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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Clube Literário e Recreativo

Inaugurado a 07/04/1926 teve como idealizador e primeiro presidente o Coronel Joaquim Mariano Campos do amaral.
Segundo consta nos livros históricos, o projeto de lei n°151 de 18 de janeiro de 1923 autorizou a doação do pa, “mediante condições estipuladas, do prédio que servia de Paço Municipal afim de ser demolido e no local construído o edifício para sediar a sociedade”.
O Clube Literário e Recreativo se ergueu ao apreço de muito esforço e de rara abnegação do Cel. Campos do Amaral que, reconhecendo a lacuna de um ponto de concentração social e diversões familiares tornou a iniciativa da construção de um prédio para a sede da sociedade. Substituindo a antiquada casa da Câmara, foi construído na praça principal de Pouso Alegre um edifício de “bela arquitetura e sólida construção, mandado levantar pelo Clube Recreativo”. Em elegante estilo francês, com o telhado feito de telhas importadas, de ardósia, o edifício do Clube Literário marcou épocas na história de Pouso Alegre, local de encontros sociais, culturais e políticos, cuja biblioteca foi uma das primeiras do estado e a quinta do país.
“É natural que, pôr tudo isso, sintam-se satisfeitos os membors do deliberativo municipal com o destino do antigo prédio próprio do município, já então desnecessário aos fins para que servia, dada a conclusão do edifício do Fórum, com o qual o governo do Presidente Artur Bernardes dotou a cidade e no qual foram reservadas acomodações para as diversas repartições municipais” (Jornal Alma Branca, 07/04/1928, n. 01).
O edifício do Clube Literário e Recreativo de Pouso alegre, permanece alerta na Praça Senador José Bento; apesar das inúmeras intervenções sofridas em sua arquitetura ainda conserva, na fachada, as marcas de sua construção. Espremido entre construções modernas que lhe roubaram a posição de destaque, ele conserva, ainda hoje a dignidade cultural de seu estilo, continuando a ser um marco na vida cultural de Pouso Alegre.
Clube Literario- 1935
Clube Literario- 2011
Fonte: http://ginacaninana.blogspot.com.br/2012/02/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.


Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira


Em 02/02/1911 chega, a Pouso Alegre, a Revma. Madre provincial das Irmãs Dorotheas, de Portugal, a fim de instalar um Colégio para as meninas. Tendo funcionado em casas determinadas, em 03/03/1918 é lançada a pedra fundamental da Escola Normal Santa Dorothea, na Rua Francisco Salles. A construção se inicia sob a planta e orientação do Eng. Mário Gissoni.
Em 26/06/1918 o bispo Dom Octávio Chagas de Miranda benze o novo edifício construído para abrigar a Escola Normal Santa Dorothea. Em 27/10/1926 é inaugurada a Capela do Sagrado Coração de Jesus, junto à Escola Normal.
Durante os anos que se seguiram, o educandário se encarregou de dotar as moças de Pouso Alegre e cidades vizinhas, de uma educação esmerada, onde pontificavam os ensinamentos religiosos morais e os necessários para dotá-los, não só de cultura acadêmica, mas também de uma cultura esmerada, pontada pela sabedoria e ampla habilidade para exercerem as atividades domésticas. O colégio funcionou no local até 1975 quando as freiras, após a construção de novo prédio na confluência da rodovia com a Av. Tuany Toledo para lá transferiram suas atividades.
Em 1978 foi ocupado pelo Conservatório Estadual de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira, que transferido da Praça João Pinheiro lá funcionou até 09/03/87, data que um incêndio, declarado criminoso pela perícia técnica, destruiu o prédio internamente. O fogo queimou o assoalho do 2° piso e do 3°, já que na época de sua construção não havia o uso de lages de concreto. Queimou-lhe o telhado, história, instrumentos musicais, arquivos, enfim, uma parte da vida de professores e alunos, que, motivados pela perda, reagiram e foram à luta para reconstruí-lo. As fachadas permaneciam intactas e, após anos de trabalho, de doação e de importante ajuda do Estado ele foi totalmente reconstruído e sua reinauguração aconteceu entre festas e comemorações no dia 10/08/1994. E atualmente ele se encontra, como no tempo de sua construção, pontificando na confluência das Ruas Francisco Sales e Cel. Otávio Meyer. Do seu interior se ouvem os sons dos violinos, pianos, vozes em coro que saúdam, todos os dias, a sua reconstrução.
Escola Normal 1930

Conservatório de Música- 2011
Fonte: http://www.pousoalegre.net/sobre-pouso-alegre/pontos-turisticos-o-que-conhecer-em-pouso-alegre/


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.

Obelisco Nossa Senhora da Conceição

Em 8 de Dezembro de 1904, em homenagem ao 50° aniversário da proclamação do Dogma da imaculada Conceição é inaugurado o obelisco à Nossa Senhora da Conceição, eregido na Praça Senador José Bento, no jardim, em frente à Catedral do Bom Jesus.
Com o passar dos anos o obelisco recebeu o apelido de Nossa Senhora dos Namorados, talvez devio ao fato de que o jardim da Praça Senador José Bento, sempre foi o local preferido para o encontro dos namorados. Ali, sob a proteção da Santa, muita gente se conhecei, iniciou um namoro que depois se transformou em casamento. Hoje, a santa lá permanece, abençoando os que desejam sua proteção, apesar de todas as implicações da modernidade.
Obelisco- Praça 1904
Obelisco 2011- Fonte:
http://ginacaninana.blogspot.com.br/2012/02/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.


A Revolução de 32


O início dos anos 30 foi marcado por intensa agitação em todo país. Terminado o ciclo da política do “café com leite” (revezamento entre mineiros e paulistas na presidência da República), a Aliança Liberal de Getúlio Vargas toma o poder com a ajuda dos tenentes. A Constituição foi resgatada e os Estados passaram a ser controlados por interventores. Essa decisão irritou profundamente a oligarquia paulista, os mais descontentes eram os membros do Partido Democrático.
As relações entre o poder federal e o Estado estavam cada vez mais tensas. Além disso, um número considerável de oficiais militares estava insatisfeito, sendo afastados de seus postos para dar lugar aos tenentes.
Getúlio tentou a reconciliação, mas em 9 de julho de 1932 explode uma revolução armada.
Em Pouso Alegre o clima era tenso devido à iminência da revolução. Entre os dias 18 e 19 de junho a concentração de soldados do exército nesta cidade era grande. Com o avanço dos revolucionários até Borda da Mata, os legalistas tomaram as precauções necessárias cavando trincheiras dos lados do bairro da Vendinha, das Cruzes e aterrado e colocando canhões e metralhadoras em posição estratégica.
No dia 20, por volta das 3 horas da tarde, começavam a ser ouvidos os primeiros tiros para os lados da Vendinha. Bem entrincheirados do alto do morro da Vendinha  e adjacências, os legalistas do 11°R.I de São João del Rey e 6° B.C de Ipamery disparam fogo de fuzilaria e metralhadoras, enquanto o 8° R.A.M bombardeava de espaço a espaço os atacantes. O combate prolongou-se por toda a noite, até às 10 horas da manhã seguinte de 21, com a rendição dos soldados revolucionários que não conseguiram escapar.
Os feridos foram atendidos em Pouso Alegre e Borda da Mata. Os removidos para Pouso Alegre foram levados ao hospital de sangue, no quartel do 8°Regimento. Alguns apresentavam fraqueza extrema, pois, além do sangue perdido, desde a manhã do dia 20 não haviam se alimentado. Todos os feridos paulistas partiram depois para Caxambu e dali para o Rio. Ao todo foram 59 paulistas aprisionados no combate. Todos eles, com exceção dos ultimos 7, que partiram mais tarde, seguiram para o Rio.

Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

Núcleo Exército- 14 GAC

O decreto Presidencial n°11.498, de 23 de fevereiro de 1915, criou o 10°Regimento de Artilharia Montada, com sede em Pouso Alegre/MG. O início de sua instalação, contudo, data de 15 de março de 1918, com a chegada do Ten. Cel. Marcos Pradel Azambuja. Ao longo dos anos o 10°RAM recebeu outras denominações: 8°RAM em 1919 (até 1959); 4°Regimento de Obuses 105 e, posteriormente, II/4°RO 105. Em novembro de 1972, pela Portaria Ministerial Reservada, n°036, passou a denominar-se 14° Grupo de Artilharia de Campanha.
O Atual 14° GAC tomou parte ativa em inúmeros episódios de nossa história: Revolução de 1924, Revolução de 1930, Revolução de 1932, 2ª Guerra Mundial (os efetivos remanescentes em Pouso Alegre mantiveram em vigilância 62 prisioneiros de guerra alemães, durante seis meses, até a remoção para o Rio de Janeiro) e Revolução de 64.
Em 1959 foi equipado com o material de 105 mm, permanecendo até 1981. Posteriormente foi transformado em GAC de 155 mm, recebendo 12 obuseiros deste calibre, mais adequados no apoio as ações da 4ª Divisão do Exército.
O pouso-alegrense Cel. Newton Meyer de Azevedo comandou o 14° Grupo de Artilharia de Campanha- “Grupo Fernão Dias”.
Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

MHMTT- Núcleos

O Núcleo Cotidiano é formando por peças que recontam histórias de várias épocas e de inúmeros espaços sociais. Da cozinha, passando pela sala e saindo para as praças da cidade, o chafariz, o poste de iluminação, as lâmpadas, o lavatório, o ferro de passar roupa, o pilão, as tv’s preto e branco, a máquina de escrever, máquinas registradoras, vitrolinhas, placas de identificação de carro de boi
mendigos, lampiões, panelas de ferro, máquinas fotográficas, objetos de montaria, seringas de injeção e outros tantos objetos mostram que o passado está preservado e que pode recontar às gerações futuras, independente da área de estudo, como o universo  do cotidiano dos pouso-alegrenses funcionava.

Fonte: Revista Memórias de Pouso Alegre, Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, Pouso Alegre, 2010

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fórum Orvieto Butti

No dia 20 de janeiro de 1923, às 15 horas, foi inaugurado o edifício do Fórum, recentemente construído por iniciativa do Exmo. Sr. Senador Eduardo Amaral. 
Praça- Fórum-Avenida Década de 30

O Revdmo Sr. Bispo Diocesano, precdeu a bênção do palacete com grande assistência, tocando, nessa ocasião, a banda de música “Euterpe São Benedito”. Foi decerrada, no salão do juri, a cortina que cobria o nicho com a imagem do crucificado, seguida de palavras do Revdmo
que congratulou com o povo de Pouso Alegre, pelo importante melhoramento
adquirido, o importante edifício com que acaba de ser dotada a cidade, com amplas acomodações para os serviços de Fôro e da Câmara.
Estas informações constam do jornal “Semana Religiosa” de 27 de janeiro de 1923.
Sua planta e construção são de autoria do engenheiro Mário Gissoni responsável por inúmeras obras arquitetônicas da época em Pouso Alegre e cidades vizinhas. Nele também seguiu as tendências do estilo eclético, com grande desenvoltura, já que utilizou, largamente, de elementos decorativos vários que dão ao prédio, apesar do excesso, uma agradável aparência.

Fórum de Pouso Alegre, 1940

Nele funcionou até o ano de 1981 a Câmara Municipal, agora instalada em prédio próprio e por ele passaram juízes e promotores de grande saber que marcaram a história jurídica da cidade com sua atuação.  
Pontificando na Avenida Dr. Lisboa em frente à Praça Senador José Bento, o edifício do Fórum atrai olhares pela beleza de sua arquitetura, agora, destacada por pintura que lhe realça os elementos decorativos.
Edifício do Fórum, 2012, disponível no site http://www.pousoalegre.net/foto-do-dia-antigo-forum-de-pouso-alegre-2/

Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998.