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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dr. José Antônio Garcia Coutinho


Nasceu em Pouso Alegre em 28 de Fevereiro de 1887 e faleceu em 17 de Setembro de 1946. Filho de Antônio Coutinho Pereira (falecido) e de D. Ana Augusta Garcia de Faria. Fez o curso primário em Silvianópolis na Escola do Prf. Francisco das Chagas Ladislau. Cursou o Ginásio Diocesano “São José) de Pouso Alegre, bacharelando em Ciências e Letras, a 9 de Maio de 1907. Cursou Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo recebido o diploma de médico, depois de haver defendido a tese a 29 de Novembro de 1913. Casou-se com Dona Leonor de Carvalho Coutinho.
Foi médico em São José do Paraíso, onde iniciou sua carreira. Em seguida passou a residir em Pouso Alegre, onde exerceu a sua profissão. Foi professor do Ginásio Diocesano “São José” e Fiscal Federal junto ao Ginásio e Escola Normal “Santa Dorotéia”. Era Major Médico do Corpo de Saúde do Exército. Foi Prefeito de Mocóca, quando da Revolução Nacionalista de São Paulo. Médico da missão Rockfeller em Pouso Alegre, por dois anos, médico da R.M.V. da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Regional “Samuel Libanio”. Escreveu várias peças teatrais: “Pouso Alegre em traços”, “O Eden”, “Paraiso das Damas”, “Princezita”, “De como se faz um Prefeito” (levadas em teatros nacionais pelas Cias. Procópio Ferreira e Olavo de Barros).
Foi um dos primeiro Radioamadores de Pouso Alegre (PY4DX)- e quiçá um dos mais animados do Brasil, nesta qualidade, prestou relevantes serviços ao povo desta região, colocando sempre sua estação a serviço das causas úteis e indispensáveis.
Pouso Alegre, prestou ao Dr. Garcia Coutinho a sua homenagem póstuma dando o seu nome a uma das suas praças, onde também seus amigos ali construíram seu busto como exemplo de bondade e caridade, com as seguintes inscrições: “Amigo! Continuas vivendo e viveras eternamente no coração desta cidade”. “Médico dos pobres! Aceita dos pobres desta terra o tributo da mais profunda gratidão”.

Marco do dia


18/08/1907: Pouso Alegre é a primeira cidade do Sul de Minas a merecer os benefícios de energia elétrica. Iniciativa e trabalhos do Engenheiro Benjamin Franklin Silviano Brandão jovem pousoalegrense com estudos nos Estados Unidos e Europa.
19/08/1977: inauguração da Escola Estadual São José do Pantano, no distrito com o mesmo nome.
21/08/1959: Decreto n° 46.699 autorizando o funcionamento da Faculdade de Direito do Sul de Minas. Fundadores: Dr. Jorge Beltrão (Juiz de Direito), Dr. Geraldo Clemente de Andrade, Dr. Ângelo Consoli, Dr. Ângelo Guersoni, Dr. Rômulo Coelho, Dr. Breno Coutinho, Dr. Evaristo Toledo, Dr. José Duarte Costa, Dr. Alberto Péres e outros. Vestibular: Janeiro de 1960; 1ª aula: 01/03/1960; Primeira turma de Bacharéis: 23/01/1965.

Imagens da cidade

Carnaval 1950- Clube Literario
Acervo do MHMTT
Baile- Teatro Municipal 1946
Acervo do MHMTT
Lançamento da Pedra Fundamental da Capela Nossa Senhora Aparecida
Acervo do MHMTT
Altar do Santuario
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- Fins do século XIX
Acervo do MHMTT

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Página da Tesoura (Xyko)

Muito se tem falado sobre o mictório no mercado municipal local. E a história continua e irá por muito tempo, ocupando grande parte do assunto na imprensa falada e escrita de Pouso Alegre.
Tivemos, ainda há pouco, através do rádio, uma novela bem parecida com a história do mictório desta cidade: “O direito de nascer”... Em contraste com tudo que diz respeito à higiene, lá está o exalador de mau cheiro, servindo dos mais tristes e injustificados comentários, porque servindo de instrumento prejudicial à coletividade, poderá, também servir de outras explorações secundarias, aproveitando-se daqueles que precisam de se agarrar com tudo, para tudo conseguirem!...

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Fato inédito na história acaba de acontecer em Pouso Alegre. (Sempre esta cidade serve de palco a histórias berrantes).
Em junho p. findo, o comboio da Rede Mineira de Viação, após apitar por duas vezes, às 3:30 horas (três e meia horas da madrugada), deu partida e rumou em direção a primeira estação: Porto do Sapucaí. Lá chegando, o maquinista constatou que os vagões  (de passageiro e de carga) tinham ficando na Estação de Pouso Alegre. Engatou marcha-ré e conseguiu, após quasi uma hora de atrazo, naquele vai-e-vem, levar afinal, os vagões para o destino desejado.
Não causou-nos surpresa esse fato, porque sempre obedeceu ao seu destino a famosa Rede Mineira de Viação: Ruim, Mais Vai...

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É de costume, desde que o mundo é mundo, conservar-se em quasi todos os quintais, um cão fiel, para dar alarme aos amigos do alheio.
Mas... em Pouso Alegre, além de ouvirmos a noite o ladrar de cães nos quintais, estamos assistindo o enfestamento desses animais pelas vias publicas, pondo em perigo a população, ora pela violência que eles se nos apresenta, ora pela possibilidade de serem atacados de hidrofobia e atacarem muita gente.
A hidra precisa ser atacada pelo poder publico (um Hercules qualquer) antes de consumar males maiores, que o ladrar aos ouvidos de quem não os tem, ou quem os deixam soltos nas ruas, sem rumo nem prumo...

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Todos sabem, ou todos devem saber, que quando se consegue uma linha de ônibus, entre diversas cidades, é obrigado o horário nas localidades por onde percorre.
Mas, o ônibus que faz linha entre Poços de Caldas e Belo Horizonte, passando por outras cidades, inclusive Pouso Alegre, não se dá ao luxo de obedecer os chamados horários.
Sabemos que é facultado, em casos imprevistos, o atraso de conduções. Mas, o que está ocorrendo com o ônibus referido, é que ele costuma chegar às vezes, até uma hora adiantado, em todas as localidades, não dando a menor satisfação aos passageiros que os esperam nas horas marcadas.
E o povo que vá tratando de ser mais mineiro: chegando bem cedo nos pontos de embarque (em Pouso Alegre na magnífica “estação rodoviária” desta cidade), porque o imprevisto do ônibus que faz linha de Poços de Caldas a Belo Horizonte, é chegar quasi sempre, muito, mas muito adiantado.
Contudo, para normatização do fato, pedimos e esperamos a ação das autoridades controladoras do Serviço de Transito.
Extraído do “Informativo Pousoalegrense”, Setembro de 1957, p. 26-27
Escrito como no original

Imagens da cidade

Evento- Teatro Municipal 1948
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT
Platéia PRJ7
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Página da tesoura (Kiko)

Pouso Alegre costuma ser palco de cenas engraçadas. Ainda recentemente, para completar uma das novelas que aqui se faz, resolveram soltar, à noite dentro do Mercado Municipal, um CÃO enorme, que, além de ficar misturando com os gêneros, verduras e legumes dos mercadores, serve para passar susto nos transeuntes que por ali transitam, após às dezoito horas.

Agora está fechada a roda: cães ladrando nos quintais, cães soltos pelas ruas e dentro do Mercado Municipal, numa doida justificativa de que lá no prédio a Av. Duque de Caxias o animal ser e dês-serve ao povo, e nos outros locais “os amigos n. 1 dos homens” servem para praticar cenas imorais e infestar a cidade com presenças sempre ameaçadoras...

Enfim, como já resolveram apelidar tudo neste mundo, inclusive as próprias palavras; assim como a planta parasita é amiga das árvores, o cão sempre serviu-se do homem, para sua própria proteção, passou a ser apelidado de amigo do homem.

Resta agora, somente, que os poderes públicos cogitem, o mais depressa possível, de votar uma lei dando, consequentemente, apelido ao cão de “amigo do homem e sentinela do próprio municipal”...

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Ainda recentemente esteve na cidade um dos maiorais da política e, como sempre, colocou esta terra em estado pavoroso... com mais uma dezena de promessas mirabolantes.

O elemento da grande profissão, rendosa, prometeu mundos e fundos: reformar a cadeia publica, reformar o Fórum, que está pondo em perigo o que ali desenvolvem atividades, construir a ponte do Rio Intaim, etc. e tal!!!

O mais interessante é que para sugestionar ainda mais o povo, trouxe o político suntuoso em sua companhia, um engenheiro, para provar que iria atacar de fato as obras. Tanto o político como o engenheiro, apresentaram-se como pessoas amáveis, polidas... (Também pudera, para se fazer carreira, a condição é aquela mesma: Finura e... NADA MAIS)...

 E o povo que está acostumado a esperar, num eterno “a ver navios”... que vá deixando em perigo as suas vidas, por um possível desabamento do prédio do Fórum, que vá se acostumando a ver os nossos infelizes presos numa cadeia semelhante a uma pocilga, e para completar a história, que os moradores do Bairro do Itaim e alguém que por lá passar, que vá atravessando o rio nas pinguelas...

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E agora uma história alegre, divertida, digna de elogios.

Vamos a ela. Por ser muito engraçada, convém o leitor colocar óculos para ouvi-la com maior clareza. Trata-se do seguinte: os nossos bares, estão assim constituídos: chicaras desbeiçadas, paredes imundas, embriagados dizendo a três por quatro, palavras de baixo calão, cães (sempre os cães) dormindo nos seus interiores...

Ah! Faltava o eterno complemento: as chamadas creaturas “serrotes” sempre “enchendo” aqueles que procuram isolar-se em torno de uma mesa, a fim de tomar um refrigerante acompanhado, e logo vem os “serradores” beliscarem (descaradamente) tudo que se achar exposto na mesa.

Alegres e sorridentes, após “encherem” aqueles que às vezes nem tiveram tempo de aprender a bebida ou o comestível, lá se vão eles, de fininho, à La francesa, como beija-flores de rabo branco, fazendo agoiro em todas as mesas...
Informativo Pousoalegrense 1957
Escrito como no original

Imagens da cidade

Desfile- Rua Duque de Caxias 1953
Acervo do MHMTT
Desfile- Rua Duque de Caxias 1953
Acervo do MHMTT
Exército- 1928
Acervo do MHMTT
Visita do Governador Dr. Milton Campos- Teatro 1948
Acervo do MHMTT