Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Programa Espaço da Memória- Museu Histórico Municipal Tuany Toledo
Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.
Muitas Histórias
Parte Histórica- Pouso Alegre
Freguezia da Cidade (p. 88-90)
Além da matriz, possue a cidade uma pequena
capella dedicada á santa Cruz, onde todos os annos se faz uma festa em acção de
graças e que é muito concorrida. A capellinha está colocada no solaes do morro
do cemitério, donde a vista se dilata por um horisonte vastíssimo.
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| Igreja de Santa Cruz (ao lado do Cemitério velho)- 1880 Acervo do MHMTT |
No Largo do Rosario, uma das praças mais bellas da cidade, existio outr’ora a capella que lhe deu. Foi demolida há poucos annos para ser construída outra em melhores condições e em logar mais apropriado; mas até agora existem apenas os alicerces da nova capella e minguados recursos para levar a effeito o restante da construcção.
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| Parque (Largo do Rosario)- 1907 Acervo do MHMTT |
Neste largo, também se vê a um lado a antiga Casa da Misericordia, que durante alguns annos prestou reaes serviços á pobresa desvalida.
Foi doação do finado coronel José Antonio de
Freitas Lisboa, cujos piedosos sentimentos acharam echo nos corações generosos
dos pouso-alegrenses , que durante algum tempo algum tempo auxiliaram á medida
de suas forças o pio estabelecimento, que teve regularmente montado e obteve
licença, por decreto do governo imperial, para possuir bens de raiz até o valor
de sessenta contos.
Deste padrão de gloria, hoje mais do que a memória,
pois a casa foi vendida e acha-se completamente transformada.
Ainda há nem pouco tempo o velho edificio, já
muito arruinado, parecia implorar da caridade publica o seu perdido prestigio
para de novo socorrer a pobresa enferma; pelas friuchas das paredes arruinadas
o sibilar do vento fazia lembrar os gemidos d’aquelles que além de enfermos
ainda lutam com a miséria.
O sentimento da caridade, porém, não se
apagou nos corações bemfazejos dos pouso-alegrenses: fechou-se um
estabelecimento da caridade, mas os corações generosos não se fecharam aos que
precisam mendigar os meios de sua subsistência.
O cemitério acha-se collocado no alto de uma
collina, em logar aprasivel, dominando toda a cidade.
No centro, o grande cruzeiro campeia solitário,
rodeados pelos moumentos onde repousam as cinzas de muitos que concorreram para
o engrandecimento de Pouso Alegre.
E’ fechado por muros de adôbos com pilastras
assentadas sobre alicerces de pedra.
Quase que a expensas dos cofres provinciaes
foi construído o cemitério, sendo encarregado das obras o fallecido José
Ignacio de Barros Cobra; a sua conclusão, porém, deve se aos esforços do cônego
Vicente, que para este fim promoveu uma subscripção popular. O pequeno
cemitério que até então existia achava se completamente arruinado.
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| Cemitério Velho- Desativado em 1917 Acervo do MHMTT |
No pequeno largo, próximo a matriz, encontra-se o Mercado.
E’ um edificio amplo, sem luxo, elegante e de
solida construcção. A estrutura repousa sobre amplas arcadas de tijolos e o
pavimento eleva-se cerca de um metro acima do nível do chão.
Nas fachadas lateraes, dous passadiços
ladrilhados de tijollos e separados do pavimento por uma grade de madeira,
servem para a descarga e para a venda de gêneros que não sejam permittidos no
interior do edificio.
O mercado funcciona sómente aos domingos,
afim de deixar livre aos que abastecem, isto é, á pequena lavoura , o resto da
semana.
E’ um mercado muito farto em gêneros de
primeira necessidade, e presta reaes serviços á população, que ali se se
abastece do necessário para o consumo da semana.
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| Mercado Municipal- 1900 Acervo do MHMTT |
Além dos edifícios mencionados tem a cidade mais de 499 casas, na maior parte bem construídas, e algumas caprichosamente acabadas, distribuídas em 5 peças e 18 ruas.
A população está calculada, approximadamente
em 2,600 almas.
A cidade é illuminada a petróleo, queimado em
lampeões belgas abrigados em caixas de vidro sobre postes de madeira.
As ruas não são calçadas, salvos pequenos
trechos em algumas dellas, com pedra tosca; algumas, porém, são macadamisadas
com cascalho grosso, e possuem sargetas de pedra para o escoamento das águas pluviaes.
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| Avenida atras da Catedral- 1880 Acervo do MHMTT |
Fonte: OLIVEIRA,
A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa
Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.
Presidente do Tribunal de Justiça Federal e dos Territorios visita o MHMTT
Estiveram visitando o
MHMTT, na manha de sexta-feira (25/05) o desembargador João de Assis Mariosa,
Presidente do Tribunal de Justiça Federal e dos Territorios e seu irmão Juiz de
Direito emérito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ex-professor do
Colégio Estadual, Lázaro Céres Mariosa.
Em conversas
informais com Sr. Alexandre de Araujo, relembraram fatos pitorescos da historia
de Pouso Alegre, onde o desembargador
comentou que foi um dos idealizadores da FAFIEP, instituição esta presente em
nossa cidade desde a década de 70.
| Visita ao MHMTT: Prof. Lazaro Ceres Mariosa, Desembargador Joao de Assis Mariosa e Sr. Alexandre de Araujo |
| Joao de Assis Mariosa sauda sr. Alexandre de Araujo |
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Programa Espaço da Memória-Carro de Boi
Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.
Muitas historias
Parte Histórica- Pouso Alegre
Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.
Freguezia da Cidade (85- 88)
Sahindo desta rua, que termina no largo da
Matriz, (praça Senador José Bento) depara-se a um lado com a casa da Câmara (fazendo corpo com os prédios particulares), cuja
apparencia nada tem de notavel e facilmente poderá passar desapercebida como edifício
publico, entre os prédios contíguos: comtudo, é um edifício asseiado e tem além
de outros commodos, uma boa sala de sessões, figurando no logar de honra um
retrato a olleo do benemérito Presidente Estado, Dr. Francisco Silviano de
Almeida Brandão, mandado fazer expensas da câmara e inaugurado solemnemente no
dia 8 de setembro do anno passado, para commemorar o aniversario natalício do
illustre estadista.
Neste largo, por entre duas alas de
cazuarinas e cinamouros, destaca-se ao fundo a matriz.
E’ um templo vasto e de solida construcçao.
Duas elegantes torres terminando em terraços
circundados de ameias, dão ao edificio um aspecto agradavel e de imponencia.
O adro ainda não está acabado, faltando para
a sua conclusão o ladrilho e o gradil.
Exteriormente não é um templo onde se possa
admirar lavores artísticos, nem mesmo onde se encontre unidade architectonica;
nem tal se devia esperar de um templo que na sua construcção não obedecem a um
plano único: feito aos poucos, interrompendo a cada momento as suas obras, por
falta de recursos, foi se reparando o que estava feito e fazendo o que era possível
com os exíguos recursos que se podia lançar mão.
O seu interior, porém, é sumptoso:- vastas
escadas de madeira, artisticamente trabalhadas, sustentam a nave do templo; o
tecto, que vem apoiar se sobre os arcos das tribunas, é vistoso e bem acabado.
A capella-mór, posto que não seja
rigorosamente artística, é bem ornamentada e o tecto prima pela sua elegância.
A Capella do Santissimo é de extrema simplicidade,
mas é bem enfeitada.
A sachristia é bastante espaçosa e muito
asseiada.
A’ entrada do templo está a capella do baptismo
onde se vê uma rica pia de mármore com pedestal.
Ao lado esquerdo do templo, correspondendo ao
meio da nave, vê-se um rico altar de mármore artisticamente burilado e de fino
gosto, onde se venera o glorioso martyr S. Sebastião. Foi doado ano anno
passado, pela família Meyer, em cumprimento de uma das ultimas vontades do seu
fallecido chefe, o prestimoso e honrado cidadão Julião Florencio Meyer.
E’ padroeiro da freguezia o Senhor Bom Jesus.
Deve-se aos esforços do fallecido vigário, cônego
Vicente de Mello Cezar, o grande impulso que tomaram as obras da matriz durante
a sua administração; pois além de sacerdote exemplar, votava um interesse
illimitado pelo engrandecimento do templo, cujas obras não chegou a concluir
porque a morte veio roubal-o, quando com mais ardor se empenhava no religioso
afan.
Jámais se apagará da memória dos
pouso-alegrenses o nome d’aquelle, que durante alguns annos foi seu guia
espiritual; e derramando o balsamo consolador da religião foi um sacerdote que
honrou o clero brasileiro, durante o curto espaço que peregrinou entre os vivos.
Não menos louvável é o digno vigário actual, cônego
José Paulino de Andrade pelo zelo e dedicação que tem mostrado no prosseguimento
das obras da matriz; pois não só fez grandes reformas na capella-mór, como
ainda mandou fazer a pintura geral que muito honra o artista que a executou,
pela sabia combinação de cores e pela perfeição do trabalho.
Alli introduzio também, o illustre sacerdote,
a illuminação a gaz acetyleno, que é, sem duvida , superior a antiga illuminação
a petróleo.
A matriz está destinada a ser cathedral do
futuro bispado do sul de Minas, ultimamente decretado pela Santa Sé; é de
presumir-se, pois, que dia a dia a matriz seja dotada com novos melhoramentos,
mormente quando por ella se interessar todos os fieis que desejam a realização do
bispado.
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| Catedral 1880 Acervo do MHMTT |
Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
Imagens da cidade
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| Depredaçao da Padaria Alema, em virtude do torpedamento de navios brasileiros por submarinos durante a II Guerra- 1942 Acervo do MHMTT |
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| Praça Senador José Bento- 07/09/1949 Acervo do MHMTT |
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| Praça Senador José Bento- 1940 Acervo do MHMTT |
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| Nova Catedral- 1957 Acervo do MHMTT |
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| Missa em frente a construçao da nova Catedral- Década de 50 Acervo do MHMTT |
Imagens da cidade
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