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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Imagens da cidade
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Imagens da cidade
Sete de Setembro: Aniversário da Publicação do “Pregoeiro Constitucional”
Sete de setembro é uma data notável para o Brasil. Entretanto para Pouso
Alegre esse dia deve ser lembrado de maneira particularmente cara, pois que é a
data do anniversário do primeiro jornal de Pouso Alegre, primeiro do Sul de
Minas e o quinto em toda a província, na ordem chronológica.
No dia 7 de setembro de 1830, há 104 annos, publicou-se no então arraial
de Pouso Alegre, o “Pregoeiro Constitucional”.
Foi seu fundador o Padre José Bento Leite Ferreira de Mello.
“O Pregoeiro”, diz Amadeu de Queiroz, illustre historiador patrício, foi
um jornal de combate, impresso em typographia própria, adquirida unicamente
para esse fim pelo Padre José Bento.
Lendo-se o “Pregoeiro” verifica-se que jamais teve muitos mercantis; não
faz nenhuma referência a própria typographia, tão pouco publica o seu
expediente comercial. Foi jornal de assignantes honorários e escolhidos, de
pequena e cuidadíssima tiragem”.
“A impressão que deixa a leitura do notável jornal de Pouso Alegre,
continua Amadeu de Queiroz é a da nobreza de seus redactores e aristocracia das
idéas que propagavam”.
A typographia do “Pregoeiro” era installada em uma pequena casa que
existiu entre a Praça Senador José Bento e a rua Adolpho Olynto, ao centro da
travessa chamada hoje João da Silva, ao lado esquerdo de quem entra da praça e
onde termina a casa que pertence actualmente ao advogado Dr. José Manoel dos
Reis”.
Natural de Campanha o fundador da imprensa em Pouso Alegre para aqui
veio em provimento a capella do Senhor Bom Jesus de Pouso Alegre, creada em
1810.
Logo após foi nomeado vigário da vara, cargo que jamais abandonou.
A figura impressionante desse homem e a sua obra nos fazem acreditar nas
modernas theorias da civilização em saltos.
Por que sob a sua protecção “o arraial foi de freguezia a villa,
expontaneamente pela riqueza de suas terras, pela salubridade de seu clima,
pelo encanto de sua topographia, pela sua excepcional posição geographica”.
Diz Amadeu de Queiroz, que, pelo estudo minucioso da vida do Padre José
Bento tem-se a impressão de que a freguezia foi creada principalmente pelos
seus esforços pessoaes perante o bispo D. Matheus, constituindo esse
acontecimento o seu primeiro e grande serviço a terra que desinteressadamente
adoptou.
Padre José Bento mereceu as honras honorárias de Cônego Honorário da Sé
de São Paulo, foi nomeado Cavalleiro e Comendador da Ordem de Christo. Foi
Deputado Geral pela província de Minas e em 1834, apresentando em uma lista em
que figuravam, além do seu, os nomes de Vasconcellos e Manoel Ignacio de Mello
e Souza, foi escolhido Senador pelo Regente.
O seu nome ligou-se para sempre a história liberal do paiz e só hoje,
longe das paixões violentas de uma quadra de luctas sangrentas nós podemos
apreciar a grandeza da fé patriótica que o animou.
Conta A. Valadão na “Campanha da Princeza”, em 1830, José Bento funda em
Pouso Alegre o “Pregoeiro Constitucional” a primeira folha que apareceu no
estado de Minas. Era um jornal vibrante- o ferro em brasa na chaga do
absolutismo.
Na typographia do “Pregoeiro” foi impressa a chamada “Constituição de
Pouso Alegre” que seria a Constituição do Brasil se não falhasse o golpe de
Estado de 30 de julho. ;as a constituição ficou, ficou programma de partido,
como expressão que foi do sentimento liberal do paiz.
“E perante a história é impossível separarem-se a figura política de
José Bento e nome do Pregoeiro Constitucional.
Recordemos pois a figura varonil do Senador José Bento e saibamos aproveitar
no centésimo quarto aniversario da fundação do “Pregoeiro Constitucional” as
licções admiráveis de civismo e de interesse pela causa publica que nos deixou
esse ardoroso paladino de sentimento liberal.
Gloria a memória excelsa do Senador José Bento Leite Ferreira de Mello.
Extraído do Jornal “A Cidade” 09/09/1934, capa
*Escrito como no original
Marco do dia
07/09/1955: A Lira Pousoalegrense é inaugurada oficialmente, sob a
eficiente batuta do Maestro Sr. Ademar Campos e a Presidência do Sr. José Nunes
Rebelo.
07/09/1994: È introduzida no Legislativo, antes do inicio das sessões, a
“Oração do Pai Nosso”, iniciativa do Presidente Cantalicio Teodoro Borges e
seguida pelas demais presidências.
08/09/1899: Fundado o Ginásio Diocesano São José de propriedade da
Diocese, pelo Padre José Paulino de Andrada, na chácara onde funcionou o
Colégio Mendonça (14 GAC).
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Imagens da cidade
O Parque Infantil
A repercussão do que dissemos em nosso ultimo número, sobre o Parque
Infantil foi grande. Pessoalmente e por meio de cartas, diversas pessoas e das
mais gradas, do nosso meio, tem vindo até nós a fim de nos manifestar a sua
solidariedade a respeito do assunto e isso nos leva, para não mentirmos a
missão de que se impôs a este jornal de sempre se bater pela verdade e pelo
progresso e desenvolvimento de Pouso Alegre, a tratarmos novamente da matéria,
chamando para ela a atenção de nossa administração publica, que hoje tem como a
testa um honrado cidadão, digno chefe de família o qual não pode ficar indiferente à sorte do nosso Parque Infantil
hoje inteiramente abandonado e desmantelado, próprio, por conseguinte, para o
recreio de nossa petizada e família que acompanha, com prazer, a esse ponto de
reunião, de inegável utilidade e grande alcance social.
Para mais agravar essa situação, chega-nos ao conhecimento que, marginais,
desocupados e elementos. Gente bem, quem sabe? Se postam a noite para o lado da
Igreja de Nossa Senhora do Rosario, parte escura do Parque (o guarda séde ao
lado aposto onde está a Prefeitura) e ai se dirigem as mocinhas e famílias, que
por ali sem vêm obrigadas a transitar, gracejos pesados, ofencivos a sua
dignidade...
Extraido do Jornal “O Linguarudo” 12/05/1963
Escrito como no original
Marco do dia
24/08/1943: É expedido o aviso n° 411/348 da secretaria geral do
Exército criando o campo de prisioneiros de Guerra em Pouso Alegre, no 8°RAM,
recebendo prisioneiros alemães de 22/09/43 a 15/04/1944, num total de 62
prisioneiros.
26/08/1833: A regência em nome do Imperador D. Pedro II, concede ao
cidadão Julião Florence Meyer, de nação Belga, a carta de naturalização de
brasileiro.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Supervisor e Assessora de Imprensa do MHMTT visitam arquivo da Câmara Municipal de Bragança Paulista
Na última quarta-feira (22/08) esteve visitando
o Arquivo da Câmara Municipal de Bragança Paulista o Supervisor deste Museu
Alexandre de Araújo e a Assessora de Imprensa Suely Férrer, tendo a oportunidade de realizar um levantamento em atas do legislativo sobre o primeiro presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre Padre Mariano Pinto Tavares. Satisfeitos com a acolhida, ao término da visita, o Museu Histórico Tuany Toledo foi presenteado com duas publicações daquela instituição.
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| Sr. Alexandre de Araujo e Fatima (funcionaria do Arquivo da Camara Municipal de Bragança Paulista) |
![]() |
| Documentaçao contendo assinatura do Padre Mariano Pinto Tavares |
Eleições através dos tempos
Marco do dia
23/08/1962: É inaugurado o novo “Cine Glória” de propriedade do Sr. Delfino
Machado, à Praça Senador José Bento (hoje Lojas Pernambucanas).
24/08/1943: É expedido o aviso n° 411/348 da secretaria geral do
Exército criando o campo de prisioneiros de Guerra em Pouso Alegre, no 8°RAM,
recebendo prisioneiros alemães de 22/09/43 a 15/04/1944, num total de 62
prisioneiros.
Imagens da cidade
O Relógio da Catedral
As obras da nova Catedral caminham a passos largos. E os olhos da nossa
população se enchem de prazer ao contemplar a imponência da augusta massa
arquitetônica que ali, no largo histórico de Pouso Alegre, se está erguendo
como um atestado vibrante da generosidade e fé dos Católicos desta Diocese e a
firme e inabalável vontade de um Bispo que dá a nós todos uma demonstração
consoladora de operosidade e ação construtiva. Ora bem. Deante da imponência da
construção, que está interessando bem de perto a população de nossa terra, não
é possível deixar de formular uma pequena advertência sobre o futuro relógio
que irá ornamentar uma de suas torres. Pensamos que os beneméritos mentores dos
serviços que são orientados no sentido de brindar nossa Diocese com uma
Catedral maravilhosa, não devem recuar deante do custo a que possa montar um
relógio, que seja uma obra à altura dos fins que devem preencher.
Um relógio como o da Catedral de Pouso Alegre, além de ser um ornamento,
necessário da torre em que será colocado, é um complemento, por isso mesmo, da
magestade do empreendimento que o esforço da população católica está realisando
sob a segura orientação do nosso Bispo, é também um regulador publico, passando
a marcar e unificar toda a atividade social e econômica do nosso município,
imprimindo-lhe ordem e eficiência.
Claro que neste caso não será um relógio só para os católicos,
interessará população interia da cidade, na totalidade de suas classes, será um
relógio dos ricos e dos pobres, mais destes que daqueles, um relógio que
ofertará a todos os lares a hora certa.
Por isso, o concurso para que se coloque na Catedral um bom relógio,
deve ser de todos, cabendo neste caso, igualmente, uma providência simpática
dos poderes públicos, que como chefes do governo municipal devem colaborar como
opinião geral no sentido de que a nossa Catedral e o nosso povo tenham o
relógio que merecem e de que necessitam.
Extraído do Jornal O Linguarudo, 12/02/1949, capa
Escrito como no original terça-feira, 21 de agosto de 2012
Dr. José Antônio Garcia Coutinho
Nasceu em Pouso Alegre em 28 de Fevereiro de 1887 e faleceu em 17 de
Setembro de 1946. Filho de Antônio Coutinho Pereira (falecido) e de D. Ana
Augusta Garcia de Faria. Fez o curso primário em Silvianópolis na Escola do Prf.
Francisco das Chagas Ladislau. Cursou o Ginásio Diocesano “São José) de Pouso
Alegre, bacharelando em Ciências e Letras, a 9 de Maio de 1907. Cursou
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo recebido o diploma de médico,
depois de haver defendido a tese a 29 de Novembro de 1913. Casou-se com Dona
Leonor de Carvalho Coutinho.
Foi médico em São José do Paraíso, onde iniciou sua carreira. Em seguida
passou a residir em Pouso Alegre, onde exerceu a sua profissão. Foi professor
do Ginásio Diocesano “São José” e Fiscal Federal junto ao Ginásio e Escola
Normal “Santa Dorotéia”. Era Major Médico do Corpo de Saúde do Exército. Foi
Prefeito de Mocóca, quando da Revolução Nacionalista de São Paulo. Médico da
missão Rockfeller em Pouso Alegre, por dois anos, médico da R.M.V. da Santa
Casa de Misericórdia e do Hospital Regional “Samuel Libanio”. Escreveu várias
peças teatrais: “Pouso Alegre em traços”, “O Eden”, “Paraiso das Damas”,
“Princezita”, “De como se faz um Prefeito” (levadas em teatros nacionais pelas Cias.
Procópio Ferreira e Olavo de Barros).
Foi um dos primeiro Radioamadores de Pouso Alegre (PY4DX)- e quiçá um
dos mais animados do Brasil, nesta qualidade, prestou relevantes serviços ao
povo desta região, colocando sempre sua estação a serviço das causas úteis e
indispensáveis.
Pouso Alegre, prestou ao Dr. Garcia Coutinho a sua homenagem póstuma
dando o seu nome a uma das suas praças, onde também seus amigos ali construíram
seu busto como exemplo de bondade e caridade, com as seguintes inscrições: “Amigo!
Continuas vivendo e viveras eternamente no coração desta cidade”. “Médico dos
pobres! Aceita dos pobres desta terra o tributo da mais profunda gratidão”. Marco do dia
18/08/1907: Pouso Alegre é a primeira cidade do Sul de Minas a merecer
os benefícios de energia elétrica. Iniciativa e trabalhos do Engenheiro
Benjamin Franklin Silviano Brandão jovem pousoalegrense com estudos nos Estados
Unidos e Europa.
19/08/1977: inauguração da Escola Estadual São José do Pantano, no
distrito com o mesmo nome.
21/08/1959: Decreto n° 46.699 autorizando o funcionamento da Faculdade
de Direito do Sul de Minas. Fundadores: Dr. Jorge Beltrão (Juiz de Direito),
Dr. Geraldo Clemente de Andrade, Dr. Ângelo Consoli, Dr. Ângelo Guersoni, Dr.
Rômulo Coelho, Dr. Breno Coutinho, Dr. Evaristo Toledo, Dr. José Duarte Costa,
Dr. Alberto Péres e outros. Vestibular: Janeiro de 1960; 1ª aula: 01/03/1960;
Primeira turma de Bacharéis: 23/01/1965.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Página da Tesoura (Xyko)
Muito se tem falado sobre o mictório no mercado municipal local. E a
história continua e irá por muito tempo, ocupando grande parte do assunto na
imprensa falada e escrita de Pouso Alegre.
Tivemos, ainda há pouco, através do rádio, uma novela bem parecida com a
história do mictório desta cidade: “O direito de nascer”... Em contraste com
tudo que diz respeito à higiene, lá está o exalador de mau cheiro, servindo dos
mais tristes e injustificados comentários, porque servindo de instrumento
prejudicial à coletividade, poderá, também servir de outras explorações
secundarias, aproveitando-se daqueles que precisam de se agarrar com tudo, para
tudo conseguirem!...
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Fato inédito na história acaba de acontecer em Pouso
Alegre. (Sempre esta cidade serve de palco a histórias berrantes).
Em junho p. findo, o comboio da Rede Mineira de
Viação, após apitar por duas vezes, às 3:30 horas (três e meia horas da
madrugada), deu partida e rumou em direção a primeira estação: Porto do
Sapucaí. Lá chegando, o maquinista constatou que os vagões (de passageiro e de carga) tinham ficando na
Estação de Pouso Alegre. Engatou marcha-ré e conseguiu, após quasi uma hora de
atrazo, naquele vai-e-vem, levar afinal, os vagões para o destino desejado.
Não causou-nos surpresa esse fato, porque sempre
obedeceu ao seu destino a famosa Rede Mineira de Viação: Ruim, Mais Vai...
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É de costume, desde que o mundo é mundo, conservar-se
em quasi todos os quintais, um cão fiel, para dar alarme aos amigos do alheio.
Mas... em Pouso Alegre, além de ouvirmos a noite o
ladrar de cães nos quintais, estamos assistindo o enfestamento desses animais
pelas vias publicas, pondo em perigo a população, ora pela violência que eles
se nos apresenta, ora pela possibilidade de serem atacados de hidrofobia e
atacarem muita gente.
A hidra precisa ser atacada pelo poder publico (um
Hercules qualquer) antes de consumar males maiores, que o ladrar aos ouvidos de
quem não os tem, ou quem os deixam soltos nas ruas, sem rumo nem prumo...
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Todos sabem, ou todos devem saber, que quando se consegue uma linha de
ônibus, entre diversas cidades, é obrigado o horário nas localidades por onde
percorre.
Mas, o ônibus que faz linha entre Poços de Caldas e Belo Horizonte,
passando por outras cidades, inclusive Pouso Alegre, não se dá ao luxo de
obedecer os chamados horários.
Sabemos que é facultado, em casos imprevistos, o atraso de conduções.
Mas, o que está ocorrendo com o ônibus referido, é que ele costuma chegar às
vezes, até uma hora adiantado, em todas as localidades, não dando a menor
satisfação aos passageiros que os esperam nas horas marcadas.
E o povo que vá tratando de ser mais mineiro: chegando bem cedo nos
pontos de embarque (em Pouso Alegre na magnífica “estação rodoviária” desta
cidade), porque o imprevisto do ônibus que faz linha de Poços de Caldas a Belo
Horizonte, é chegar quasi sempre, muito, mas muito adiantado.
Contudo, para normatização do fato, pedimos e esperamos a ação das
autoridades controladoras do Serviço de Transito.
Extraído do “Informativo Pousoalegrense”, Setembro de
1957, p. 26-27
Escrito como no original
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Página da tesoura (Kiko)
Pouso Alegre costuma ser palco de cenas engraçadas. Ainda recentemente,
para completar uma das novelas que aqui se faz, resolveram soltar, à noite
dentro do Mercado Municipal, um CÃO enorme, que, além de ficar misturando com
os gêneros, verduras e legumes dos mercadores, serve para passar susto nos
transeuntes que por ali transitam, após às dezoito horas.
Agora está fechada a roda:
cães ladrando nos quintais, cães soltos pelas ruas e dentro do Mercado
Municipal, numa doida justificativa de que lá no prédio a Av. Duque de Caxias o
animal ser e dês-serve ao povo, e
nos outros locais “os amigos n. 1 dos homens” servem para praticar cenas
imorais e infestar a cidade com presenças sempre ameaçadoras...
Enfim, como já resolveram apelidar tudo neste mundo, inclusive as próprias
palavras; assim como a planta parasita é amiga
das árvores, o cão sempre serviu-se do homem, para sua própria proteção,
passou a ser apelidado de amigo do
homem.
Resta agora, somente, que os poderes públicos cogitem, o mais depressa
possível, de votar uma lei dando, consequentemente, apelido ao cão de “amigo do homem e sentinela do próprio
municipal”...
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Ainda recentemente esteve na cidade um dos maiorais da
política e, como sempre, colocou esta terra em estado pavoroso... com mais uma dezena de promessas mirabolantes.
O elemento da grande
profissão, rendosa, prometeu mundos e fundos: reformar a cadeia publica, reformar
o Fórum, que está pondo em perigo o que ali desenvolvem atividades, construir a
ponte do Rio Intaim, etc. e tal!!!
O mais interessante é que para sugestionar ainda mais
o povo, trouxe o político suntuoso em sua companhia, um engenheiro, para provar
que iria atacar de fato as obras. Tanto o político como o engenheiro,
apresentaram-se como pessoas amáveis, polidas... (Também pudera, para se fazer
carreira, a condição é aquela mesma: Finura e... NADA MAIS)...
E o povo que
está acostumado a esperar, num eterno “a ver navios”... que vá deixando em
perigo as suas vidas, por um possível desabamento do prédio do Fórum, que vá se
acostumando a ver os nossos infelizes presos numa cadeia semelhante a uma
pocilga, e para completar a história, que os moradores do Bairro do Itaim e
alguém que por lá passar, que vá atravessando o rio nas pinguelas...
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E agora uma história alegre, divertida, digna de
elogios.
Vamos a ela. Por ser muito engraçada, convém o leitor
colocar óculos para ouvi-la com
maior clareza. Trata-se do seguinte: os nossos bares, estão assim constituídos:
chicaras desbeiçadas, paredes imundas, embriagados dizendo a três por quatro,
palavras de baixo calão, cães (sempre os cães) dormindo nos seus interiores...
Ah! Faltava o eterno
complemento: as chamadas creaturas “serrotes” sempre “enchendo” aqueles que
procuram isolar-se em torno de uma mesa, a fim de tomar um refrigerante acompanhado,
e logo vem os “serradores” beliscarem (descaradamente) tudo que se achar
exposto na mesa.
Alegres e sorridentes, após “encherem” aqueles que às
vezes nem tiveram tempo de aprender a bebida ou o comestível, lá se vão eles,
de fininho, à La francesa, como beija-flores de rabo branco, fazendo agoiro em
todas as mesas...
Informativo Pousoalegrense 1957Escrito como no original
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