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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Imagens da cidade

Avenida Doutor Lisboa- 1948
acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- Desfile do 8 RAM- 1935
Acervo do MHMTT
Pouso Alegre- Praça- Catedral 1970
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- 1918
Acervo do MHMTT

Imagens da cidade

Pouso Alegre- Década de 30
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- 1948
Acervo do MHMTT
Rua Comendador José Garcia- 1970
Acervo do MHMTT
Rua Coronel José Inacio- 1940
Acervo do MHMTT
Acenida Doutor Lisboa- 1940
Acervo do MHMTT

Marco do dia

13/06/1937: É lançada a 1ª pedra fundamental do Asilo São Vicente de Paulo na Rua Com. José Garcia, ao lado do Hospital Regional Samuel Libânio

terça-feira, 12 de junho de 2012

Imagens da cidade

Alto das Cruzes (Final da Getulio Vargas)- Década de 30
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- 1940
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- 1940
Acervo do MHMTT
Vista do Alto das Cruzes- 1930
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- 1940
Acervo do MHMTT

segunda-feira, 11 de junho de 2012

História de Pouso Alegre- Jornal "A Cidade"

Freguezia da Cidade
“Pouso Alegre é sem dúvida alguma a mais bella povoação do Sul de Minas. O terreno, ligeiramente accidentado em que assenta a formosa cidade, a que não faltão planícies encantadoras nem pontos vista admiráveis; o rio Mandu, que outr’ora deu nome à localidade, e que hoje só por ella é conhecido; as bellas montanhas que fechão o horizonte, e mil deduções da natureza esplendida desta região, recomendão esta cidade tanto, como a belleza de suas ruas e praças, o capricho e asseio que se nota nas edificações, - indicando tudo que ali vive um povo intelligente e civilisado.
Na estação chuvosa as águas do Mandu, crescendo prodigiosamente, alagão suas margens até pontos muito afastados, semelhando um mar cheio de ilhas, dividido por um imenso aterro, sobre o qual está a estrada para São Paulo, que então reperesenta uma extensa ponte.
A enchente, que em regra é aterradora e triste, tem em Pouso Alegre mais sympathico aspecto, porque é com ella que a formosa cidade, mais faceira e mais garrida se mostra aos olhos enlevados dos que a contemplão.
O Mandu, depois de deixar a cidade, lança-se no Sapuchay-Mirim, piscoso rio que corre a menos de 2 kilometros confundindo-se depois com o Sapucahy-Guassú que passa a 6 kilometros, e em cujas águas transitão livremente barcas com capacidade superior a 1.000 arrobas e que fazem viagens entre diversos pontos dos municípios de Pouso Alegre, Itajubá, Alfenas, Machado e Campanha.
A pouca distância corre o Cervo, cujo Valle, notavelmente ubérrimo, é tido com um rico celleiro da freguezia.
Condições geographicas tão boas, unidas à excellentes terras de cultura da freguezia, não podem deixar de trazer em futuro breve, o adiantamento moral e material que a Cidade de Pouso Alegre, com razão, julga-se destinada a gozar.
Diz a tradição que foi um aventureiro, de nome João da Silva, quem primeiro residio nesta localidade, erguendo sua casa nas margens do Mandu e entregando-se à lavoura. Prosperando nesse trabalho, no fim do século passado, João da Silva deu o terreno preciso para a edificação de uma capella consagrada ao Senhor Bom Jesus. Construida essa igreja, para a qual concorrerão os visinhos de Silva, no ano de 1795, mais ou menos, o Padre Francisco de Andrade Melo, de Sant’Anna do Sapuchay, veio celebrar a 1.a missa, sendo então contratado para capellão particular.
Em 1797, o governador D. Bernardo José de Lorena, Conde de Sarzedas, que de São Paulo fora transferido para a Capitania de Minas Gerais, passou pelo nosso povoado, onde veio encontra-lo o Juiz de Fóra da Campanha o Dr. José Joaquim Carneiro de Miranda. Encantados pela esplendida belleza do lugar em que se achavão, conta-se que um daqueles cidadãos dissera que o lugar não se devia chamar Mandu, como então era conhecido, mas sim POUSO ALEGRE- e que dahi veio a denominação que o povo e a lei posteriormente sanccionarão.
Foi o Alvará de 6 de novembro de 1810 que elevou Pouso Alegre á categoria de freguezia- 21 annos depois á Villa pela Lei de 3 de Outubro de 1831, dando-lhe a lei n. 433, do anno de 1848, titulo de cidade.
A povoação possue 4 praças, 26 ruas e cerca de 400 casas, em geral bem construídas e asseiadas. Tem um bonito e grande theatro, denominado UNIÃO, com accomodação para 1.000 pessoas, tendo 75 camarotes, platéa com cadeiras e bancos, pertencente a uma associação de homens intelligentes, que nelle tem  levado á scena trabalhos importantes, com excellente desempenho.
Filhos de Pouso Alegre que seguirão estudos superiores: o Dr. Grabriel Osorio de Almeida, formado na Escola Polytechinica, Adalberto Dias Ferraz da Luz, matriculado na Faculdade de Direito da cidade de São Paulo, Josino Alcantara de Araujo, no 2° anno, e Luiz Candido da Rocha no 4°.
-A cidade possue uma typographia na qual se publica uma folha hebdomadária intitulada Livro do Povo, de que é principal redactor o illustrado cidadão Luiz de Almeida Queiroz. Já nessa cidade, por occasião da fundação do Imperio, se havia publicado o PREGOEIRO CONSTITUCIONAL, e foi então que em Pouso Alegre, primeiro lugar do Sul de Minas que teve imprensa, se imprimio pela primeira vez no Imperio o projecto de nossa constituição política, que ainda hoje é conhecido pelo nome de CONSTITUIÇÃO DE POUSO ALEGRE. Na cidade existe um gabinete de leitura, fundado por alguns intelligentes moços, e onde são encontradas obras de merecimento”.


Extraído do Jornal “A Cidade” 19/10/1948, n. 16, ano I
*Escrito como no original

Imagens da cidade

Vista Panoramica da cidade de Pouso Alegre- 1936
Acervo do MHMTT
Vista parcial da cidade- 1904
Acervo do MHMTT
Vista parcial da cidade- Década de 50
Acervo do MHMTT
Vista parcial da Cidade, ecnhente ao fundo- 1935
Acervo do MHMTT
Pouso Alegre- Década de 50
Acervo do MHMTT
Trevo de Pouso Alegre- 1969
Acervo do MHMTT
Parque Municipal- 1930
Acervo do MHMTT
Jardim publico do Largo do Rosario- 1918
Acervo do MHMTT

Arlindo


Todo e todos tem a sua história na vida. E é por isso que eu estou contando a história dos humildes de minha terra, daqueles cujos nomes estão sepultados pela poeira do tempo.
Em minha primeira crônica citei, de passagem, o nome de Arlindo, que, certamente deve ter despertado a curiosidade de uns e a saudade de outros. Quem não se lembra daquele pretinho baixo e gordo, de passos curtos e celeres, que percorria as nossas ruas apanhando o lixo? Era o Arlindo lixeiro. E, em se lembrando de Arlindo, forçosamente se lembrará de um fato curioso que era presenciado todos os dias, todas as horas com a sua besta rosada. É que naquele tempo apareceu o Tiro de Guerra e toda a cidade andava entusiasmada com as evoluções da tropa, com o toque de corneta e o rufar dos tambores. Pois o Arlindo conseguiu em curtíssimo tempo o que hoje faria inveja ao burro Canário. Dispensou o cabresto e o chicote e passou a usar para dirigir a “rosada” apenas o assobio, no qual comandava “ordinário marche”, “direita”, “esquerda”, alto, enfim, todos os toques de comando. Era um espetáculo digno de apresentação num Cassino de Copacabana, como aconteceu com o Canário.
Um dia a “rosada” apareceu sob outro comando. Agora não era com assobio e sim com o chicote e aos arrancos do freio na boca. É que o Arlindo fora tentar a vida em outras plagas... e lá perdera a vida. Sim, um dia na represa da Usina, fora tragado pela tribulação da represa. Quando seu corpo foi atirado de encontro a turbina, já era cadáver...
... e tudo ficou somente em nossas ruas a “rosada”, puxando a carroça de lixo sob o chicote impiedoso de um novo condutor desumano... e o assobio do Arlindo comandando “ordinário marche”... “direita”... “esquerda”... “alto!”.    

*Extraído do Jornal “A Cidade”, 13 de Fevereiro de 1949, José Ribeiro da Costa.