13/06/1937: É lançada a 1ª pedra fundamental do Asilo São Vicente de
Paulo na Rua Com. José Garcia, ao lado do Hospital Regional Samuel Libânio
Tradutor
quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Imagens da cidade
segunda-feira, 11 de junho de 2012
História de Pouso Alegre- Jornal "A Cidade"
Freguezia da Cidade
“Pouso Alegre é sem dúvida alguma a mais bella povoação do Sul de Minas.
O terreno, ligeiramente accidentado em que assenta a formosa cidade, a que não faltão
planícies encantadoras nem pontos vista admiráveis; o rio Mandu, que outr’ora
deu nome à localidade, e que hoje só por ella é conhecido; as bellas montanhas
que fechão o horizonte, e mil deduções da natureza esplendida desta região,
recomendão esta cidade tanto, como a belleza de suas ruas e praças, o capricho
e asseio que se nota nas edificações, - indicando tudo que ali vive um povo
intelligente e civilisado.
Na estação chuvosa as águas do Mandu, crescendo prodigiosamente, alagão
suas margens até pontos muito afastados, semelhando um mar cheio de ilhas,
dividido por um imenso aterro, sobre o qual está a estrada para São Paulo, que então
reperesenta uma extensa ponte.
A enchente, que em regra é aterradora e triste, tem em Pouso Alegre mais
sympathico aspecto, porque é com ella que a formosa cidade, mais faceira e mais
garrida se mostra aos olhos enlevados dos que a contemplão.
O Mandu, depois de deixar a cidade, lança-se no Sapuchay-Mirim, piscoso
rio que corre a menos de 2 kilometros confundindo-se depois com o Sapucahy-Guassú
que passa a 6 kilometros, e em cujas águas transitão livremente barcas com
capacidade superior a 1.000 arrobas e que fazem viagens entre diversos pontos
dos municípios de Pouso Alegre, Itajubá, Alfenas, Machado e Campanha.
A pouca distância corre o Cervo, cujo Valle, notavelmente ubérrimo, é
tido com um rico celleiro da freguezia.
Condições geographicas tão boas, unidas à excellentes terras de cultura
da freguezia, não podem deixar de trazer em futuro breve, o adiantamento moral
e material que a Cidade de Pouso Alegre, com razão, julga-se destinada a gozar.
Diz a tradição que foi u
m aventureiro, de nome João da Silva, quem
primeiro residio nesta localidade, erguendo sua casa nas margens do Mandu e
entregando-se à lavoura. Prosperando nesse trabalho, no fim do século passado,
João da Silva deu o terreno preciso para a edificação de uma capella consagrada
ao Senhor Bom Jesus. Construida essa igreja, para a qual concorrerão os
visinhos de Silva, no ano de 1795, mais ou menos, o Padre Francisco de Andrade
Melo, de Sant’Anna do Sapuchay, veio celebrar a 1.a missa, sendo então contratado
para capellão particular.
m aventureiro, de nome João da Silva, quem
primeiro residio nesta localidade, erguendo sua casa nas margens do Mandu e
entregando-se à lavoura. Prosperando nesse trabalho, no fim do século passado,
João da Silva deu o terreno preciso para a edificação de uma capella consagrada
ao Senhor Bom Jesus. Construida essa igreja, para a qual concorrerão os
visinhos de Silva, no ano de 1795, mais ou menos, o Padre Francisco de Andrade
Melo, de Sant’Anna do Sapuchay, veio celebrar a 1.a missa, sendo então contratado
para capellão particular.
Em 1797, o governador D. Bernardo José de Lorena, Conde de Sarzedas, que
de São Paulo fora transferido para a Capitania de Minas Gerais, passou pelo
nosso povoado, onde veio encontra-lo o Juiz de Fóra da Campanha o Dr. José
Joaquim Carneiro de Miranda. Encantados pela esplendida belleza do lugar em que
se achavão, conta-se que um daqueles cidadãos dissera que o lugar não se devia
chamar Mandu, como então era conhecido, mas sim POUSO ALEGRE- e que dahi veio a
denominação que o povo e a lei posteriormente sanccionarão.
Foi o Alvará de 6 de novembro de 1810 que elevou Pouso Alegre á
categoria de freguezia- 21 annos depois á Villa pela Lei de 3 de Outubro de
1831, dando-lhe a lei n. 433, do anno de 1848, titulo de cidade.
A povoação possue 4 praças, 26 ruas e cerca de 400 casas, em geral bem construídas
e asseiadas. Tem um bonito e grande theatro, denominado UNIÃO, com accomodação
para 1.000 pessoas, tendo 75 camarotes, platéa com cadeiras e bancos,
pertencente a uma associação de homens intelligentes, que nelle tem levado á scena trabalhos importantes, com
excellente desempenho.
Filhos de Pouso Alegre que seguirão estudos superiores: o Dr. Grabriel
Osorio de Almeida, formado na Escola Polytechinica, Adalberto Dias Ferraz da
Luz, matriculado na Faculdade de Direito da cidade de São Paulo, Josino
Alcantara de Araujo, no 2° anno, e Luiz Candido da Rocha no 4°.
-A cidade possue uma typographia na qual se publica uma folha hebdomadária
intitulada Livro do Povo, de que é principal redactor o illustrado cidadão Luiz
de Almeida Queiroz. Já nessa cidade, por occasião da fundação do Imperio, se
havia publicado o PREGOEIRO CONSTITUCIONAL, e foi então que em Pouso Alegre,
primeiro lugar do Sul de Minas que teve imprensa, se imprimio pela primeira vez
no Imperio o projecto de nossa constituição política, que ainda hoje é
conhecido pelo nome de CONSTITUIÇÃO DE POUSO ALEGRE. Na cidade existe um
gabinete de leitura, fundado por alguns intelligentes moços, e onde são encontradas
obras de merecimento”.
Extraído do Jornal “A Cidade” 19/10/1948,
n. 16, ano I
*Escrito como no original
Imagens da cidade
![]() |
| Vista Panoramica da cidade de Pouso Alegre- 1936 Acervo do MHMTT |
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| Vista parcial da cidade- 1904 Acervo do MHMTT |
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| Vista parcial da cidade- Década de 50 Acervo do MHMTT |
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| Vista parcial da Cidade, ecnhente ao fundo- 1935 Acervo do MHMTT |
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| Pouso Alegre- Década de 50 Acervo do MHMTT |
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| Trevo de Pouso Alegre- 1969 Acervo do MHMTT |
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| Parque Municipal- 1930 Acervo do MHMTT |
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| Jardim publico do Largo do Rosario- 1918 Acervo do MHMTT |
Arlindo
Todo e todos tem a sua história na vida. E é por isso
que eu estou contando a história dos humildes de minha terra, daqueles cujos
nomes estão sepultados pela poeira do tempo.
Em minha primeira crônica citei, de passagem, o nome
de Arlindo, que, certamente deve ter despertado a curiosidade de uns e a
saudade de outros. Quem não se lembra daquele pretinho baixo e gordo, de passos
curtos e celeres, que percorria as nossas ruas apanhando o lixo? Era o Arlindo
lixeiro. E, em se lembrando de Arlindo, forçosamente se lembrará de um fato
curioso que era presenciado todos os dias, todas as horas com a sua besta
rosada. É que naquele tempo apareceu o Tiro de Guerra e toda a cidade andava
entusiasmada com as evoluções da tropa, com o toque de corneta e o rufar dos
tambores. Pois o Arlindo conseguiu em curtíssimo tempo o que hoje faria inveja
ao burro Canário. Dispensou o cabresto e o chicote e passou a usar para dirigir
a “rosada” apenas o assobio, no qual comandava “ordinário marche”, “direita”,
“esquerda”, alto, enfim, todos os toques de comando. Era um espetáculo digno de
apresentação num Cassino de Copacabana, como aconteceu com o Canário.
Um dia a “rosada” apareceu sob outro comando. Agora
não era com assobio e sim com o chicote e aos arrancos do freio na boca. É que
o Arlindo fora tentar a vida em outras plagas... e lá perdera a vida. Sim, um
dia na represa da Usina, fora tragado pela tribulação da represa. Quando seu
corpo foi atirado de encontro a turbina, já era cadáver...
... e tudo ficou somente em nossas ruas a “rosada”,
puxando a carroça de lixo sob o chicote impiedoso de um novo condutor
desumano... e o assobio do Arlindo comandando “ordinário marche”... “direita”...
“esquerda”... “alto!”.
*Extraído do Jornal “A Cidade”, 13 de Fevereiro de
1949, José Ribeiro da Costa.
Marco do dia
10/06/1997: É instalada a firma “Johson Controls do Brasil Automotive
Ltda”, fabricação de capas para bancos destinados aos carros da General Motors
do Brasil.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Marco do dia
08/06/1981:
A Câmara Municipal passa a funcionar no prédio do “Centro Acadêmico da
Faculdade de Direito”, provisoriamente, à Av. Dr. João Beraldo.
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