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domingo, 27 de maio de 2012

Marco do dia

23/05/1972: A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras “Eugênio Pacelli” é autorizada a funcionar pelo Decreto Federal n°70.594 de 12/05/1972.

FAFIEP (UNIVAS Capus Fatima)
Disponivel no site: http://www.univas.edu.br/univas/processoseletivo/galeriaimagens.asp?opc=15

24/05/1901: Inauguração da Capela São José, anexa ao Seminário Diocesano (14° GAC)


24/05/1904: É lançada a pedra fundamental do novo Edifício do Colégio Diocesano.

Ginasio Sao José- 1900
Disponivel no site: http://www.guiadepousoalegre.com.br/fotosantigas1/02g.jpg

25/05/1895: Chega à Estação da Rede Mineira de Viação (RMV) o trem especial para a inauguração da ferrovia, trazendo a comitiva da estrada de ferro e representantes do Governo de Minas Gerais, empresários e pessoas gradas.
Estaçao da RMV- 1925
Disponivel no site: http://www.guiadepousoalegre.com.br/fotosantigas2/1925-6g.jpg

Homenagem: 90 anos- Sr. Alexandre de Araujo


Produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Programa Espaço da Memória- Museu Histórico Municipal Tuany Toledo


Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

Muitas Histórias

Parte Histórica- Pouso Alegre

Freguezia da Cidade (p. 88-90)

Além da matriz, possue a cidade uma pequena capella dedicada á santa Cruz, onde todos os annos se faz uma festa em acção de graças e que é muito concorrida. A capellinha está colocada no solaes do morro do cemitério, donde a vista se dilata por um horisonte vastíssimo.
Igreja de Santa Cruz (ao lado do Cemitério velho)- 1880
Acervo do MHMTT


No Largo do Rosario, uma das praças mais bellas da cidade, existio outr’ora a capella que lhe deu. Foi demolida há poucos annos para ser construída outra em melhores condições e em logar mais apropriado; mas até agora existem apenas os alicerces da nova capella e minguados recursos para levar a effeito o restante da construcção.

Parque (Largo do Rosario)- 1907
Acervo do MHMTT

Neste largo, também se vê a um lado a antiga Casa da Misericordia, que durante alguns annos prestou reaes serviços á pobresa desvalida.
Foi doação do finado coronel José Antonio de Freitas Lisboa, cujos piedosos sentimentos acharam echo nos corações generosos dos pouso-alegrenses , que durante algum tempo algum tempo auxiliaram á medida de suas forças o pio estabelecimento, que teve regularmente montado e obteve licença, por decreto do governo imperial, para possuir bens de raiz até o valor de sessenta contos.
Deste padrão de gloria, hoje mais do que a memória, pois a casa foi vendida e acha-se completamente transformada.
Ainda há nem pouco tempo o velho edificio, já muito arruinado, parecia implorar da caridade publica o seu perdido prestigio para de novo socorrer a pobresa enferma; pelas friuchas das paredes arruinadas o sibilar do vento fazia lembrar os gemidos d’aquelles que além de enfermos ainda lutam com a miséria.
O sentimento da caridade, porém, não se apagou nos corações bemfazejos dos pouso-alegrenses: fechou-se um estabelecimento da caridade, mas os corações generosos não se fecharam aos que precisam mendigar os meios de sua subsistência.
O cemitério acha-se collocado no alto de uma collina, em logar aprasivel, dominando toda a cidade.
No centro, o grande cruzeiro campeia solitário, rodeados pelos moumentos onde repousam as cinzas de muitos que concorreram para o engrandecimento de Pouso Alegre.
E’ fechado por muros de adôbos com pilastras assentadas sobre alicerces de pedra.
Quase que a expensas dos cofres provinciaes foi construído o cemitério, sendo encarregado das obras o fallecido José Ignacio de Barros Cobra; a sua conclusão, porém, deve se aos esforços do cônego Vicente, que para este fim promoveu uma subscripção popular. O pequeno cemitério que até então existia achava se completamente arruinado.
Cemitério Velho- Desativado em 1917
Acervo do MHMTT

No pequeno largo, próximo a matriz, encontra-se o Mercado.
E’ um edificio amplo, sem luxo, elegante e de solida construcção. A estrutura repousa sobre amplas arcadas de tijolos e o pavimento eleva-se cerca de um metro acima do nível do chão.
Nas fachadas lateraes, dous passadiços ladrilhados de tijollos e separados do pavimento por uma grade de madeira, servem para a descarga e para a venda de gêneros que não sejam permittidos no interior do edificio.
O mercado funcciona sómente aos domingos, afim de deixar livre aos que abastecem, isto é, á pequena lavoura , o resto da semana.
E’ um mercado muito farto em gêneros de primeira necessidade, e presta reaes serviços á população, que ali se se abastece do necessário para o consumo da semana.
Mercado Municipal- 1900
Acervo do MHMTT

Além dos edifícios mencionados tem a cidade mais de 499 casas, na maior parte bem construídas, e algumas caprichosamente acabadas, distribuídas em 5 peças e 18 ruas.
A população está calculada, approximadamente em 2,600 almas.
A cidade é illuminada a petróleo, queimado em lampeões belgas abrigados em caixas de vidro sobre postes de madeira.
As ruas não são calçadas, salvos pequenos trechos em algumas dellas, com pedra tosca; algumas, porém, são macadamisadas com cascalho grosso, e possuem sargetas de pedra para o escoamento das águas pluviaes.
Avenida atras da Catedral- 1880
Acervo do MHMTT

Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.

Presidente do Tribunal de Justiça Federal e dos Territorios visita o MHMTT


Estiveram visitando o MHMTT, na manha de sexta-feira (25/05) o desembargador João de Assis Mariosa, Presidente do Tribunal de Justiça Federal e dos Territorios e seu irmão Juiz de Direito emérito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ex-professor do Colégio Estadual, Lázaro Céres Mariosa.
Em conversas informais com Sr. Alexandre de Araujo, relembraram fatos pitorescos da historia de Pouso Alegre, onde o  desembargador comentou que foi um dos idealizadores da FAFIEP, instituição esta presente em nossa cidade desde a década de 70. 
Visita ao MHMTT: Prof. Lazaro Ceres Mariosa, Desembargador
Joao de Assis Mariosa e Sr. Alexandre de Araujo
Joao de Assis Mariosa sauda sr. Alexandre de Araujo

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Programa Espaço da Memória-Carro de Boi


Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

Muitas historias

Parte Histórica- Pouso Alegre

Freguezia da Cidade (85- 88)


Sahindo desta rua, que termina no largo da Matriz, (praça Senador José Bento) depara-se a um lado com a casa da Câmara (fazendo corpo com os prédios particulares), cuja apparencia nada tem de notavel e facilmente poderá passar desapercebida como edifício publico, entre os prédios contíguos: comtudo, é um edifício asseiado e tem além de outros commodos, uma boa sala de sessões, figurando no logar de honra um retrato a olleo do benemérito Presidente Estado, Dr. Francisco Silviano de Almeida Brandão, mandado fazer expensas da câmara e inaugurado solemnemente no dia 8 de setembro do anno passado, para commemorar o aniversario natalício do illustre estadista.
Neste largo, por entre duas alas de cazuarinas e cinamouros, destaca-se ao fundo a matriz.
E’ um templo vasto e de solida construcçao.
Duas elegantes torres terminando em terraços circundados de ameias, dão ao edificio um aspecto agradavel e de imponencia.
O adro ainda não está acabado, faltando para a sua conclusão o ladrilho e o gradil.
Exteriormente não é um templo onde se possa admirar lavores artísticos, nem mesmo onde se encontre unidade architectonica; nem tal se devia esperar de um templo que na sua construcção não obedecem a um plano único: feito aos poucos, interrompendo a cada momento as suas obras, por falta de recursos, foi se reparando o que estava feito e fazendo o que era possível com os exíguos recursos que se podia lançar mão.
O seu interior, porém, é sumptoso:- vastas escadas de madeira, artisticamente trabalhadas, sustentam a nave do templo; o tecto, que vem apoiar se sobre os arcos das tribunas, é vistoso e bem acabado.
A capella-mór, posto que não seja rigorosamente artística, é bem ornamentada e o tecto prima pela sua elegância.
A Capella do Santissimo é de extrema simplicidade, mas é bem enfeitada.
A sachristia é bastante espaçosa e muito asseiada.
A’ entrada do templo está a capella do baptismo onde se vê uma rica pia de mármore com pedestal.
Ao lado esquerdo do templo, correspondendo ao meio da nave, vê-se um rico altar de mármore artisticamente burilado e de fino gosto, onde se venera o glorioso martyr S. Sebastião. Foi doado ano anno passado, pela família Meyer, em cumprimento de uma das ultimas vontades do seu fallecido chefe, o prestimoso e honrado cidadão Julião Florencio Meyer.
E’ padroeiro da freguezia o Senhor Bom Jesus.
Deve-se aos esforços do fallecido vigário, cônego Vicente de Mello Cezar, o grande impulso que tomaram as obras da matriz durante a sua administração; pois além de sacerdote exemplar, votava um interesse illimitado pelo engrandecimento do templo, cujas obras não chegou a concluir porque a morte veio roubal-o, quando com mais ardor se empenhava no religioso afan.
Jámais se apagará da memória dos pouso-alegrenses o nome d’aquelle, que durante alguns annos foi seu guia espiritual; e derramando o balsamo consolador da religião foi um sacerdote que honrou o clero brasileiro, durante o curto espaço que peregrinou entre os vivos.
Não menos louvável é o digno vigário actual, cônego José Paulino de Andrade pelo zelo e dedicação que tem mostrado no prosseguimento das obras da matriz; pois não só fez grandes reformas na capella-mór, como ainda mandou fazer a pintura geral que muito honra o artista que a executou, pela sabia combinação de cores e pela perfeição do trabalho.
Alli introduzio também, o illustre sacerdote, a illuminação a gaz acetyleno, que é, sem duvida , superior a antiga illuminação a petróleo.
A matriz está destinada a ser cathedral do futuro bispado do sul de Minas, ultimamente decretado pela Santa Sé; é de presumir-se, pois, que dia a dia a matriz seja dotada com novos melhoramentos, mormente quando por ella se interessar todos os fieis que desejam a realização do bispado.    

 
Catedral 1880
Acervo do MHMTT

Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.


Imagens da cidade


Depredaçao da Padaria Alema, em virtude do torpedamento
de navios brasileiros por submarinos durante a II Guerra- 1942
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- 07/09/1949
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- 1940
Acervo do MHMTT
Nova Catedral- 1957
Acervo do MHMTT
Missa em frente a construçao da nova Catedral- Década de 50
Acervo do MHMTT

Imagens da cidade

Fonte Municipal- 1935
Acervo do MHMTT
Fonte Luminosa- 1935
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- Década de 50
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- Década de 50
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- 1937
Acervo do MHMTT

Imagens da cidade

Praça Senador José Bento- 1938
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- Década de 50
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento e Avenida- Década de 40
Acervo do MHMTT
Vista Parcial de Pouso Alegre- 1930
Acervo do MHMTT
Parque Municipal- Década de 20
Acervo do MHMTT

terça-feira, 22 de maio de 2012

Fonte Luminosa


Projetada e executada por Antônio Corrêa Beraldo, a fonte teve sua construção iniciada em 1932, permitida por um acordo feito com o Prefeito da época, Dr. José de Paiva Coutinho Sapucahy. No lugar havia um chafariz que servia o povo da cidade e o Prefeito permitiu que o Dr. Tonico Beraldo colocasse em prática o seu projeto com a seguinte condição: “se desse certo ele doaria a fonte para a cidade, se não desse, ele reconstruiria o chafariz”.
Certo de seu sucesso e auxiliado por excelente equipe, Tonico Beraldo pôs em prática seu projeto em que os movimentos de água e a sucessão de luzes coloridas eram produzidas por um só motor, ao contrário das fontes existentes na época, como a de Poços de Caldas, onde havia um motor para cada movimento. Inaugurada no dia 07/09/1935, ela funcionou até a década de 70, quando devido ao desgaste de suas antigas peças, ficou sem condições de funcionamento. Não havia mais peças para reposição. Até que em 1998, graças à tecnologia moderna, suas peças puderam ser reparadas e substituídas, voltando, a fonte a encantar os olhos da população pouso-alegrense que tem, por ela, um enorme carinho.
Fonte Luminosa- Década de 50
Acervo do MHMTT

Fonte Luminosa- 2012
Disponivel no site: http://ginacaninana.blogspot.com.br/2012/02/patrimonio-historico-de-pouso-alegre.html
Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998

Estação Ferroviária

No ano de 1887, o Governo Mineiro contratou com C. Euler. Jr. E R. Castro Maia a construção de uma estrada de ferro com ponto de partida na estação de Soledade de Minas e na Estrada de Ferro Minas a Rio e terminal em Sapucaí, como era denominada, adquiriu novas concessões que lhe permitiram ligar Soledade de Minas à Estrada de Ferro Central do Brasil.
Para servir ao movimento de passageiros foi construída a Estação de Pouso alegre, obedecendo ao estilo, em voga de construções ferroviárias.
Constava de uma plataforma de embarque, uma sala onde ficava o telégrafo que recebia comunicações enviadas por outras estações, a bilheteria onde as passagens eram vendidas e um amplo armazém que abrigava a carga e descarga a ser despachada ou recebida por meio do trem. Havia, também, uma sala de espera para os passageiros, com mobiliário compatível e banheiros masculino e feminino.
Sem ter um estilo definido, o prédio da estação nada mais era que uma construção útil onde o primeiro objetivo era atender e dar conforto aos passageiros.
Depois de desativada a ferrovia, o prédio funcionou como armazém e em 1988 foi reformado e adaptado para servir como “Casa da Cultura” tendo nele funcionada uma galeria de artes plásticas, a Secretaria Municipal de Cultura, Biblioteca Municipal e agora abriga o Centro de convivência de idosos.

Estaçao Ferroviaria- 1930
Centro de Convivencia de Idosos- 2011
Disponivel no site: http://viagemnostrilhos.blogspot.com.br/2010_10_01_archive.html


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998

Palácio Episcopal

Inaugurado em 10/08/1922, o Palácio Episcopal, cujo custo foi de 85 contos de réis (Rs 85.000$000) é da autoria do mestre construtor e rábula, vindo de Ribeirão Preto- SP, Mário Gissoni.
Seu estilo é simples, despojado, primado pela simetria dos detalhes simples como se deseja a vida daqueles que se dedicam ao Senhor e, abrigou, desde 1922, bispos e arcebispos que atuaram na diocese e mais tarde, Arquidiocese de Pouso Alegre.
Construído no meio de um amplo jardim, abrigado dos olhares curiosos pelas árvores, o Palácio Episcopal, como se denomina até hoje a residência dos bispos, permanece intocado, tendo suas linhas originais sido conservadas, apenas mudando a pintura externa.
Seu primeiro habitante foi Dom Octávio Chagas de Miranda que autorizou a sua construção, em substituição à antiga residência, situada em frente, no lado oposto da rua, inaugurada em 1904, onde hoje se encontra o Colégio São José. Certamente, no tempo de Dom Octávio, o Palácio era, realmente, um palácio com móveis e objetos decorativos, de acordo com a importância de seu ocupante. Mas o tempo, e os diferentes modos de vida o foram despojando de seus atavios não lhe restando no interior, nada que lembre o esplendor. Resta-lhe a aura adquirida pela majestosa presença divisada entre as árvores.
Palacio Episcolpal- 1930
Acervo do MHMTT


Fonte: Dossiê dos Bens Tombados da Cidade de Pouso Alegre, abril de 1998

Bairro contra Bairro


Sextilhas feitas a pedido de meu sobrinho José Francisco Coelho para a competição: “Taipas-Aterrado- que a PRJ7 promoveu no dia 27 de setembro p.p, e que não puderam ser declamadas, naquêle programa, por absoluta falta de espaço, pela menina Rogéria Aparecida Ferreira. – Nota do autor: Gonçalo B. Coelho.

I
Nosso bairro é decidido
e nunca será vencido
em qualquer competição!
Quem passa nesta cidade
deixa pra trás a saudade
e nos olha com atenção!
II
Aqui a gente começa
ver coisas linda à bessa
como a Igreja do Carmelo!
E as casas do BNH
construiu no alto de lá
fazem o bairro mais belo.
III
A Volkswagen é um colosso
que, logo, traça um esboço
que parece até quimeras!...
Caminho da Brasilinha,
que demonstra grande linha
do Paulista de outras eras!...
IV
O movimento não cessa
por isso quem atravessa
a rua corre perigo!...
Cuidado meu transeunte!
Olhe p’ros lados!... Assunte!...
Quem avisa é seu amigo!...
V
A vila São Vicente
é uma alegria pra gente
que tem fé no coração!...
É o testemunho mais lindo
pra quem vai e vem vindo...
que o bairro tem religião!
VI
Até mesmo o cemitério
nunca foi um caso sério
de tristeza e nostalgia!...
Quem falece na cidade
vem pro “Campo da Saudade”
e nos traz mais alegria!...
VII
O “Cascalho”- que é colina
tem ligado a sua sina
ao nosso Bairro também!...
Suas casas vão subindo
dando um aspecto mais lindo...
ao viajor que vai e vem!...
VIII 
Não falo mal do “Aterrado”
que vive sempre alagado
por causa da enchente!
Das “Taipas” a gente avista
o trabalho pra conquista
da vida de sua gente!...
IX
Vem a chuva- sai o povo
Baixa a água- vem de novo
Mostrando que o brasileiro
é povo forte e altaneiro
que gosta até de lutar!...
X
Viva o nosso Pouso Alegre!
Que todos aqui, se integre
para o bem desta Nação!...
Mas... o grito pra toda gente
Que as “Taipas” vive contente
E ganha a “Competição”.

Texto extraído do Jornal “ O Linguarudo” de 19/10/1970, p. 11.

Muitas Histórias


Parte Histórica- Pouso Alegre (p.83-85)

Da Estação, subindo pela rua principal, passa-se á cadeia no largo do mesmo nome. O edificio consta do pavimento terreo onde estão as prisões, e do pavimento superior onde funccionam o jury e a policia.
Grossas paredes construidas de taipas e forradas de pranchões no interior das prisões, cercam o pavimento inferior, emquanto que as paredes do pavimento superior são construidas de adobos.
Ao fundo, o edificio ramifica-se em duas alas, ligadas por um muro, que fecham uma area que dá aceso a quatro prisões.
Apezar de não ser uma construcção antiga, a cadeia resente-se da necessidade de varios melhoramentos, que tem sido introduzidos, nos tempos modernos, em edificios congeneres.
Entre as maiores necessidades salienta-se a falta de agua e esgotos. Embora a limpeza da cadeia seja feita todos os dias, removendo para longe as materias fecaes, etc.; não quer isto dizer que as mesmas não estejam constantemente em deposito, prejudicando não só a saude dos presos, como ainda infeccionando a cidade.
De ha muito que o governo do Estado pretende remediar estes males, e para este fim já mandou fazer o respectivo orçamento; espera, porém, que a municipalidade lhe possa ceder parte da agua; quando esta tiver de proceder ao abastecimento da cidade.
Cadeia Publica- Década de 20
Acervo do MHMTT
Sahindo do largo da Cadeia e subindo ainda pela rua principal, chega se em frente ao Theatro Municipal. No logar em que se acha o theatro, a rua tem a largura das grandes avenidas e o edificio, apesar da sua modesta apparencia, não deixa de sobresahir entre as construcções que lhe ficam proximas.
O frontespicio não tem senão lavôres de architectura, mas tem bonita apparencia.
Tem, além da platéa, duas ordens de camarotes e uma galeria. Na frente tem uma sala e um saguão ladeado de bofêtes. A ornamentação é muito singela e a pintura muito simples.
Com algumas modificações tanto no interior como no exterior, póde tornar-se um dos melhores theatros no Sul de Minas.
Não possue sahidas lateraes, o que constitue um grande incoveniente no caso de incendio ou de tumulto.
A construcção do theatro data de 1873, épocha em que se fundou a sociedade- União e Progresso- com o fim de construir um theatro aonde a Associação Dramatica Pouso Alegre, mantida por diversos moços de talento, podesse melhor desenvolver a reconhecida aptidão dos actores.
Em 1875, achava-se concluido o theatro, tal como pôde ser acabado pela patriotica associação, que mais tarde fez delle doação à municipalidade , aonde esta tem gasto não pequena somma nas modificações e reparos que nelle tem feito.   

Theatro Municipal- 1918
Acervo do MHMTT


Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.

Marco do dia

21/05/1911: Chegam a Pouso Alegre os Missionários do Sagrado Coração de Jesus, assumindo a direção do Ginásio Diocesano.
Colégio Diocesano- Acervo do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo

21/05/1984: Criação da “Galeria para exposição de documentos, fotos e antiguídades de Pouso Alegre” (Resolução n° 219). 
Decreto de Criação da Galeria Tuany Toledo- 1984
Disponível no Acervo do MHMTT

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Programa Espaço da Memória- Francisco de Almeida Fleming


Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

Programa Espaço da Memória- Mercado Municipal


Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

domingo, 20 de maio de 2012

Acadêmicos do 1° período do Curso de História da UNIVAS realizam visita ao MHMTT


Ao encerrar a 10ª Semana Nacional dos Museus, o MHMTT recebeu no último sábado,dia 19 de maio, a visita dos alunos do 1° período do Curso de História da UNIVAS, sendo esta uma iniciativa da Professora Maria Lúcia Saponara.

Em um primeiro momento, os alunos ocuparam o “Plenarinho” da Câmara Municipal de Pouso Alegre, onde foi exibida uma apresentação de slides discutindo assuntos como a importância da memória e pesquisa,
em conjunto com uma rápida visão sobre o Museu Histórico Municipal.
Em seguida, os acadêmicos realizaram uma visita monitorada nas dependências do Museu, tomando contato com objetos e documentos.
O Museu Histórico se encontra aberto a pesquisadores que desejem consultar seu acervo, de segunda a quinta feira das 12h às 18 h, e sexta feira das 8h às 14h.
Acadêmicos do 1° período do Curso de História da UNIVAS
  

MHMTT participa da 10ª Semana Nacional dos Museus

Esta semana, o Museu participou da 10ª Semana Nacional dos Museus, um evento promovido pelo IBRAM que acontece anualmente nos museus brasileiros.
O tema deste ano foi: “Museus em um mundo em transformação – novos desafios, novas inspirações”.
Como parte da programação, o Museu ofereceu uma série de visitas orientadas às escolas de Pouso Alegre. Participaram os alunos do CAIC São João, das escolas municipais Josefa Azevedo Torres, Clarisse Toledo e Vasconcelos Costa, da Escola Estadual Virgília Pascoal e do CEMEJA Jandyra Meyer Azevedo.
Durante as visitas, os estudantes participaram de uma exposição interativa, onde puderam manusear objetos antigos, como a máquina de escrever, a de calcular e a fotográfica que utilizava filme. Os alunos também assistiram ao funcionamento de uma vitrola. Eles ainda puderam registrar suas impressões sobre o Museu em um painel interativo.
Ao final da visita, os alunos receberam um kit contendo uma cartilha, contando as grandes invenções da humanidade e as mudanças que elas sofreram com o tempo.
Alunos da E. E. Virgilia Pascoal participam da desgustação de objetos

                      Alunos da E. E. Virgilia Pascoal

Alunos da Rede Municipal e Sr. Alexandre de Araujo


Ao longo da semana, houve também uma oficina de pintura com os estudantes da E. M. Clarisse Toledo que fazem parte do Projeto Crieartes, orientados pela professora Jussara Mantovani.
Professora Jussara Mantovani orientando aluna do Projeto Crieartes
Participação de diversas pessoas na pintura da tela “Arte Retrô”