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terça-feira, 24 de julho de 2012

Imagens da cidade

Arvore Grande- 1939
Acervo do MHMTT
"Na Vendinha"- Década de 30
Acervo do MHMTT
Maquinas para a construçao da Rodovia Fernao Dias- 1950
Acervo do MHMTT
Parque Municipal- 1930
Acervo do MHMTT
Parque Municipal- 1940
Acervo do MHMTT

Marco do dia

24/07/1996: A Câmara Municipal, sob a presidência do vereador Cantalício Teodoro Borges aprova por 10X3 votos a concessão dos serviços de abastecimento d’água e esgoto sanitário à COPASA, pelo prazo de 30 (trinta) anos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Euterpe São Benedito


Dentre as tradições de uma cidade conta-se inevitavelmente com uma BANDA DE MUSICA, ainda que ela seja uma charanga. Esse barulho de latas velhas, por excelência, por vezes de alta significação, nunca faltou no patrimônio memorável das crônicas cidadinas. Salienta-se em cada história de uma cidade, quase sempre de mistura com os fatos mais notáveis dos acontecimentos políticos, a história de uma BANDA DE MUSICA, ligada a lembrança de um homem de ação, como e que se bate pelo reerguimento moral de uma causa combalida, no coração de sua terra querida, no seio da sociedade em que viva. Filantropicamente, nada mais complazivel do que a instituição de uma obra edificante.
Depois de um eclipse ligeiro, em matéria de BANDA DE MUSICA, surgiu em Pouso Alegre a “EUTERPE SÃO BENEDITO” pela energia construtora, e a liberdade filantrópica do Exmo. e Revmo. Vigário Geral Monsenhor Dr. Antonio Furtado de Mendonça, nos fins da Grande Guerra. Foi este preclaro concidadão, homem das letras, Poeta, Filosofo, mestre de muitos Doutores de hoje, que, nos deu, a nós Pousoalegrenses, a Banda de Musica “Euterpe de São Benedito”, sob a direção o saudoso maestro Paulo Patrício.
No transcorrer do tempo, outras organisações musicais apareceram medrosas, por aí, e desapareceram sem deixar o clarão extraordinário que a “Euterpe São Benedito” mantém em suas tradições.
Merece especial consideração o fato de nos diversos governos municipais balancear a receita desta organisação, musical sem que o fiel registrasse uma parada animadora. As subvenções anuais nas administrações passadas oscilaram de dois a um conto de reis. Mas essas reduções da subvenção municipal a “Euterpe São Benedito”, passaram como os ventos tempestuosos, e sucedeu-lhes a administração fecunda do Exmo. Sr. Tuani Toledo.
Este concidadão, já consagrado pelo mérito de tantas empreitadas felizes pelo seu devotado patriotismo a terra que o viu crescer, elevou a quota subvencional de um conto de réis em que estava para a de um conto e quinhentos mil reis, e cedendo a um pedido do atual Diretor da Banda Musical  “Euterpe São Benedito”, deu as chaves da casa da antiga Distribuidora de Força e Luz, onde se passaram a realisar os ensaios daquela Banda Musical, gratuitamente.
Por este feito digno de todos os aplausos, por que melhorou uma situação que vinha piorando de governo em governo, por que teve S. S. uma visão justa da utilidade que presta aquela organisaçao musical, por que obrou com desprendimento de espírito protegendo a quem merecia, não podemos deixar passar desapercebida esta digníssima pratica de virtude de um Chefe que sabe ver as conveniências em que há mancheias de razão. Louvemos-lhe a vitoria da consciência coordenada com as ordens do coração.
Fazem-se festas, soltam-se fogos, ouve-se musica. Gastos e gastos em beneficio de alguma coisa. Mas, chegada a hora de ajustar contas com a banda, essa coitada, é sacrificada. Regateiam-se-lhe por todas as formas os seus vencimentos.
Mas, tudo isso equivale a dizer que a “Euterpe São Benedito” se acha necessitada de uma reforma geral nos seus instrumentos. Nota-se se esta banda de musica ainda existe em Pouso Alegre, deve, em verdade, ao devotamente dos seus musicistas, que, na sua totalidade são operários laboriosos, e da musica não fazem profissão.
Devemos voltar as nossas vistas para a organisação musical “Euterpe São Benedito”, antes que balda de recursos, ela venha a desaparecer!   
Extraído do Jornal “A Cidade” 18/07/1937, p. 2
Escrito como no original

Imagens da cidade

Arvore Grande- 1939
Acervo do MHMTT
Arvore Grande- 1939
Acervo do MHMTT
Piquinique- Arvore Grande, 1939
Acervo do MHMTT
Piquinique- Arvore Grande, 1939
Acervo do MHMTT
Piquinique- Arvore Grande, 1939
Acervo do MHMTT

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marco do dia

19/07/1901: Chegou festivamente em Pouso Alegre, transferido de Vitória (Espírito Santo) e vindo de Campinas, o Exmo. Sr. Bispo Dom João Baptista Correa Nery- o primeiro Bispo da Diocese, tomando posse solene no dia 21 do mesmo mês, entre grandes manifestações de jubilo da população pousoalgrense.




20/07/1932: Às 3:00 horas da tarde, são disparados os primeiros tiros para os lados do Bairro da Vendinha (Revolução de 32).

Pouso Alegre, sua beleza, seu progresso, sua administração

Para o viajante, que chega de outras terras, Pouso Alegre é uma surpresa e um milagres, porque ninguém supõe que um município como este, que não tem tido auxílios de grandes empresas particulares ou oficiosas, possa apresentar aspectos tão encantadores, movimento comercial tão desusado, produção agricula tão variada e em larga escala como Pouso Alegre apresenta, em comparação com outras cidades brasileiras. É natural o espanto que causa aos forasteiros o nosso desenvolvimento, pois que lá fora ninguém conhece as causas certas do quasi extranho progresso deste centro do Sul de Minas.
È comum a gente ouvir exclamações como esta: “Como é que Pouso Alegre, uma cidade pobre, está mais deslumbrante e progressista que do que as cidades ricas?!” Esses que assim perguntam não examinaram ainda as causas principais da vitalidade econômica do nosso município.
Evidentemente a nossa industria começou a se desenvolver, de maneira mais notável, de uns seis anos a esta parte. Mesmo assim não apresentamos ainda um movimentos industrial que esteja em relação com o movimento e grandeza de nossa cidade.
Há pouco tempo um fiscal do Instituto dos Industriários confessou que calculara maior o numero de nossos industrais porque se encantara com o movimento da cidade, com a grandeza material dos nossos edifícios e com a extensão da “urbs” rumorejante, que já tem sido comparada ás capitais modernas e deslumbrantes.
Entretanto é fácil explicar a grandeza deste município. A posição geográfica, em primeiro logar, tem seu destaque especial no encaminhar para aqui os habitantes dos logares visinhos. A salubridade do clima, a belesa topográfica da séde, de onde se descortinam os mais vastos encantadores horizontes, contribuem, em larga parcela, para a boa fama do logar. As terras muito divididas e cultivadas, produzindo vários produtos diferentes, não deixa haver as crises motivadas nos logares onde se pratica a monocultura.
Uma terra assim feliz teve ainda a ajudar-lhe a grandeza outros fatores de êxito... Entre esses o privilegio doce e grato de contar em seu convívio com personalidades de eleição, naturais da terra alguns, outros de outras origens, mas todos unanimes no seu amor a Pouso Alegre. Um desses foi D. Nery, o excelso prelado, que além das qualidades piedosas de pastor de almas dedicadíssimo reuniu ainda outras de orador incomparável e escritos importantíssimo. D. Nery foi um precursor, um fundador de movimentos, um mestre iluminado, que se rodeou de um pugilo ilustre de discípulos, e hoje esta imortalisado pela tradição de suas obras singulares e pela chama sagrada da saudades que ficou no coração e nos espírito de seus continuadores.
Falando em D. Nery nós nos lembramos dos primeiros dias desta freguezia, quando aqui chegou, jovem e cheio de energias, que ele dedicou em favor desta terra, o seu primeiro vigário, padre José Bento Leite Ferreira de Melo, mais tarde Senador do Império, fundador da imprensa em Pouso Alegre, político de grande influencia nos dias agitados das lutas administrativas do Império. O Senador José Bento foi também um precursor, pois imprimiu nas oficinas do “Pregoeiro Constitucional”a Constituição que seria do Brasil e que passou á historia com o nome de “Constituição de Pouso Alegre”.

(...)
O seu governador atual, o Prefeito Tuany Toledo, representante do Governador do Estado e que fora anteriormente eleito Presidente da Camara Municipal, é bem o representante do povo de Pouso Alegre, reunindo em sua personalidade as melhores tradições dos filhos desta terra. Homem que se fez no estudo e no trabalho, homem que sempre se dispoz a auxiliar os seus semelhantes, o farmacêutico Tuany Toledo é um representante da ponderação e da tenacidade dos mineiros, por que jamais se entibiou diante de quaisquer dificuldades e nunca se esmoreceu frente aos maiores sacrifícios. Dotado de rara capacidade de uma tempera de aço, nasceu o Sr. Tuany Toledo com a predestinação de servir a causa publica e mercê dessa predestinação venceu todos os obstáculos, com galhardia e destemor, tornando-se creador de admiração e simpatia. Imaginoso, porém meticuloso nas suas realizações, entusiasta mas prudente, não se deixando governar por paixões mesquinhas e pessoais, é o atual governador de Pouso Alegre o dirigente ideal para uma coletividade que deseja o progresso geral.
É com esse prazer que consignamos, nestas palavras sobre a vida e a administração de Pouso Alegre, essa nota de justiça sobre a personalidade do seu dirigente pois ele é bem a síntese vibrante de uma terra feliz e gloriosa.
Na pessoa, pois, do Sr. Prefeito Tuany Toledo homenageamos todas as autoridades e todo o povo de Pouso Alegre. 

Extraído do Jornal “O Linguarudo” 08/10/1939
Escrito como no original

Comandante do 14 GAC visita o Museu

Esteve visitando nosso Museu Histórico na noite do dia 19/07 o comandante do 14° GAC Cel. Sérgio Rezende de Queiroz. Juntamente com o Presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre Oliveira Altair e o Supervisor do Museu Sr. Alexandre de Araújo, Cel. Queiroz pode conhecer um poucos das memórias da cidade e do exército. Ao registrar sua visita, o comandante assim se expressou: “Excepcional, oportunidade única de viver a história”.

Na mesma noite passaram pelo nosso Museu Histórico cerca de 50 oficiais e sub-oficiais, militares da reserva, autoridades e civis, todos prestigiando também a solene sessão alusiva aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932.   
Oliveira Altair (Presidente da Camara), Sr. Alexandre de Araujo (Supervisor do MHMTT)
Cel. Sérgio Rezende de Queiroz (Comandante do 14 GAC)
Sr. Alexandre e Cel. Queiroz