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terça-feira, 15 de maio de 2012

Imagens da cidade

Jardim e Fórum- 1918
Praça Senador José Bento- 1938
Praça Senador José Bento- 1960
Praça e Forum- 1940
Desfile do 11 R.I- Pouso Alegre- 24/05/1937

Muitas Histórias




Parte Histórica- Pouso Alegre (p. 77-78)

Os morros circumvisinhos formam em torno da cidade como que uma vasta conha, onde a natureza e a mão do homem plantaram o poético jardim que em vão tentamos esboçar.

Ao longe, na orla do horisonte extenso, os picos altivos das serras distantes, semelhantes a esphinges colossaes, fitam a rainha do Mandú, que sobranceira os contempla. Orgulhosa do seu sollo primoroso!
Quer a vista se alongue pela vastidão do horizonte, ou baixe a mergulhar-se na profundeza dos valles, o quadro é sempre animado e surprehendente.
Por qualquer lado que seja observada, a cidade se ostenta sempre radiante da sua formosura.
Quando por occasião das enchentes, o Mandú e o Sapucahymirim, confundindo as suas aguas, alagam o extenso vargedo que os separa, a cidade parce mirar-se no espelho crystallino das aguas, vaidosa dos seus dotes naturaes!...
Sinuoso e manso desce o Mandú, e vai confundir as suas aguas com as do Sapucahymirim, que o recebe a dois kilometros da cidade, donde se avista grande extensão das suas fertilíssimas margens.
O Sapucahy grande, que passa a seis kilometros da cidade, recebe por sua vez o Sapucahymirim, um dos seus principaes affluentes.
Estes rios, cujas aguas já outr’ora foram sulcadas por barcas de capacidade de mil arrobas, estabelecendo communicação entre os municipios de Pouso Alegre, Itajubá, Alfenas e Campanha, viram desapparecer a navegação depois da invasão das estradas de ferro; a maior utilidade que póde ter um rio, sob o ponto de vista economico, cahiu em completo abandono: succedeu á celeuma  alegre dos barqueiros conduzindo as pesadas barcas, o canto monotono do solitario pescador, vagando na sua tosca piroga!
A doze kilometros corre o Cervo, cujo valle tornou-se famoso pela sua extraordinária uberdade, compensando com vantagem a lida afanosa da lavoura.
Além de serem margeadas por terrenos de prodigiosa uberdade, têm estes rios a vantagem de serem muito piscosos:- é extraordinária a quantidade de peixe que se vende na cidade por occasião dasd enchentes; os peixes sahindo do leito do rio invadem as margens alagadas, onde são facilmente apanhados.
A tantos benefícios que recebeu da natureza deve Pouso Alegre a sua prosperidade, que parece tornar-se cada vez mais lisongeira.
Activo e trabalhador, e auxiliado pela riqueza do sólo, João da Silva
É crença tradiccional que quem primeiro habitou as margens do Mandú fui um aventureiro de nome de João da Silva que, attrahido pela excelente qualidade das terras, aqui formou as suas roças, que produziram abundantes colheitas.
cercou-se de abundancia e prosperidade.


Pouso Alegre 1855- Tela de autoria de José Fernandes de Souza Filho
 Pertencente ao Acervo do MHMTT


Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.

*Escrito como no original.

Marco do dia

15/05/1963: Inauguração do Clube de Campo Pouso Alegre. 1° Presidente: Sr. Aldo Kalil Homse, um dos fundadores.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Muitas Histórias

Parte Histórica- Pouso Alegre (p. 75-76)

Freguezia da Cidade
Na vertente sul de um dos contrafortes da serra do Gaspar, em terreno ligeiramente accidentado, que em suave declive vai morrer na margem esquerda do rio Mandú, se ostenta a formosa florescente cidade de Pouso Alegre, tão gloriosa por suas tradicções, tão encantadora por sua bella situação topographica.
Além do nome que tão bem lhe cabe, o espírito de bairrismo tem lhe angariado o pomposo e merecido titulo de princesa do Sul de Minas.
A construcção dos edifícios tem se limitado ao terreno que fica entre o dorso do contraforte e a margem esquerda do rio Mandú, por ser o terreno da margem direita alagado, accidentalmente, durante a epocha das águas, pelas enchentes deste rio e pelas do Sapucahymirim.
No momento em que escrevemos estas linhas achamo-nos á cerca de um kilometro ao sul da localidade, e diante de nós desenrola-se o panorama lidíssimo da pitoresca cidade cuja magnificência em vão tentaremos descrever, porque só a poesia, e não a phrase tosca e solta, poderia pintar este quadro com as cores vivas e rutilantes que se acha animado.
O vulto irregular das habitações mascaradas pelo frondoso arvoredo que rompe dos quintaes; as planícies intercaladas e cobertas de verdura; o avermelhado escuro dos telhados contrastando com a brancura das paredes; a matriz, com suas torres soberbas, rendadas de ameias, campeando altivas por cima da copada das casuarinas, semelhante a um desses castellos da idade Média; onde o zelo não permitiu que a mão destruidora do tempo lhe apagasse o antigo esplendor; enfim, o fundo escuro e sinuoso dos regatos serpeando por entre a cidade; tudo isso produz uma das mais bellas paizagens que a vista jamais se cança de contemplar!
O dia vai quasi  findo: o clarão avermelhado da tarde esparge sobre a cidade os seus tépidos raios; sopra brandamente a brisa sudoeste, agitando a coma do arvoredo em cadenciado vai vem: e por cima de tudo isto arqueia se um céo límpido, côr de opala; reflectindo a cor serena e pura do cahir da tarde!...
Pelos outeiros e pelas encostas tapizadas de verdura, pastam alegres manadas de gados, semelhantes a caravanas errantes animando o quadro deslumbrante que temos diante de nós.

Pouso Alegre 1900- Tela de autoria de José Fernandes de Souza Filho
Pertencente ao Acervo do MHMTT


Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.

*Escrito como no original.




Marco do Dia

13/05/1921: Inaugurado o Hospital Regional, denominado posteriormente “Dr. Samuel Libânio”. 1° Diretor Dr. Custódio Ribeiro de Miranda.


Inauguração do Hospital Samuel Libânio

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Passeio pela história


No dia 12/05/2012, recebemos a visita da Escola Estadual Virgília Pascoal. Por volta de 35 alunos do 8º ano participaram do Projeto “Passeio pela História”, conhecendo assim um pouco mais da história local e aprendendo ainda mais a valorizar as muitas memórias contidas em nosso Museu.  

 
  
Alunos observam atenciosamente os objetos- Fonte: MHMTT 



 
Alunos da E. E. Vasconcelos Costa- Fonte: MHMTT

Escola Estadual Monsenhor José Paulino

Em 16/12/1906 foi criado por decreto baixado pelo Vice-Presidente do Estado de Minas Gerais, Júlio Bueno Brandão, o Grupo Escolar Monsenhor José Paulino. 
Em 06/08/1912, com a presença do Secretário de Estado do Interior e Instrução Pública de Minas Gerais, Delfim Moreira da Costa Ribeiro foi inaugurado o prédio onde, desde então, funciona  o antigo Grupo Escolar hoje denominado Escola Estadual Monsenhor José Paulino.
O nome do patrono foi escolhido, depois da criação do Grupo, em homenagem a Reverendo “José Paulino que ocupou o cargo de vigário e econômo da cidade de Pouso Alegre. Na cidade, atuou com dedicação na criação na criação da diocese com sede em Pouso Alegre e sempre dedicou-se com empenho no trabalho da educação, daí a escolha de seu nome como patrono do grupo.
Situado no centro da cidade, construído segundo fontes orais, no local onde, anteriormente havia a casa senhorial do Senador José Bento Ferreira de Melo, na Avenida mais importante da cidade, o prédio do Grupo Escolar permanece, como no passado, sinalizando o destino cultural da vidade, hoje repleta de escolas, colégios e faculdades. Na verdade, sua arquitetura antiga, conservada pelo tempo e por todoso os que nele atuaram é o verdadeiro monumento à cultura pouso-alegrense e, como tal, deve ser conservado.
Grupo Escolar Monsenhor José Paulino- 1920
Escola Estadual Monsenhor José Paulino
Fonte: http://ginacaninana.blogspot.com.br/2012/02/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html