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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Imagens da cidade

Carnaval 1950- Clube Literario
Acervo do MHMTT
Baile- Teatro Municipal 1946
Acervo do MHMTT
Lançamento da Pedra Fundamental da Capela Nossa Senhora Aparecida
Acervo do MHMTT
Altar do Santuario
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- Fins do século XIX
Acervo do MHMTT

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Página da Tesoura (Xyko)

Muito se tem falado sobre o mictório no mercado municipal local. E a história continua e irá por muito tempo, ocupando grande parte do assunto na imprensa falada e escrita de Pouso Alegre.
Tivemos, ainda há pouco, através do rádio, uma novela bem parecida com a história do mictório desta cidade: “O direito de nascer”... Em contraste com tudo que diz respeito à higiene, lá está o exalador de mau cheiro, servindo dos mais tristes e injustificados comentários, porque servindo de instrumento prejudicial à coletividade, poderá, também servir de outras explorações secundarias, aproveitando-se daqueles que precisam de se agarrar com tudo, para tudo conseguirem!...

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Fato inédito na história acaba de acontecer em Pouso Alegre. (Sempre esta cidade serve de palco a histórias berrantes).
Em junho p. findo, o comboio da Rede Mineira de Viação, após apitar por duas vezes, às 3:30 horas (três e meia horas da madrugada), deu partida e rumou em direção a primeira estação: Porto do Sapucaí. Lá chegando, o maquinista constatou que os vagões  (de passageiro e de carga) tinham ficando na Estação de Pouso Alegre. Engatou marcha-ré e conseguiu, após quasi uma hora de atrazo, naquele vai-e-vem, levar afinal, os vagões para o destino desejado.
Não causou-nos surpresa esse fato, porque sempre obedeceu ao seu destino a famosa Rede Mineira de Viação: Ruim, Mais Vai...

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É de costume, desde que o mundo é mundo, conservar-se em quasi todos os quintais, um cão fiel, para dar alarme aos amigos do alheio.
Mas... em Pouso Alegre, além de ouvirmos a noite o ladrar de cães nos quintais, estamos assistindo o enfestamento desses animais pelas vias publicas, pondo em perigo a população, ora pela violência que eles se nos apresenta, ora pela possibilidade de serem atacados de hidrofobia e atacarem muita gente.
A hidra precisa ser atacada pelo poder publico (um Hercules qualquer) antes de consumar males maiores, que o ladrar aos ouvidos de quem não os tem, ou quem os deixam soltos nas ruas, sem rumo nem prumo...

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Todos sabem, ou todos devem saber, que quando se consegue uma linha de ônibus, entre diversas cidades, é obrigado o horário nas localidades por onde percorre.
Mas, o ônibus que faz linha entre Poços de Caldas e Belo Horizonte, passando por outras cidades, inclusive Pouso Alegre, não se dá ao luxo de obedecer os chamados horários.
Sabemos que é facultado, em casos imprevistos, o atraso de conduções. Mas, o que está ocorrendo com o ônibus referido, é que ele costuma chegar às vezes, até uma hora adiantado, em todas as localidades, não dando a menor satisfação aos passageiros que os esperam nas horas marcadas.
E o povo que vá tratando de ser mais mineiro: chegando bem cedo nos pontos de embarque (em Pouso Alegre na magnífica “estação rodoviária” desta cidade), porque o imprevisto do ônibus que faz linha de Poços de Caldas a Belo Horizonte, é chegar quasi sempre, muito, mas muito adiantado.
Contudo, para normatização do fato, pedimos e esperamos a ação das autoridades controladoras do Serviço de Transito.
Extraído do “Informativo Pousoalegrense”, Setembro de 1957, p. 26-27
Escrito como no original

Imagens da cidade

Evento- Teatro Municipal 1948
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT
Platéia PRJ7
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Página da tesoura (Kiko)

Pouso Alegre costuma ser palco de cenas engraçadas. Ainda recentemente, para completar uma das novelas que aqui se faz, resolveram soltar, à noite dentro do Mercado Municipal, um CÃO enorme, que, além de ficar misturando com os gêneros, verduras e legumes dos mercadores, serve para passar susto nos transeuntes que por ali transitam, após às dezoito horas.

Agora está fechada a roda: cães ladrando nos quintais, cães soltos pelas ruas e dentro do Mercado Municipal, numa doida justificativa de que lá no prédio a Av. Duque de Caxias o animal ser e dês-serve ao povo, e nos outros locais “os amigos n. 1 dos homens” servem para praticar cenas imorais e infestar a cidade com presenças sempre ameaçadoras...

Enfim, como já resolveram apelidar tudo neste mundo, inclusive as próprias palavras; assim como a planta parasita é amiga das árvores, o cão sempre serviu-se do homem, para sua própria proteção, passou a ser apelidado de amigo do homem.

Resta agora, somente, que os poderes públicos cogitem, o mais depressa possível, de votar uma lei dando, consequentemente, apelido ao cão de “amigo do homem e sentinela do próprio municipal”...

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Ainda recentemente esteve na cidade um dos maiorais da política e, como sempre, colocou esta terra em estado pavoroso... com mais uma dezena de promessas mirabolantes.

O elemento da grande profissão, rendosa, prometeu mundos e fundos: reformar a cadeia publica, reformar o Fórum, que está pondo em perigo o que ali desenvolvem atividades, construir a ponte do Rio Intaim, etc. e tal!!!

O mais interessante é que para sugestionar ainda mais o povo, trouxe o político suntuoso em sua companhia, um engenheiro, para provar que iria atacar de fato as obras. Tanto o político como o engenheiro, apresentaram-se como pessoas amáveis, polidas... (Também pudera, para se fazer carreira, a condição é aquela mesma: Finura e... NADA MAIS)...

 E o povo que está acostumado a esperar, num eterno “a ver navios”... que vá deixando em perigo as suas vidas, por um possível desabamento do prédio do Fórum, que vá se acostumando a ver os nossos infelizes presos numa cadeia semelhante a uma pocilga, e para completar a história, que os moradores do Bairro do Itaim e alguém que por lá passar, que vá atravessando o rio nas pinguelas...

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E agora uma história alegre, divertida, digna de elogios.

Vamos a ela. Por ser muito engraçada, convém o leitor colocar óculos para ouvi-la com maior clareza. Trata-se do seguinte: os nossos bares, estão assim constituídos: chicaras desbeiçadas, paredes imundas, embriagados dizendo a três por quatro, palavras de baixo calão, cães (sempre os cães) dormindo nos seus interiores...

Ah! Faltava o eterno complemento: as chamadas creaturas “serrotes” sempre “enchendo” aqueles que procuram isolar-se em torno de uma mesa, a fim de tomar um refrigerante acompanhado, e logo vem os “serradores” beliscarem (descaradamente) tudo que se achar exposto na mesa.

Alegres e sorridentes, após “encherem” aqueles que às vezes nem tiveram tempo de aprender a bebida ou o comestível, lá se vão eles, de fininho, à La francesa, como beija-flores de rabo branco, fazendo agoiro em todas as mesas...
Informativo Pousoalegrense 1957
Escrito como no original

Imagens da cidade

Desfile- Rua Duque de Caxias 1953
Acervo do MHMTT
Desfile- Rua Duque de Caxias 1953
Acervo do MHMTT
Exército- 1928
Acervo do MHMTT
Visita do Governador Dr. Milton Campos- Teatro 1948
Acervo do MHMTT

Marco do dia


14/08/1949: É solenemente instalado o Distrito de Senador José Bento, com a presença do Sr. Prefeito Municipal Alvarim Vieira Rios e autoridades.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amadeu de Queiroz


O “Informativo Pousoalegrense” abre suas colunas, neste número, para homenagear um dos mais luminosos espíritos que afloraram nestas plagas- o literato Amadeu de Queiroz.
Em sua longa e grandiosa peregrinação pela terra, Amadeu de Queiroz foi um devotado as letras, devotamento que lhe garantiu um lugar na galeria dos grandes brasileiros. Mercê de sua cultura, de sua dignidade no cultivo das belas letras e de seu grande caráter, galgou elevados degraus no concerto dos homens cultos. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e pertenceu à Academia Paulista de Letras. Em ambas as instituições pauliceias, o “pobre mineiro de Pouso Alegre” era acatado como um luminar.
Ligado à nossa terra pelo nascimento e pela estima, Amadeu de Queiroz circundou de gloria o nome de Pouso Alegre, que lhe rende, por nosso intermédio, um preito reconhecimento imorredouro.
Dos maravilhosos traços de sua personalidade, desejamos sobrelevar sua dedicação e amizade aos moços, aos quais compete retribuir-lhe, seguindo suas pegadas. A mocidade

pousoalegrense, estudiosa e cheia de generosidade deve prestar à memória do imortal conterrâneo a mais agradável homenagem – imitar sua vida. Para conhecer alguns dos princípios que nortearam a existência de Amadeu de Queiroz, citemos suas próprias palavras, verdadeiro auto-retrato do famoso escritor: 
"Eu trabalhei sempre, honestamente, simplesmente, necessariamente, como as águas correm, e como chove e amanhece e faz calor ou frio. De mim ficou uma lição de trabalho, e um modelo de perseverança. Vivo, fui modelo para os jovens, agora sou um mandamento. Nada mais obstará que minha voz continue como a voz dos ventos e dos mares. Sou livre como os elementos, como os elementos, infatigável. Como eles sou eterno”.

Extraído do Informativo Pousoalegrense, Maio de 1957, p. 4-5
Escrito como no original