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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Imagens da cidade

Nova Catedral- Missa, 1950
Acervo do MHMTT
Nova Catedral- 1950
Acervo do MHMTT
Revitalizaçao do Jardim-1958
Acervo do MHMTT
Vista parcial da cidade de Pouso Alegre- 1960
Acervo do MHMTT
Catedral- 1940
Acervo do MHMTT

Muitas Histórias


Parte Histórica- Pouso Alegre

Freguezia da Cidade (p. 92-94)

Pouso Alegre já teve uma época em que a industria fabril começou a ser ensaiada: José da Cruz Alvarenga e Mello aqui estabeleceu uma pequena fabrica de chapéos, mas, infelizmente teve de fechar-se.
Para augmento da vida própria da cidade tem faltado a iniciativa particular.     
Bem sabemos que esta falta é devido actualmente á crise medonha que atravessamos:- os capitães são retrahidos, e a industria morre à míngua de recursos; não deve porém, estar o longe o dia que Pouso Alegre terámuitas outras cidades do Sul de Minas, a sua época de properidade industrial: é uma questão de tempo.
Nas margens do Mandú e do Sapuchaymirim encontra-se excellente barro de telha, com que as olarias existentes fornecem o material necessário para as construcções da cidade.
As olarias só se occupam do fabrico de tijolos e telhas curvas; mas o barro presta-se perfeitamente para o fabrico de telhas francezas e outras obras da cerâmica.
Um curtume regularmente montado explora, com algum resultado a industria dos couros.
A colônia Francisco Salles propriedade do Estado, creada pela Lei n. 150 de 20 de julho de 1896, já se acha funccionando na antiga fazenda da Faisqueira, e há de trazer, por certo, grandes benefícios para a cidade.
Existem dentro do perímetro da cidade, assim como em algumas fazendas nas proximidades, algumas plantações de uvas que fornecem um vinho bem regular, cujo fabrico, sendo melhorado, pode dar um producto que rivalise com os vinhos nacionaes de primeira qualidade.
Tambem, de longa data, se fabrica chá de boa qualidade, embora em pequena escala; e em menor escala ainda, vem a produção de cêra.
Nos quintaes encontra se grande variedade de fructas:- a larangeira,o pecegueiro, a jabuticabeira, a nogueira, e muitas outras dão aqui em abundancia fructos muito saborosos.
As hortaliças de toda a espécie encontram aqui um clima muito aperfeiçoado.
Cultiva-se na freguezia a cidade a canna, o fumo, o café e toda a espécie de cereais; exporta-se além destes productos, polvilhos, farinha, queijos, gallinhas, gado e cevados.
O commércio em Pouso Alegre é bastante animado, e gosa de muito conceito na Praça do Rio de Janeiro e na de S. Paulo, com as quaes tem as suas transacções mais importantes.


Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.
 

Muitas Histórias


Parte Histórica- Pouso Alegre

Freguezia da Cidade (p. 91-92)

Devido à inclinação natural do terreno, as águas são facilmente escoadas em toda cidade; e também, graças a povosidade do sub solo, após as chuvas ainda, ainda as mais prolongadas, com um ou dois dias de sol, as ruas ficam completamente enxutas.
Em alguns pontos da cidade o alinhamento das casas não é perfeito; nem outra cousa se devia se esperar de uma cidade que foi crescendo aos poucos, sem obedecer a um plano geral de alinhamento.
A patriótica Camara Municipal tem remediado alguns defeitos, e envida constantes esforços para melhorar e embellezar a cidade.
Ultimamente foi prolongada uma das ruas principaes até os fundos da estação  da estrada de fero, o que custou não pequenas desapropriações. Também o Largo do Rosário foi augmentado, e a camara pretende ajardinal-o.
Pouso Alegre, assim como todas as cidades sulmineiras, não possue ainda uma rede de esgotos.
O abastecimento d’agua potável é muito defficiente: dois chafarizes apenas fornecem uma parte insignificante do necessário consumo.
A maior parte da água para os usos domésticos é fornecida por cisternas que quase todas as casas possuem, tendo algumas dellas, fontes nos quintaes que fornecem água pura e crystallina.
Em princípios do anno passado, mandou a camara proceder aos estudos do projecto de abastecimento d’agua, tendo em vista utilisar se de um e abundante manancial, que dita seis kilometros do centro da cidade.
Devido ao péssimo estado do cambio sobre que teve de basear-se o custo do material, o orçamento elevou-se a uma cifra considerável, que não permitte actualmente levar a effeito este importante melhoramento.
Dentro do perímetro da cidade existem pequenos mananciaes, dois dos quaes abastecem os chafarizes existentes, não tendo sido ainda aproveitadoo maior de todos elles,  o que seria de grande vantagem, podendo não só fornecer água á cadeia, como ainda abastecer três novos chafarizes.
Ponte sobre o Rio Mandu- 1893
Acervo do MHMTT


Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.

domingo, 27 de maio de 2012

Marco do dia

23/05/1972: A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras “Eugênio Pacelli” é autorizada a funcionar pelo Decreto Federal n°70.594 de 12/05/1972.

FAFIEP (UNIVAS Capus Fatima)
Disponivel no site: http://www.univas.edu.br/univas/processoseletivo/galeriaimagens.asp?opc=15

24/05/1901: Inauguração da Capela São José, anexa ao Seminário Diocesano (14° GAC)


24/05/1904: É lançada a pedra fundamental do novo Edifício do Colégio Diocesano.

Ginasio Sao José- 1900
Disponivel no site: http://www.guiadepousoalegre.com.br/fotosantigas1/02g.jpg

25/05/1895: Chega à Estação da Rede Mineira de Viação (RMV) o trem especial para a inauguração da ferrovia, trazendo a comitiva da estrada de ferro e representantes do Governo de Minas Gerais, empresários e pessoas gradas.
Estaçao da RMV- 1925
Disponivel no site: http://www.guiadepousoalegre.com.br/fotosantigas2/1925-6g.jpg

Homenagem: 90 anos- Sr. Alexandre de Araujo


Produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Programa Espaço da Memória- Museu Histórico Municipal Tuany Toledo


Programa Espaço da Memória, produzido pelo Museu Histórico Municipal Tuany Toledo e TV Câmara de Pouso Alegre- MG.

Muitas Histórias

Parte Histórica- Pouso Alegre

Freguezia da Cidade (p. 88-90)

Além da matriz, possue a cidade uma pequena capella dedicada á santa Cruz, onde todos os annos se faz uma festa em acção de graças e que é muito concorrida. A capellinha está colocada no solaes do morro do cemitério, donde a vista se dilata por um horisonte vastíssimo.
Igreja de Santa Cruz (ao lado do Cemitério velho)- 1880
Acervo do MHMTT


No Largo do Rosario, uma das praças mais bellas da cidade, existio outr’ora a capella que lhe deu. Foi demolida há poucos annos para ser construída outra em melhores condições e em logar mais apropriado; mas até agora existem apenas os alicerces da nova capella e minguados recursos para levar a effeito o restante da construcção.

Parque (Largo do Rosario)- 1907
Acervo do MHMTT

Neste largo, também se vê a um lado a antiga Casa da Misericordia, que durante alguns annos prestou reaes serviços á pobresa desvalida.
Foi doação do finado coronel José Antonio de Freitas Lisboa, cujos piedosos sentimentos acharam echo nos corações generosos dos pouso-alegrenses , que durante algum tempo algum tempo auxiliaram á medida de suas forças o pio estabelecimento, que teve regularmente montado e obteve licença, por decreto do governo imperial, para possuir bens de raiz até o valor de sessenta contos.
Deste padrão de gloria, hoje mais do que a memória, pois a casa foi vendida e acha-se completamente transformada.
Ainda há nem pouco tempo o velho edificio, já muito arruinado, parecia implorar da caridade publica o seu perdido prestigio para de novo socorrer a pobresa enferma; pelas friuchas das paredes arruinadas o sibilar do vento fazia lembrar os gemidos d’aquelles que além de enfermos ainda lutam com a miséria.
O sentimento da caridade, porém, não se apagou nos corações bemfazejos dos pouso-alegrenses: fechou-se um estabelecimento da caridade, mas os corações generosos não se fecharam aos que precisam mendigar os meios de sua subsistência.
O cemitério acha-se collocado no alto de uma collina, em logar aprasivel, dominando toda a cidade.
No centro, o grande cruzeiro campeia solitário, rodeados pelos moumentos onde repousam as cinzas de muitos que concorreram para o engrandecimento de Pouso Alegre.
E’ fechado por muros de adôbos com pilastras assentadas sobre alicerces de pedra.
Quase que a expensas dos cofres provinciaes foi construído o cemitério, sendo encarregado das obras o fallecido José Ignacio de Barros Cobra; a sua conclusão, porém, deve se aos esforços do cônego Vicente, que para este fim promoveu uma subscripção popular. O pequeno cemitério que até então existia achava se completamente arruinado.
Cemitério Velho- Desativado em 1917
Acervo do MHMTT

No pequeno largo, próximo a matriz, encontra-se o Mercado.
E’ um edificio amplo, sem luxo, elegante e de solida construcção. A estrutura repousa sobre amplas arcadas de tijolos e o pavimento eleva-se cerca de um metro acima do nível do chão.
Nas fachadas lateraes, dous passadiços ladrilhados de tijollos e separados do pavimento por uma grade de madeira, servem para a descarga e para a venda de gêneros que não sejam permittidos no interior do edificio.
O mercado funcciona sómente aos domingos, afim de deixar livre aos que abastecem, isto é, á pequena lavoura , o resto da semana.
E’ um mercado muito farto em gêneros de primeira necessidade, e presta reaes serviços á população, que ali se se abastece do necessário para o consumo da semana.
Mercado Municipal- 1900
Acervo do MHMTT

Além dos edifícios mencionados tem a cidade mais de 499 casas, na maior parte bem construídas, e algumas caprichosamente acabadas, distribuídas em 5 peças e 18 ruas.
A população está calculada, approximadamente em 2,600 almas.
A cidade é illuminada a petróleo, queimado em lampeões belgas abrigados em caixas de vidro sobre postes de madeira.
As ruas não são calçadas, salvos pequenos trechos em algumas dellas, com pedra tosca; algumas, porém, são macadamisadas com cascalho grosso, e possuem sargetas de pedra para o escoamento das águas pluviaes.
Avenida atras da Catedral- 1880
Acervo do MHMTT

Fonte: OLIVEIRA, A. M. Almanack do Município de Pouso Alegre. Rio de Janeiro: Casa Mont’Alverne, 1900.
*Escrito como no original.