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terça-feira, 31 de julho de 2012

Escola doméstica Santa Terezinha (Tuany Toledo)


É do nosso programa divulgar as boas obras e principalmente aquelas que direta ou indiretamente  concorrem para o progresso da cidade. Não temos negado apoio nem regatearemos aplausos a toda e qualquer instituição que vise a interesses superiores, notadamente no que diz respeito ao problema educacional.

Para os nosso comentários de hoje, escolhemos de preferência a Escola Doméstica santa Terezinha, porque, como se sabe, naquele educandário se pratica um apostolado de suma importância para os destinos do homem: a educação doméstica, no seu mais elevado sentido.

Não é preciso grande discernimento para se compreender que o progresso da ciência não nos deu até o presente a paz social que esperávamos. Quanto mais progridem as cidades, tanto mais se preocupam seus habitantes com os problemas que os afligem, na vida doméstica. As incertezas e as mais sérias preocupações dominam os homens, não só os de governo, mas, principalmente os que tem sobre si o espinhoso encargo de zelar pela família e pelo sitio onde o nosso pensamento se dirige frequentemente: o nosso lar, que é o lugar onde passamos a melhor parte de nossa vida. Os governos não resolvem os problemas sociais, financeiros e econômicos e a crise continua na sua marcha desoladora, produzindo maior intranquilidade no espírito e no coração daqueles que tem sobre si os encargos da família.

Diante do quadro que se nos apresenta, hoje, mais do que nunca, se faz mister a conjugação de esforços no sentido de preservar os postulados morais que plasmaram a nossa civilização, a fim de que seja mantido o prestigio da família, na comunidade brasileira.

A educação doméstica é fator preponderante nessa luta sem tréguas, que se inicia no lar. É no lar que surgem os primeiros ensinamentos, cuja influencia se manifesta durante toda a vida. É no lar que a mulher representa papel relevantíssimo, que como mãe, quer como esposa, quer como educadora social. É no lar que ela percorre a estrada gloriosa de sua alta missão como principal elemento da sociedade. É no lar que ela desempenha os seus mais altos, nobres e sagrados ideais humanos, preparando os filhos para as lutas e para os acometimentos e lances adversos da fortuna. É no lar que ela põe a prova a sua habilidade e a grandeza do seu coração materno, fazendo de sua casa, mesmo pobre, o lugar mais aprazível e mais encantador da terra, para si e para os seus. É no lar que a mulher exerce o apostolado eminentemente cristão, proporcionando com a bondade, com o trabalho e com o amor, a felicidade de uma família.

A magnimidade e a vastidão de um coração feminino bem formado pode proporcionar ao homem mais conforto e mais alegria do que todas as riquezas materiais da terra.

Quanto mais instruída e educada a mulher, tanto maior serão as possibilidades de seu êxito no governo da própria casa.

Estas considerações me vieram à mente para ressaltar o valor das obras realizadas pela Escola Doméstica Santa Terezinha, onde inúmeras jovens receberam e continuam a receber lições proveitosas e necessárias para que conheçam os labores de um lar bem organizado, a fim de que adquiram os predicados requeridos para uma boa dona de casa, não só habilitada para instruir, senão mais habilitada ainda para educar.

Fundado em 1929 pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano, Dom Octávio Chagas de Miranda, a Escola Doméstica Santa Terezinha atingiu a finalidade desejada. Grande são as suas obras e maiores ainda os frutos produzidos em beneficio das famílias. E não podia ser de outra forma, porque as lições ministradas pelas irmãs de Jesus tem raízes profundas: são inspiradas na bondade de Santa Terezinha, que é uma bondade feminina, feita de lírios e de rosas, uma bondade passiva e sentimental, iluminada pelas virtudes cristãs.

Extraído do “Informativo Pousoalegrense”, Julho de 1957, p. 3-4
Escrito como no original 

Marco do dia

31/07/1982: Inauguração do Marco comemorativo da Revolução Constitucionalista de 32 no bairro São João (Vendinha), iniciativa do General Gilberto Azevedo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Marco do dia

29/07/1929: Pela lei n° 174 o agente do executivo é autorizado a promover o prolongamento da avenida Doutor Lisboa até a estação da Rede Mineira de Viação (RMV) mediante a desapropriação de dois quarteirões.

30/07/1987: 14° GAC tem nova denominação: “Grupo Fernão Dias” segundo a portaria ministerial de n° 795 desta data. A denominação histórica justaposta à designação desta unidade militar, representa uma homenagem permanente do Exército, a uma personalidade consagrada na história do Brasil: “Fernão Dias”.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estação Rodoviária

A estação rodoviária è de fato uma necessidade para Pouso Alegre, mas, é preciso que a mesma seja localisada em local de livre acesso aos veículos e nunca no local programado que é a Praça Dr. Garcia Coutinho.
Este local, em hipótese alguma serve, principalmente por ser um plano inclinado de difícil construção e ainda existir a garganta do Hotel Cometa e a Catedral.
A construção neste local da estação rodoviária será um atentado à estética da cidade e ao conforto público.        
Em melhoramentos tais há que procurar-se local, por urbanista consagrado, e, na falta deste, o bom senso será ainda o melhor arquiteto.
Passemos uma vista de olhos pelos locais mais indicados e vamos encontrar como melhor a parte do Parque João da Silva (em completo abandono pelas autoridades municipais), servindo de local para atos atentatórios à moral e valhacouto de vagabundos; aí na parte fronteiriça do Carmelo, daria uma magnífica estação rodoviária e de fácil construção e de pequeno dispêndio, por se tratar de próprio municipal, apenas uma nesga de sete metros e ergue-se-ia maravilhosa estação rodoviária, com escoadouro natural para ônibus, através das ruas Tiradentes e Afonso Pena, e ainda com a grande vantagem  de não atravancar a cidade, como forçosamente acontecerá com a construção na Praça Projetada Dr. Coutinho.
Ainda poderia admitir-se a sua construção na Avenida Independência, na parte fronteiriça à Farmácia ali existente, desde que desapropriada a área necessária dos terrenos vagos ali existentes, e mudando-se a iluminação pública para os cabos aéreos a exemplo da Avenida Doutor Lisboa.
O que se fizer fora desses locais será um atentado ao conforto do povo e aos planos urbanísticos da cidade.

Extraído do “Informativo Pousoalegrense”, Outubro de 1957, p. 32-33
Escrito como no original

Imagens da cidade

Colégio Santa Dorothéa (Escola Normal)
Acervo do MHMTT
Centenario da cidade (1948)
Acervo do MHMTT
Presidente de Minas- Dr. Joao Pinheiro em Pouso Alegre, 1907
Acervo do MHMTT

Defronte a Cadeia Publica- 1931
Acervo do MHMTT

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Imagens da cidade

Inauguraçao do Obelisco pelo centenario da cidade- 1948
Acervo do MHMTT

Museu Municipal


Temos o prazer e conhecemos uma satisfação incomum quando nossas ideias são acolhidas, consideradas e executadas pelos que dirigem os destinos de Pouso alegre. Algumas das sugestões que já apresentamos nestas páginas, já tomaram corpo e consistência, fora, já das coisas sonhadas.
Aventuramos, hoje, a ideia que sendo uma real homenagem ao nome culto de que desfruta nossa cidade, é, também, algo de muito útil e instrutivo: A CRIAÇÃO DO MUSEU MUNICIPAL.
Perscrutamos a opinião de vários pousoalegrenses, e sempre nossa sugestão, quando exposta, recebeu a melhor das acolhidas. Temos certeza de que muitas doações, mais do que um otimista possa calcular, serão feitas. Coligir o material para o Museu não será tarefa difícil, como também sua instalação será um ponto morto a ser solucionado, isto porque o Parque infantil João da Silva tem salas completamente desocupadas, que poderão servir ao menos em caráter temporário, para a guarda e mostra de tudo aquilo que de interessante, raro, artístico e valioso, produziu o gênero e o trabalho dos vultos ilustres que nos precederam neste rincão de belezas, que é Pouso Alegre.
Elementos não faltarão para a criação do Museu que propomos. Prova viva do quanto é capaz o povo desta cidade, tivemos com a Semana de Cultura e Arte há pouco entre nós realizada, que alcançou um sucesso inesperado, contudo com o apoio exclusivo de pousoalegrenses.
A questão financeira não existe, para estorvar a criação do Museu: local excelente, o Parque Infantil João da Silva, praticamente em desuso; um funcionário, sem nenhum prejuízo poderá ser deslocado dos seus outros afazeres... Tudo somente espera a realização e o trabalho daqueles que tem sobre os ombros o ingente propósito de administrar a cidade de Pouso Alegre.

Extraido do “Informativo Pousoalegrense”, Outubro de 1957, p. 15

Escrito como no original