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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eleições através dos tempos- candidatos da década de 60

 
 
 
 

Imagens da cidade

Praça e Avenida- 1880
Acervo do MHMTT
Avenida- 1880
Acervo do MHMTT
Catedral 1880
Acervodo MHMTT
Ponte sobre o Rio Mandu- 1893
Acervo do MHMTT
Planta da Cidade de Pouso Alegre- 1927
Acervo do MHMTT

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eleições através dos tempos- Década de 40

 
 

Imagens da cidade

Grupo Integralista de Pouso Alegre- Década de 30
Acervo do MHMTT
Grupo Integralista em frente a Catedral- Década de 30
Acervo do MHMTT
Pouso Alegre- Avenida 1880
Acervo do MHMTT
Obelisco- Praça 1904
Acervo do MHMTT
Praça Catedral- 1880
Acervo do MHMTT

Sete de Setembro: Aniversário da Publicação do “Pregoeiro Constitucional”



Sete de setembro é uma data notável para o Brasil. Entretanto para Pouso Alegre esse dia deve ser lembrado de maneira particularmente cara, pois que é a data do anniversário do primeiro jornal de Pouso Alegre, primeiro do Sul de Minas e o quinto em toda a província, na ordem chronológica.
No dia 7 de setembro de 1830, há 104 annos, publicou-se no então arraial de Pouso Alegre, o “Pregoeiro Constitucional”.
Foi seu fundador o Padre José Bento Leite Ferreira de Mello.
“O Pregoeiro”, diz Amadeu de Queiroz, illustre historiador patrício, foi um jornal de combate, impresso em typographia própria, adquirida unicamente para esse fim pelo Padre José Bento.
Lendo-se o “Pregoeiro” verifica-se que jamais teve muitos mercantis; não faz nenhuma referência a própria typographia, tão pouco publica o seu expediente comercial. Foi jornal de assignantes honorários e escolhidos, de pequena e cuidadíssima tiragem”.
“A impressão que deixa a leitura do notável jornal de Pouso Alegre, continua Amadeu de Queiroz é a da nobreza de seus redactores e aristocracia das idéas que propagavam”.
A typographia do “Pregoeiro” era installada em uma pequena casa que existiu entre a Praça Senador José Bento e a rua Adolpho Olynto, ao centro da travessa chamada hoje João da Silva, ao lado esquerdo de quem entra da praça e onde termina a casa que pertence actualmente ao advogado Dr. José Manoel dos Reis”.
Natural de Campanha o fundador da imprensa em Pouso Alegre para aqui veio em provimento a capella do Senhor Bom Jesus de Pouso Alegre, creada em 1810.
Logo após foi nomeado vigário da vara, cargo que jamais abandonou.
A figura impressionante desse homem e a sua obra nos fazem acreditar nas modernas theorias da civilização em saltos.
Por que sob a sua protecção “o arraial foi de freguezia a villa, expontaneamente pela riqueza de suas terras, pela salubridade de seu clima, pelo encanto de sua topographia, pela sua excepcional posição geographica”.
Diz Amadeu de Queiroz, que, pelo estudo minucioso da vida do Padre José Bento tem-se a impressão de que a freguezia foi creada principalmente pelos seus esforços pessoaes perante o bispo D. Matheus, constituindo esse acontecimento o seu primeiro e grande serviço a terra que desinteressadamente adoptou.
Padre José Bento mereceu as honras honorárias de Cônego Honorário da Sé de São Paulo, foi nomeado Cavalleiro e Comendador da Ordem de Christo. Foi Deputado Geral pela província de Minas e em 1834, apresentando em uma lista em que figuravam, além do seu, os nomes de Vasconcellos e Manoel Ignacio de Mello e Souza, foi escolhido Senador pelo Regente.
O seu nome ligou-se para sempre a história liberal do paiz e só hoje, longe das paixões violentas de uma quadra de luctas sangrentas nós podemos apreciar a grandeza da fé patriótica que o animou.
Conta A. Valadão na “Campanha da Princeza”, em 1830, José Bento funda em Pouso Alegre o “Pregoeiro Constitucional” a primeira folha que apareceu no estado de Minas. Era um jornal vibrante- o ferro em brasa na chaga do absolutismo.
Na typographia do “Pregoeiro” foi impressa a chamada “Constituição de Pouso Alegre” que seria a Constituição do Brasil se não falhasse o golpe de Estado de 30 de julho. ;as a constituição ficou, ficou programma de partido, como expressão que foi do sentimento liberal do paiz.
“E perante a história é impossível separarem-se a figura política de José Bento e nome do Pregoeiro Constitucional.
Recordemos pois a figura varonil do Senador José Bento e saibamos aproveitar no centésimo quarto aniversario da fundação do “Pregoeiro Constitucional” as licções admiráveis de civismo e de interesse pela causa publica que nos deixou esse ardoroso paladino de sentimento liberal.
Gloria a memória excelsa do Senador José Bento Leite Ferreira de Mello.

Extraído do Jornal “A Cidade” 09/09/1934, capa
*Escrito como no original

Marco do dia


07/09/1830: “Pregoeiro Constitucional”- O Cônego José Bento Leite Ferreira de Melo, auxiliado pelo seu coadjutor, Padre João Dias de Quadros Aranha, publicou o jornal “Pregoeiro Constitucional”, órgão de grande relevo nas luas políticas da época. Foi o primeiro jornal que se publicou no Sul de Minas e o quinto da Província. Foi nas oficinas desse jornal (Travessa João da Silva) que se editou o projeto da nova Constituição do Império, chamada de “Constituição de Pouso Alegre”.
 

07/09/1955: A Lira Pousoalegrense é inaugurada oficialmente, sob a eficiente batuta do Maestro Sr. Ademar Campos e a Presidência do Sr. José Nunes Rebelo. 

07/09/1994: È introduzida no Legislativo, antes do inicio das sessões, a “Oração do Pai Nosso”, iniciativa do Presidente Cantalicio Teodoro Borges e seguida pelas demais presidências.
 

08/09/1899: Fundado o Ginásio Diocesano São José de propriedade da Diocese, pelo Padre José Paulino de Andrada, na chácara onde funcionou o Colégio Mendonça (14 GAC).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Imagens da cidade

Praça Senador José Bento- Década de 30
Acervo do MHMTT
Centenario da Cidade- 1948
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- Década de 30
Acervo do MHMTT
Pouso Alegre entre 1905-1906
Acervo do MHMTT

O Parque Infantil

A repercussão do que dissemos em nosso ultimo número, sobre o Parque Infantil foi grande. Pessoalmente e por meio de cartas, diversas pessoas e das mais gradas, do nosso meio, tem vindo até nós a fim de nos manifestar a sua solidariedade a respeito do assunto e isso nos leva, para não mentirmos a missão de que se impôs a este jornal de sempre se bater pela verdade e pelo progresso e desenvolvimento de Pouso Alegre, a tratarmos novamente da matéria, chamando para ela a atenção de nossa administração publica, que hoje tem como a testa um honrado cidadão, digno chefe de família o qual não pode ficar  indiferente à sorte do nosso Parque Infantil hoje inteiramente abandonado e desmantelado, próprio, por conseguinte, para o recreio de nossa petizada e família que acompanha, com prazer, a esse ponto de reunião, de inegável utilidade e grande alcance social.

Para mais agravar essa situação, chega-nos ao conhecimento que, marginais, desocupados e elementos. Gente bem, quem sabe? Se postam a noite para o lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosario, parte escura do Parque (o guarda séde ao lado aposto onde está a Prefeitura) e ai se dirigem as mocinhas e famílias, que por ali sem vêm obrigadas a transitar, gracejos pesados, ofencivos a sua dignidade...
Extraido do Jornal “O Linguarudo” 12/05/1963
Escrito como no original

Marco do dia

24/08/1943: É expedido o aviso n° 411/348 da secretaria geral do Exército criando o campo de prisioneiros de Guerra em Pouso Alegre, no 8°RAM, recebendo prisioneiros alemães de 22/09/43 a 15/04/1944, num total de 62 prisioneiros.

26/08/1833: A regência em nome do Imperador D. Pedro II, concede ao cidadão Julião Florence Meyer, de nação Belga, a carta de naturalização de brasileiro.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Supervisor e Assessora de Imprensa do MHMTT visitam arquivo da Câmara Municipal de Bragança Paulista

Na última quarta-feira (22/08) esteve visitando o Arquivo da Câmara Municipal de Bragança Paulista o Supervisor deste Museu Alexandre de Araújo e a Assessora de Imprensa Suely Férrer, tendo a oportunidade de realizar um levantamento em atas do legislativo sobre o primeiro presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre Padre Mariano Pinto Tavares. Satisfeitos com a acolhida, ao término da visita, o Museu Histórico Tuany Toledo foi presenteado com duas publicações daquela instituição.
Sr. Alexandre de Araujo e Fatima (funcionaria do Arquivo da Camara Municipal de Bragança Paulista)
Documentaçao contendo assinatura do Padre Mariano Pinto Tavares



Eleições através dos tempos

Iremos aqui publicar algumas propagandas de candidatos políticos da cidade de Pouso

Alegre em diversas épocas. Acompanhe alguns da década de 60:
 
 
 
Adicionar legenda



Marco do dia


23/08/1962: É inaugurado o novo “Cine Glória” de propriedade do Sr. Delfino Machado, à Praça Senador José Bento (hoje Lojas Pernambucanas).  
24/08/1943: É expedido o aviso n° 411/348 da secretaria geral do Exército criando o campo de prisioneiros de Guerra em Pouso Alegre, no 8°RAM, recebendo prisioneiros alemães de 22/09/43 a 15/04/1944, num total de 62 prisioneiros.

Imagens da cidade

Igreja Sao José- 14 GAC
Acervo do MHMTT
Catedral e Praça- Inicio do século XX
Acervo do MHMTT
Desfile- Década de 30
Acervo do MHMTT
Desfile- Década de 40
Acervo do MHMTT
Praça Senador José Bento- Década de 30
Acervo do MHMTT

O Relógio da Catedral

As obras da nova Catedral caminham a passos largos. E os olhos da nossa população se enchem de prazer ao contemplar a imponência da augusta massa arquitetônica que ali, no largo histórico de Pouso Alegre, se está erguendo como um atestado vibrante da generosidade e fé dos Católicos desta Diocese e a firme e inabalável vontade de um Bispo que dá a nós todos uma demonstração consoladora de operosidade e ação construtiva. Ora bem. Deante da imponência da construção, que está interessando bem de perto a população de nossa terra, não é possível deixar de formular uma pequena advertência sobre o futuro relógio que irá ornamentar uma de suas torres. Pensamos que os beneméritos mentores dos serviços que são orientados no sentido de brindar nossa Diocese com uma Catedral maravilhosa, não devem recuar deante do custo a que possa montar um relógio, que seja uma obra à altura dos fins que devem preencher.
Um relógio como o da Catedral de Pouso Alegre, além de ser um ornamento, necessário da torre em que será colocado, é um complemento, por isso mesmo, da magestade do empreendimento que o esforço da população católica está realisando sob a segura orientação do nosso Bispo, é também um regulador publico, passando a marcar e unificar toda a atividade social e econômica do nosso município, imprimindo-lhe ordem e eficiência.
Claro que neste caso não será um relógio só para os católicos, interessará população interia da cidade, na totalidade de suas classes, será um relógio dos ricos e dos pobres, mais destes que daqueles, um relógio que ofertará a todos os lares a hora certa.
Por isso, o concurso para que se coloque na Catedral um bom relógio, deve ser de todos, cabendo neste caso, igualmente, uma providência simpática dos poderes públicos, que como chefes do governo municipal devem colaborar como opinião geral no sentido de que a nossa Catedral e o nosso povo tenham o relógio que merecem e de que necessitam.

Extraído do Jornal O Linguarudo, 12/02/1949, capa
Escrito como no original

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dr. José Antônio Garcia Coutinho


Nasceu em Pouso Alegre em 28 de Fevereiro de 1887 e faleceu em 17 de Setembro de 1946. Filho de Antônio Coutinho Pereira (falecido) e de D. Ana Augusta Garcia de Faria. Fez o curso primário em Silvianópolis na Escola do Prf. Francisco das Chagas Ladislau. Cursou o Ginásio Diocesano “São José) de Pouso Alegre, bacharelando em Ciências e Letras, a 9 de Maio de 1907. Cursou Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo recebido o diploma de médico, depois de haver defendido a tese a 29 de Novembro de 1913. Casou-se com Dona Leonor de Carvalho Coutinho.
Foi médico em São José do Paraíso, onde iniciou sua carreira. Em seguida passou a residir em Pouso Alegre, onde exerceu a sua profissão. Foi professor do Ginásio Diocesano “São José” e Fiscal Federal junto ao Ginásio e Escola Normal “Santa Dorotéia”. Era Major Médico do Corpo de Saúde do Exército. Foi Prefeito de Mocóca, quando da Revolução Nacionalista de São Paulo. Médico da missão Rockfeller em Pouso Alegre, por dois anos, médico da R.M.V. da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Regional “Samuel Libanio”. Escreveu várias peças teatrais: “Pouso Alegre em traços”, “O Eden”, “Paraiso das Damas”, “Princezita”, “De como se faz um Prefeito” (levadas em teatros nacionais pelas Cias. Procópio Ferreira e Olavo de Barros).
Foi um dos primeiro Radioamadores de Pouso Alegre (PY4DX)- e quiçá um dos mais animados do Brasil, nesta qualidade, prestou relevantes serviços ao povo desta região, colocando sempre sua estação a serviço das causas úteis e indispensáveis.
Pouso Alegre, prestou ao Dr. Garcia Coutinho a sua homenagem póstuma dando o seu nome a uma das suas praças, onde também seus amigos ali construíram seu busto como exemplo de bondade e caridade, com as seguintes inscrições: “Amigo! Continuas vivendo e viveras eternamente no coração desta cidade”. “Médico dos pobres! Aceita dos pobres desta terra o tributo da mais profunda gratidão”.

Marco do dia


18/08/1907: Pouso Alegre é a primeira cidade do Sul de Minas a merecer os benefícios de energia elétrica. Iniciativa e trabalhos do Engenheiro Benjamin Franklin Silviano Brandão jovem pousoalegrense com estudos nos Estados Unidos e Europa.
19/08/1977: inauguração da Escola Estadual São José do Pantano, no distrito com o mesmo nome.
21/08/1959: Decreto n° 46.699 autorizando o funcionamento da Faculdade de Direito do Sul de Minas. Fundadores: Dr. Jorge Beltrão (Juiz de Direito), Dr. Geraldo Clemente de Andrade, Dr. Ângelo Consoli, Dr. Ângelo Guersoni, Dr. Rômulo Coelho, Dr. Breno Coutinho, Dr. Evaristo Toledo, Dr. José Duarte Costa, Dr. Alberto Péres e outros. Vestibular: Janeiro de 1960; 1ª aula: 01/03/1960; Primeira turma de Bacharéis: 23/01/1965.

Imagens da cidade

Carnaval 1950- Clube Literario
Acervo do MHMTT
Baile- Teatro Municipal 1946
Acervo do MHMTT
Lançamento da Pedra Fundamental da Capela Nossa Senhora Aparecida
Acervo do MHMTT
Altar do Santuario
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- Fins do século XIX
Acervo do MHMTT

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Página da Tesoura (Xyko)

Muito se tem falado sobre o mictório no mercado municipal local. E a história continua e irá por muito tempo, ocupando grande parte do assunto na imprensa falada e escrita de Pouso Alegre.
Tivemos, ainda há pouco, através do rádio, uma novela bem parecida com a história do mictório desta cidade: “O direito de nascer”... Em contraste com tudo que diz respeito à higiene, lá está o exalador de mau cheiro, servindo dos mais tristes e injustificados comentários, porque servindo de instrumento prejudicial à coletividade, poderá, também servir de outras explorações secundarias, aproveitando-se daqueles que precisam de se agarrar com tudo, para tudo conseguirem!...

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Fato inédito na história acaba de acontecer em Pouso Alegre. (Sempre esta cidade serve de palco a histórias berrantes).
Em junho p. findo, o comboio da Rede Mineira de Viação, após apitar por duas vezes, às 3:30 horas (três e meia horas da madrugada), deu partida e rumou em direção a primeira estação: Porto do Sapucaí. Lá chegando, o maquinista constatou que os vagões  (de passageiro e de carga) tinham ficando na Estação de Pouso Alegre. Engatou marcha-ré e conseguiu, após quasi uma hora de atrazo, naquele vai-e-vem, levar afinal, os vagões para o destino desejado.
Não causou-nos surpresa esse fato, porque sempre obedeceu ao seu destino a famosa Rede Mineira de Viação: Ruim, Mais Vai...

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É de costume, desde que o mundo é mundo, conservar-se em quasi todos os quintais, um cão fiel, para dar alarme aos amigos do alheio.
Mas... em Pouso Alegre, além de ouvirmos a noite o ladrar de cães nos quintais, estamos assistindo o enfestamento desses animais pelas vias publicas, pondo em perigo a população, ora pela violência que eles se nos apresenta, ora pela possibilidade de serem atacados de hidrofobia e atacarem muita gente.
A hidra precisa ser atacada pelo poder publico (um Hercules qualquer) antes de consumar males maiores, que o ladrar aos ouvidos de quem não os tem, ou quem os deixam soltos nas ruas, sem rumo nem prumo...

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Todos sabem, ou todos devem saber, que quando se consegue uma linha de ônibus, entre diversas cidades, é obrigado o horário nas localidades por onde percorre.
Mas, o ônibus que faz linha entre Poços de Caldas e Belo Horizonte, passando por outras cidades, inclusive Pouso Alegre, não se dá ao luxo de obedecer os chamados horários.
Sabemos que é facultado, em casos imprevistos, o atraso de conduções. Mas, o que está ocorrendo com o ônibus referido, é que ele costuma chegar às vezes, até uma hora adiantado, em todas as localidades, não dando a menor satisfação aos passageiros que os esperam nas horas marcadas.
E o povo que vá tratando de ser mais mineiro: chegando bem cedo nos pontos de embarque (em Pouso Alegre na magnífica “estação rodoviária” desta cidade), porque o imprevisto do ônibus que faz linha de Poços de Caldas a Belo Horizonte, é chegar quasi sempre, muito, mas muito adiantado.
Contudo, para normatização do fato, pedimos e esperamos a ação das autoridades controladoras do Serviço de Transito.
Extraído do “Informativo Pousoalegrense”, Setembro de 1957, p. 26-27
Escrito como no original

Imagens da cidade

Evento- Teatro Municipal 1948
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT
Platéia PRJ7
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT
PRJ7
Acervo do MHMTT

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Página da tesoura (Kiko)

Pouso Alegre costuma ser palco de cenas engraçadas. Ainda recentemente, para completar uma das novelas que aqui se faz, resolveram soltar, à noite dentro do Mercado Municipal, um CÃO enorme, que, além de ficar misturando com os gêneros, verduras e legumes dos mercadores, serve para passar susto nos transeuntes que por ali transitam, após às dezoito horas.

Agora está fechada a roda: cães ladrando nos quintais, cães soltos pelas ruas e dentro do Mercado Municipal, numa doida justificativa de que lá no prédio a Av. Duque de Caxias o animal ser e dês-serve ao povo, e nos outros locais “os amigos n. 1 dos homens” servem para praticar cenas imorais e infestar a cidade com presenças sempre ameaçadoras...

Enfim, como já resolveram apelidar tudo neste mundo, inclusive as próprias palavras; assim como a planta parasita é amiga das árvores, o cão sempre serviu-se do homem, para sua própria proteção, passou a ser apelidado de amigo do homem.

Resta agora, somente, que os poderes públicos cogitem, o mais depressa possível, de votar uma lei dando, consequentemente, apelido ao cão de “amigo do homem e sentinela do próprio municipal”...

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Ainda recentemente esteve na cidade um dos maiorais da política e, como sempre, colocou esta terra em estado pavoroso... com mais uma dezena de promessas mirabolantes.

O elemento da grande profissão, rendosa, prometeu mundos e fundos: reformar a cadeia publica, reformar o Fórum, que está pondo em perigo o que ali desenvolvem atividades, construir a ponte do Rio Intaim, etc. e tal!!!

O mais interessante é que para sugestionar ainda mais o povo, trouxe o político suntuoso em sua companhia, um engenheiro, para provar que iria atacar de fato as obras. Tanto o político como o engenheiro, apresentaram-se como pessoas amáveis, polidas... (Também pudera, para se fazer carreira, a condição é aquela mesma: Finura e... NADA MAIS)...

 E o povo que está acostumado a esperar, num eterno “a ver navios”... que vá deixando em perigo as suas vidas, por um possível desabamento do prédio do Fórum, que vá se acostumando a ver os nossos infelizes presos numa cadeia semelhante a uma pocilga, e para completar a história, que os moradores do Bairro do Itaim e alguém que por lá passar, que vá atravessando o rio nas pinguelas...

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E agora uma história alegre, divertida, digna de elogios.

Vamos a ela. Por ser muito engraçada, convém o leitor colocar óculos para ouvi-la com maior clareza. Trata-se do seguinte: os nossos bares, estão assim constituídos: chicaras desbeiçadas, paredes imundas, embriagados dizendo a três por quatro, palavras de baixo calão, cães (sempre os cães) dormindo nos seus interiores...

Ah! Faltava o eterno complemento: as chamadas creaturas “serrotes” sempre “enchendo” aqueles que procuram isolar-se em torno de uma mesa, a fim de tomar um refrigerante acompanhado, e logo vem os “serradores” beliscarem (descaradamente) tudo que se achar exposto na mesa.

Alegres e sorridentes, após “encherem” aqueles que às vezes nem tiveram tempo de aprender a bebida ou o comestível, lá se vão eles, de fininho, à La francesa, como beija-flores de rabo branco, fazendo agoiro em todas as mesas...
Informativo Pousoalegrense 1957
Escrito como no original