Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico
Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.
Tradutor
sábado, 19 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Marco do dia
18/05/1911:
Falecimento do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal e Chefe do
Executivo, Sr. José Joaquim Vieira de Carvalho.
Casa dos Junqueiras
Em 1927, José e Edite de
Azevedo Junqueira fez construir, para sua residência o casarão situado na Av.
Abreu Lima A planta e a construção são de autoria do engenheiro Mário Gissoni,
mestre natural de Ribeirão Preto- SP.
A casa, em estilo neocolonial que se mistura com vários outros em voga na época, serviu de residência à família durante muitos anos. Fechada durante as décadas de 70 e 80, em 1992 foi alugada à Prefeitura Municipal que a restaurou para a instalação da Secretaria da Cultura.
A casa, em estilo neocolonial que se mistura com vários outros em voga na época, serviu de residência à família durante muitos anos. Fechada durante as décadas de 70 e 80, em 1992 foi alugada à Prefeitura Municipal que a restaurou para a instalação da Secretaria da Cultura.
Durante a restauração várias peças, de
valor a colecionadores e antiquários, foram encontradas em seu porão. Depois de
restauradas passaram a fazer parte do mobiliário e decoração que foram mantidos
pela prefeitura para exposição. Sendo ocupada depois, pela Secretaria do
Bem-Estar Social, esses móveis e objetos decorativos foram retirados pela
família Junqueira e divididos entre seus herdeiros. Segundo consta do
depoimento de várias pessoas, a casa, como tantas outras, possui seus
fantasmas, que, segundo os vigias noturnos, andam à noite dentro dela, fazem
barulho e, certamente assustam os incautos.
É importante observar neste
imóvel 2 afrescos, um a cada lado da porta principal de entrada. Estas pinturas
representam paisagens do início do século, retratando as cheias do Rio Mandu
que se situa a poucas quadras do lugar.
Escola Estadual Dr. José Marques de Oliveira
Em 1918 é ajustada por 280
contos de réis a venda ao Governo Federal dos Edifícios do Ginásio Diocesano e
Escola Normal das Dorotheas para a instalação de uma nova unidade do Exército
Nacional.
Em 1925, a 29 de dezembro,
acontece o lançamento da pedra fundamental para a construção do novo Seminário
Diocesano.
A inauguração do novo
edifício do Seminário se dá no ano de 1927, construído a pedido de Dom Octávio
Chagas de Miranda, com o dinheiro da venda do Ginásio Diocesano ao Exército
Nacional.
Em 1969 o Seminário já
funcionava no bairro São Geraldo, onde fora construído um novo e moderno
prédio. Foi então que Dom José d’Ângelo Neto, arcebispo de Pouso Alegre, vendeu
o prédio do antigo seminário, situado à Rua Bueno Brandão, 220, à Escola
Estadual Dr. José Marques de Oliveira, cujo diretor era o Dr. Lecyr Ferreira da
Silva. Desde então lá funciona a Escola Estadual cujo prédio, belo
representante da arquitetura eclética tão comum na cidade, se encontra bem
preservado, sendo que, no seu interior, partindo do hall de entrada, se
encontra uma escada de madeira, feita artesanalmente por carpinteiros italianos,
cujos nomes se perdeu.
| Seminario Diocesano- Década de 40 Fonte: http://ginacaninana.blogspot.com.br/2011/03/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html |
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| Escola Estadual Dr. José Marques de Oliveira 2011 Fonte: http://www.panoramio.com/photo/59602245 |
Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso
Alegre, abril de 1998.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Muitas histórias
Parte Histórica- Pouso Alegre (p. 79-83)
Este homem que, longe dos centros urbanos civilisados,
prosperou à custa do seu trabalho, teve
a idéa de ser grato aquelle donde dimanam todas as felicidades terrestres; e
querendo plantar nestas paragens incultas arvore fecunda da religião, fez, no
fim do século passado, doação do terreno necessário para edificação de uma
capella dedicada ao Senhor Bom Jesus.
Decorreram alguns annos, até que em 1795, mais
ou menos, a expensas de alguns moradores visinhos, foi construída a pequena
capella; e não se sabe si João da Silva chegou a ver realisada a sua idéa.
Concluida a capella, foi nella celebrada a
primeira missa que houve neste logar pelo parocho de S. Anna do Sapuchay, padre
Francisco de Andrade Mello, que desde então ficou como capellão particular.
Até 1799, o nascente povoado era conhecido
pelo nome de Mandú.
Foi, mais ou menos, nessa epocha que o
governador de São Paulo, D. Bernardo Josée de Lorena, conde de Sarzedas, tendo
sido transferido para a capitania de Minas Geraes, fez pouso na nascente povoação,
onde veiu ao seu encontro o juíz de fóra da Campanha, Dr. José Joaquim Carneiro
de Miranda, que também pela primeira vez visitava estas paragens.
Surprehendidos pela belleza do logar que os
encantava, um daquelles personagens, querendo dar á povoação um nome que estivesse
mais em harmonia com a natureza da localidade, dissera:- isto deveria chamar-se
Pouso Alegre, e não Mandú; e conta se que dahi lhe veio a denominação que ainda
hoje conserva.
Por alvará de 6 de Novembro de 1810, foi Pouso
alegre elevado a freguezia, e 21 annos depois a villa, pela lei de 13 de
Outubro de 1831.
A lei provincial, n. 433, de 19 de outubro de
1848, elevou á categoria de cidade.
Sen termo, depois de pertencer ás comarcas do
Rio Verde, Sapucahy e Jaguary, foi pela lei mineira, n. 11 de 13 de Novembro de
1891, classificado em comarca.
O terreno da cidade é
limitado por uma linha que começa, rio abaixo, áquem do corrego do
Tanque no Mandú; e subindo para a rua da Palha, segue a um lado desta, ficando
a mesma dentro do perímetro, até encontrar o
Tanque; e subindo por este córrego até á cabeceira, contorna depois o espigão,
e vai encontrar a cabeceira do corrego que divide terras do capitão Candido de
Barros e outros; desce deste ponto a encontrar a porteira das Taipas, e daqui
ao Rio Mandú, e por este acima finalisando onde começa esta demarcação.
O terreno fechado por esta linha deve ter
approximadamente quatro kilometros quadrados.
Mas voltemos à cidade: analysemos de passagem
os seus edificios, consideremos os seus melhoramentos mais importantes, e
notemos as suas necessidades e os seus defeitos:
Eis-nos junto aos trilhos da Estrada de Ferro
Sapuchay, que, depois de atravessar o Sapuchaymirim, pouco abaixo do Mandú, vem
cortar o extremo sul da cidadenas proximidades deste rio, por cujo valle vai subindo
em demanda da fronteira de S. Paulo.
Foi no dia 25 de Março de 1895 que aqui
chegou o trem inaugural, trazendo a seu bordo a directoria da Estrada, representantes
do governo de Minas, da imprensa da Capital Federal, e grande numero de
convidados pela directoria e pela comissão dos festejos com que a Camara
Municipal deliberou commemorar este notavel acontecimento.
A Estação é uma construcção singela, em forma
de chalet; tem uma plataforma regular, mas pequena para conter a grande massa
de povo, que quasi sempre ahi se agglomera por ocasião da chegada dos trens.
Tem um pequeno armazem para deposito de mercadorias, dois gabinetes,
communicando-se para o agente e telegraphista, separados do armazem por um
corredor que serve de sala de espera; e accomodações no restante do edificio
para a familia do agente.
O terreno das dependencias da estação é muito
acanhado, e não póde comportar mais do que o desvio e o virador de machinas que
alli se acham construidos.
As construcções de particulares já
encurralaram a estação, de maneira que se no futuro houver necessidade e
augmentar o terreno, não será senão á custa de desapropriações dispendiosas.
O terreno das dependencias da estação de uma
cidade como Pouso Alegre, cujo movimento tende sempre a augmentar, precisa ser
amplo para facilitar o movimento de carroças, tropas, carros de boi,
cavalleiros, e carros de luxo; e bem assim a manobra dos trens.
Perto da estação já vão apparecendo alguns
chalets de bom gosto, destoando do estylo antiquado da maior parte das
construcções da cidade.
Tambem para afeiar o logar, vê-se a um lado
um terreno de fórma retangular cercado por uma grade de tijolos, tendo em um de
seus angulos um enorme arco, que na sua construcção não obedeceu senão ás leis
do equilibrio; e consta que este terreno estava destinado para a edificação de
um grande hotel, casa para negocio ou cousa que o valha; mas que afinal, ao seu
dono tendo que retirar-se, alli deixou aquella especie de ruinas, dando ao
logar um aspecto tristonho e de abandono. Estas obras inacabadas, perto de um
estrada de ferro, causam má impressão e produzem verdadeiros contrastes:- aqui
a locomotiva symbolisando o progresso, alli as ruinas symbolisando o atraso.
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| Estaçao da RMV |
Fonte: OLIVEIRA,
A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa
Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.
*Escrito como no original.
Atividades marcam a 10ª Semana dos Museus
A arte transformando a educação
(Jussara Moura Vieira Mantovani)
Educação è: desenvolver e orientar as aptidões do indivíduo. Esta
definição é um processo que se divide em três áreas da aprendizagem: cognitiva,
afetiva e psicomotora.
A transformação de uma sociedade começa pela educação de seu povo.
Sabemos que boa parte de nossa infância e adolescência passamos na escola.
É pensando nisso que o “Projeto Crieartes” da Escola Municipal
Professora Clarice Toledo, desenvolve a arte, como nanifestação de
conhecimento, interpretação e intervenção da realidade. É uma linguagem, e
experiência fundamental de liberdade de expressão da memória e desenvolvimento
da cultura.
A produção artística tem a peculiaridade de transcender o tempo
histórico por meio de transgressões e rupturas de projeções e criações
imaginárias. A integração desses conhecimentos favorece a construção do
percurso de expressão e criação individual de cada aluno e nas formas de
relacionar-se no cotidiano de modo autônomo.
Sob a orientação da professora Jussara Moura Vieira Mantovani, os alunos
participam do desafio dos museus brasileiros que comemoram a 10ª Semana
Nacional de Museus com o tema “Museus em um mundo de transformação- novos
desafios, novas inspirações”.
A idéia é apresentar o Museu de Pouso Alegre “Tuany Toledo”, o seu papel
e contribuição para a sociedade, que é parte integrante e participativa na
formação da nossa história. E é através da pintura em tela, da arte retrô até a
arte moderna, trazendo uma identidade real de nossa cultura, mostrando nosso
povo, numa arte verdadeira, produzindo pinturas históricas sobre o tema da vida
moderna diante das transformações, dos desafios e inspirações.
Oficina de Pintura
O Projeto Crieartes, com apoio da direção e equipe pedagógica,
desenvolve um trabalho educativo em artes, proporcionando aos alunos, por meio
de atividades culturais artísticas, a conscientização sobre os problemas
ambientais, saúde, esporte, recreação, cuidados com patrimônios e a assimilação
consciente da cidadania.
E é nessas condições que o Projeto Crieartes, em horários extra-turno,
proporciona aos alunos a oportunidade de participar das oficinas desenvolvidas
durante o projeto, considerando que os pais de famílias de baixa renda
permanecem fora de seus lares por longo período de tempo, deixando seus filhos
em casa a mercê da própria sorte e muitas vezes em situações de risco.
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| Integrantes do projeto se preparam para iniciar as atividades |
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| Integrante dos projetos escolhem peças do cotidiano pertencentes ao Museu para inspirar suas pinturas |
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| Aos poucos as telas vao ganhando cores |
terça-feira, 15 de maio de 2012
Imagens da cidade
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| 4 peças de Artilharia em frente a Catedral- 1937 |
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| Praça Senador José Bento e Avenida Dr. Lisboa- 1935 |
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| Estaçao da RMV- 1940 |
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| Praça Senador José Bento e Clube Literario- 1935 |
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| Missa em frente a Catedral/Jardim/Cascata- Década de 40 |
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| Procissao- Praça Senador José Bento- Construçao da nova Catedral Década de 50 |
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| Vista parcial de Pouso Alegre- 1960 |
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