Tradutor

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Imagens da cidade

Praça Senador José Bento- 1938
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- Década de 50
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento e Avenida- Década de 40
Acervo do MHMTT
Vista Parcial de Pouso Alegre- 1930
Acervo do MHMTT
Parque Municipal- Década de 20
Acervo do MHMTT

terça-feira, 22 de maio de 2012

Fonte Luminosa


Projetada e executada por Antônio Corrêa Beraldo, a fonte teve sua construção iniciada em 1932, permitida por um acordo feito com o Prefeito da época, Dr. José de Paiva Coutinho Sapucahy. No lugar havia um chafariz que servia o povo da cidade e o Prefeito permitiu que o Dr. Tonico Beraldo colocasse em prática o seu projeto com a seguinte condição: “se desse certo ele doaria a fonte para a cidade, se não desse, ele reconstruiria o chafariz”.
Certo de seu sucesso e auxiliado por excelente equipe, Tonico Beraldo pôs em prática seu projeto em que os movimentos de água e a sucessão de luzes coloridas eram produzidas por um só motor, ao contrário das fontes existentes na época, como a de Poços de Caldas, onde havia um motor para cada movimento. Inaugurada no dia 07/09/1935, ela funcionou até a década de 70, quando devido ao desgaste de suas antigas peças, ficou sem condições de funcionamento. Não havia mais peças para reposição. Até que em 1998, graças à tecnologia moderna, suas peças puderam ser reparadas e substituídas, voltando, a fonte a encantar os olhos da população pouso-alegrense que tem, por ela, um enorme carinho.
Fonte Luminosa- Década de 50
Acervo do MHMTT

Fonte Luminosa- 2012
Disponivel no site: http://ginacaninana.blogspot.com.br/2012/02/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html
Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998

Estação Ferroviária

No ano de 1887, o Governo Mineiro contratou com C. Euler. Jr. E R. Castro Maia a construção de uma estrada de ferro com ponto de partida na estação de Soledade de Minas e na Estrada de Ferro Minas a Rio e terminal em Sapucaí, como era denominada, adquiriu novas concessões que lhe permitiram ligar Soledade de Minas à Estrada de Ferro Central do Brasil.
Para servir ao movimento de passageiros foi construída a Estação de Pouso alegre, obedecendo ao estilo, em voga de construções ferroviárias.
Constava de uma plataforma de embarque, uma sala onde ficava o telégrafo que recebia comunicações enviadas por outras estações, a bilheteria onde as passagens eram vendidas e um amplo armazém que abrigava a carga e descarga a ser despachada ou recebida por meio do trem. Havia, também, uma sala de espera para os passageiros, com mobiliário compatível e banheiros masculino e feminino.
Sem ter um estilo definido, o prédio da estação nada mais era que uma construção útil onde o primeiro objetivo era atender e dar conforto aos passageiros.
Depois de desativada a ferrovia, o prédio funcionou como armazém e em 1988 foi reformado e adaptado para servir como “Casa da Cultura” tendo nele funcionada uma galeria de artes plásticas, a Secretaria Municipal de Cultura, Biblioteca Municipal e agora abriga o Centro de convivência de idosos.

Estaçao Ferroviaria- 1930
Centro de Convivencia de Idosos- 2011
Disponivel no site: http://viagemnostrilhos.blogspot.com.br/2010_10_01_archive.html


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998

Palácio Episcopal

Inaugurado em 10/08/1922, o Palácio Episcopal, cujo custo foi de 85 contos de réis (Rs 85.000$000) é da autoria do mestre construtor e rábula, vindo de Ribeirão Preto- SP, Mário Gissoni.
Seu estilo é simples, despojado, primado pela simetria dos detalhes simples como se deseja a vida daqueles que se dedicam ao Senhor e, abrigou, desde 1922, bispos e arcebispos que atuaram na diocese e mais tarde, Arquidiocese de Pouso Alegre.
Construído no meio de um amplo jardim, abrigado dos olhares curiosos pelas árvores, o Palácio Episcopal, como se denomina até hoje a residência dos bispos, permanece intocado, tendo suas linhas originais sido conservadas, apenas mudando a pintura externa.
Seu primeiro habitante foi Dom Octávio Chagas de Miranda que autorizou a sua construção, em substituição à antiga residência, situada em frente, no lado oposto da rua, inaugurada em 1904, onde hoje se encontra o Colégio São José. Certamente, no tempo de Dom Octávio, o Palácio era, realmente, um palácio com móveis e objetos decorativos, de acordo com a importância de seu ocupante. Mas o tempo, e os diferentes modos de vida o foram despojando de seus atavios não lhe restando no interior, nada que lembre o esplendor. Resta-lhe a aura adquirida pela majestosa presença divisada entre as árvores.
Palacio Episcolpal- 1930
Acervo do MHMTT


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998

Bairro contra Bairro


Sextilhas feitas a pedido de meu sobrinho José Francisco Coelho para a competição: “Taipas-Aterrado- que a PRJ7 promoveu no dia 27 de setembro p.p, e que não puderam ser declamadas, naquêle programa, por absoluta falta de espaço, pela menina Rogéria Aparecida Ferreira. – Nota do autor: Gonçalo B. Coelho.

I
Nosso bairro é decidido
e nunca será vencido
em qualquer competição!
Quem passa nesta cidade
deixa pra trás a saudade
e nos olha com atenção!
II
Aqui a gente começa
ver coisas linda à bessa
como a Igreja do Carmelo!
E as casas do BNH
construiu no alto de lá
fazem o bairro mais belo.
III
A Volkswagen é um colosso
que, logo, traça um esboço
que parece até quimeras!...
Caminho da Brasilinha,
que demonstra grande linha
do Paulista de outras eras!...
IV
O movimento não cessa
por isso quem atravessa
a rua corre perigo!...
Cuidado meu transeunte!
Olhe p’ros lados!... Assunte!...
Quem avisa é seu amigo!...
V
A vila São Vicente
é uma alegria pra gente
que tem fé no coração!...
É o testemunho mais lindo
pra quem vai e vem vindo...
que o bairro tem religião!
VI
Até mesmo o cemitério
nunca foi um caso sério
de tristeza e nostalgia!...
Quem falece na cidade
vem pro “Campo da Saudade”
e nos traz mais alegria!...
VII
O “Cascalho”- que é colina
tem ligado a sua sina
ao nosso Bairro também!...
Suas casas vão subindo
dando um aspecto mais lindo...
ao viajor que vai e vem!...
VIII 
Não falo mal do “Aterrado”
que vive sempre alagado
por causa da enchente!
Das “Taipas” a gente avista
o trabalho pra conquista
da vida de sua gente!...
IX
Vem a chuva- sai o povo
Baixa a água- vem de novo
Mostrando que o brasileiro
é povo forte e altaneiro
que gosta até de lutar!...
X
Viva o nosso Pouso Alegre!
Que todos aqui, se integre
para o bem desta Nação!...
Mas... o grito pra toda gente
Que as “Taipas” vive contente
E ganha a “Competição”.

Texto extraído do Jornal “ O Linguarudo” de 19/10/1970, p. 11.

Muitas Histórias


Parte Histórica- Pouso Alegre (p.83-85)

Da Estação, subindo pela rua principal, passa-se á cadeia no largo do mesmo nome. O edificio consta do pavimento terreo onde estão as prisões, e do pavimento superior onde funccionam o jury e a policia.
Grossas paredes construidas de taipas e forradas de pranchões no interior das prisões, cercam o pavimento inferior, emquanto que as paredes do pavimento superior são construidas de adobos.
Ao fundo, o edificio ramifica-se em duas alas, ligadas por um muro, que fecham uma area que dá aceso a quatro prisões.
Apezar de não ser uma construcção antiga, a cadeia resente-se da necessidade de varios melhoramentos, que tem sido introduzidos, nos tempos modernos, em edificios congeneres.
Entre as maiores necessidades salienta-se a falta de agua e esgotos. Embora a limpeza da cadeia seja feita todos os dias, removendo para longe as materias fecaes, etc.; não quer isto dizer que as mesmas não estejam constantemente em deposito, prejudicando não só a saude dos presos, como ainda infeccionando a cidade.
De ha muito que o governo do Estado pretende remediar estes males, e para este fim já mandou fazer o respectivo orçamento; espera, porém, que a municipalidade lhe possa ceder parte da agua; quando esta tiver de proceder ao abastecimento da cidade.
Cadeia Publica- Década de 20
Acervo do MHMTT
Sahindo do largo da Cadeia e subindo ainda pela rua principal, chega se em frente ao Theatro Municipal. No logar em que se acha o theatro, a rua tem a largura das grandes avenidas e o edificio, apesar da sua modesta apparencia, não deixa de sobresahir entre as construcções que lhe ficam proximas.
O frontespicio não tem senão lavôres de architectura, mas tem bonita apparencia.
Tem, além da platéa, duas ordens de camarotes e uma galeria. Na frente tem uma sala e um saguão ladeado de bofêtes. A ornamentação é muito singela e a pintura muito simples.
Com algumas modificações tanto no interior como no exterior, póde tornar-se um dos melhores theatros no Sul de Minas.
Não possue sahidas lateraes, o que constitue um grande incoveniente no caso de incendio ou de tumulto.
A construcção do theatro data de 1873, épocha em que se fundou a sociedade- União e Progresso- com o fim de construir um theatro aonde a Associação Dramatica Pouso Alegre, mantida por diversos moços de talento, podesse melhor desenvolver a reconhecida aptidão dos actores.
Em 1875, achava-se concluido o theatro, tal como pôde ser acabado pela patriotica associação, que mais tarde fez delle doação à municipalidade , aonde esta tem gasto não pequena somma nas modificações e reparos que nelle tem feito.   

Theatro Municipal- 1918
Acervo do MHMTT


Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.

Marco do dia

21/05/1911: Chegam a Pouso Alegre os Missionários do Sagrado Coração de Jesus, assumindo a direção do Ginásio Diocesano.
Colégio Diocesano- Acervo do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo

21/05/1984: Criação da “Galeria para exposição de documentos, fotos e antiguídades de Pouso Alegre” (Resolução n° 219). 
Decreto de Criação da Galeria Tuany Toledo- 1984
Disponível no Acervo do MHMTT