHMTT

Marco do dia




07/05/1956: É fundado o Clube de Campo Pouso Alegre.

Territorio urbano e o processo saúde-doença : perfil territorial da saúde no São Geraldo em Pouso Alegre-MG

Rivaldo Mauro de Faria


A investigação da relação entre o território urbano e o processo saúde-doença constitui o cerne das preocupações que motivaram o presente trabalho. Parte-se do pressuposto que a saúde tem uma dependência territorial que, uma vez entendida, pode se tornar uma importante ferramenta para o planejamento em saúde pública. Ao delinear o perfil territorial da saúde de uma área pode-se antecipar ações de controle de longo prazo e diminuir os impactos das ações corretivas de curto prazo. A pesquisa que aqui se apresenta constitui um esforço teórico-prático que busca inserir o objeto da ciência geográfica nas análises em saúde pública. Para isso se fez uso de um instrumento teórico, a categoria território defendida na obra de Milton Santos e um objeto para sua aplicação, o bairro São Geraldo, localizado em Pouso Alegre-MG. A complexidade inerente à dinâmica urbana produz territórios de usos diferenciados que têm relação direta ou indireta com a produção de doenças. É o caso do bairro São Geraldo, uma área de exclusão social propícia à produção de algumas enfermidades. Notadamente as doenças infecciosas, devido as suas características, são muito comuns nesse território. Nesta pesquisa, foram investigadas a diarréia aguda, hepatite A, dengue e leptospirose. A escala temporal para a coleta dos dados compreendeu o período de 2002 a 2006 (com exceção da diarréia aguda, cujos dados são de 2006). Ao realizar o diagnóstico territorial da área de estudo, foi possível estabelecer a sua relação com a produção dessas enfermidades. O perfil territorial do bairro São Geraldo pode ser tomado como um fator causador da doença e, ao mesmo tempo, o cenário para a implementação de práticas de atenção primária em saúde.


A cidade e o "mal necessário"; zona de prostituição e marginalidade social em Pouso Alegre - MG (1969-1988)


Eduardo Moreira Assis

Este artigo discute a tensa relação estabelecida entre a cidade sul-mineira de Pouso Alegre e sua zona de prostituição entre os anos de 1969 a 1988, marcados por uma campanha moral contra a zona de prostituição e pela experiência da cidade frente à "modernidade" e o "progresso", reforçando fronteiras invisíveis e preconceitos através de representações sociais negativas ou baseadas no conceito de "mal necessário.
Palavras-chaves: zona de prostituição e território urbano; preconceito e fronteiras simbólicas; história oral e imprensa.







A Igreja Católica e a transformação do espaço e do viver urbano de Pouso Alegre-MG (1936-45)




Carlos Leonardo Teixeira Sampaio
Esta dissertação denominada: A Igreja Católica e a transformação do espaço e do viver urbano de Pouso Alegre -MG (1936- 45) procura discutir a posição e a articulação adotada pela diocese de Pouso Alegre, referente às transformações do espaço da cidade, que passava por incisivas intervenções urbanísticas. Reflito também a postura exercida pela Igreja em relação à chegada de novos costumes influenciados principalmente com a chegada do cinema sonoro e por uma maior presença na região de outras religiões. Nesta perspectiva, analiso a ênfase da Igreja no controle e na intervenção educacional sobre a juventude feminina e a criança, servindo como um instrumento de defesa de sua instituição. A imprensa local, como também livros de memórias da cidade são as principais fontes utilizadas na discussão do tema. O trabalho está dividido em três partes: na primeira, discuto a Igreja Católica frente às modificações dos espaços da cidade, na segunda parte, trato sobre a questão da moral católica e a juventude feminina, diante das transformações no viver urbano e por último, analiso a Igreja e o universo infantil em sua formação educacional e na discussão sobre o problema social da infância em Pouso Alegre.
Link para texto completo: http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=9046

A praça João Pinheiro: cidade, memórias e viver urbano: Pouso Alegre, 1941-1969


Juliano Hiroshi Ikeda Ishimura
Na dissertação intitulada “A Praça João Pinheiro: Cidade, memórias e viver urbano. Pouso Alegre, 1941-1969”, é tecida uma reflexão sobre as intervenções urbanísticas de grande impacto, na Praça João Pinheiro, que tornaram-se o mote para o desenvolvimento desta pesquisa. As muitas histórias e memórias levantadas nos depoimentos de usuários, freqüentadores e representantes do poder público municipal, associados a outros documentos escritos como a imprensa, as Atas da Câmara Municipal e as memórias escritas, revelaram significados múltiplos que essa Praça teve para a cidade e sua vida cotidiana. Os efeitos das intervenções no modo de ver e vivenciar o espaço são fundamentais neste trabalho. Busquei estabelecer um diálogo constante com diferentes tipos de fontes, cujo objetivo maior foi construir uma história multifacetada daquele território, capaz de desmistificar as imagens que pesavam sobre a Praça, dona de valores e regras próprias. Uma cultura da saúde e da infância marcou a Praça João Pinheiro e seus arredores. O peso das idéias higienistas, a repressão da sexualidade feminina e as manipulações ideológicas mostram que instituições como os Parques Infantis e os Dispensários são mais do que lugares de lazer e aprendizado, são locais de disciplina e reclusão. Repleta de disputas e alianças sociais, a pesquisa, dividida em três partes, revelou gostos e sensibilidades que, por vezes, não são mais visíveis no cotidiano da cidade atual.
Link para texto completo:

Encantos e desencantos da cidade: Histórias e memórias do Mercado Municipal de Pouso Alegre/MG


Ana Eugênia Nunes de Andrade
Fernando Henrique do Vale

Este trabalho tem por objetivo discutir as relações de sociabilidade em torno do Mercado Municipal de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais e as políticas de urbanização no período de 1940-1970. O Mercado Municipal, desde o fim do século XIX, é um ponto de tensões e conflitos sociais na cidade. Com o passar do tempo, desde sua fundação em 1873 até os dias atuais, sua estrutura sofreu reformas, ampliações e melhoramentos pautados no ideal higienista do início da república no Brasil e nos moldes do pensamento dos governantes do regime militar de 1964.

Links


Portal Brasil- www.brasil.gov.br

Governo do Estado de Minas Gerais- www.mg.gov.br

Prefeitura Municipal de Pouso Alegre- www.pousoalegre.mg.gov.br

Câmara Municipal de Pouso alegre- www.cmpa.mg.gov.br

Cultura de Pouso Alegre: www.culturapa.com

Instituto Brasileiro de Museus: www.museus.gov.br

Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional: www.iphan.gov.br




Discursos impressos de um padre político: análise da breve trajetória d' O Pregoeiro Constitucional

Françoise Jean de Oliveira Souza

O presente texto realiza uma análise da trajetória do periódico O Pregoeiro Constitucional, publicado pelo deputado e padre José Bento Ferreira Leite de Mello, em Pouso Alegre, visando atingir dois objetivos bem claros. O primeiro deles é o de perceber como este padre político discutiu os importantes acontecimentos que precederam à abdicação de Dom Pedro I, tomando a imprensa como principal instrumento de vigilância das ações do poder executivo e como tribuna para defesa de projetos de caráter liberal moderado. O estudo das proposições federalistas e constitucionais apresentadas por José Bento, bem como da maneira como estas ganharam novos significados num curto período de tempo, leva-nos, por sua vez, ao nosso segundo e mais amplo objetivo que é o de compreender a presença e as implicações do fenômeno de reconfiguração e deslocamento semântico dos conceitos e vocabulários políticos ocorrido nas primeiras décadas do século XIX brasileiro.
Palavras-chave: Império do Brasil, imprensa, religião, vocabulário político, Estado / formas de governo


Pouso Alegre por Amadeu de Queiroz


“Vivíamos lá muito apartados, sozinhos olhando o mundo de longe, através de notícias atrasadas. Com a nossa crédula naturalidade, falávamos das setenta e duas léguas a que ficava Ouro Preto, distância que jamais se percorria naqueles tempos, mas se media de povoado em povoado, simples direção no rumo norte, por onde se poderia alcançar, ousando-o, a capital da Província. (...)

Viajava-se tradicionalmente a pé, a cavalo ou de liteira carregada por mulas, quando se tratava de conduzir velhos, crianças e doentes. Não possuíamos veículos de transporte a não ser o desconjuntado trole do negociante Batista; afora ele, o carro de bois, o carrinho de carneiros, a carroça do capitão Caetano Lopes, puxada por um cavalo, única e memorável carroça existente no vastíssimo município de Pouso Alegre! (...)

E a vila conservava imutável o seu ar de abandono e de solidão, apenas agitada aos domingos, quando os roceiros concorriam à missa e iam ao mercado, precisando vender os seus produtos para se abastecerem nas lojas e nas vendas. Aos domingos o burgo se ajuntava e se confundia, vivendo intensamente dentro do seu isolamento para, no dia seguinte, recair na monotonia da pacata existência sob um céu azul, e repousar confiante, debaixo das estrelas.

Fato nenhum da natureza perturbava a harmoniosa calma da paragem. Nenhuma agitação inquietava o sossego de Pouso Alegre, a não ser a contínua passagem das boiadas e porcadas, dos rebanhos de cabras e carneiros, das manadas de éguas e de mulas – a multidão pecuária que descia das ricas pastagens dos Campos de Caldas, de Alfenas, das serras do oeste, e transpondo a cidade, tomava o rumo para a Barreira do sul, no alto da Mantiqueira. (...)

Avenida do Imperador- Século XIX