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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PRJ7- Radio Clube de Pouso Alegre (A emissora líder do Sul de Minas)

Quando “A Cultura”, em artigos de fundo, pugnava pela instalação de uma estação de rádio transmissora, em Pouso Alegre, muitos duvidaram que ela fosse hoje a maior força de impulso do nosso progresso.
Prédio da PRJ7 quando ainda Cine Eldorado
O Ten. José Francisco de Brito coadjuvado por Pedro Caldas Rebelo, Orfeu Butti, José Nunes Rebelo, Joaquim Silveira e Dermeval Coutinho, foram os executores das nossa ideias, portanto merecem eles os nossos aplausos por esse notável empreendimento.
Hoje, Pardal Vilhena de Alcantara, arrendando do Cap. Walter de Oliveira esta emissora, novos rumos lhe estão reservados, dado o seu dinamismo, espírito de cooperação e grande devotamento a esta Pouso Alegre.
Diretoria Atual: Diretor Geral- Sr. Pardal V. Alcantara; Gerente- Moacir Siqueira de Alcantara; Diretor Artístico- Roberto Luiz Blasco; Secretario- Manoel Mayor; Técnico de Som- Engenheiro-Radio, Geraldo Magella.
Funcionários: Coadjutor de som- Antonio Teles; Cenógrafo- Erico Siqueira Alcantara;
Discotecaria: Nadir Carvalho; Sonoplastas: Everaldo Coutinho; Ocresio Couto e José Fulgencio da Silva; Operadores: Oliveira de Oliveira e Paulo Benedito.
Locutores atuais: Saint Clair de Oliveira, Haroldo Ricetto, Luiz Gilberto Ferreira e Gilberto de Souza.
Elenco da Rádio-Teatro: Maria Angela Lambert de Brito, Maria Aparecida Faria de Oliveira, Teresinha Carvalho, Eneida Fernandez, Giselda Brasil, Neusa Dias, Maria Amelia de Freitas, Ivete Ferreira, Linda Paiva, Saint Clair de Oliveira, Haroldo Riceto, Gilberto Ferreira, J. Matei, Milton Reis, Ivo Loiola, Lafaiete Galvão, Haroldo Brandao, Inacio Engleman, Roberto Elias, Gilberto Souza.  
Cantores: Irmãs Gustavo, Irmãos Vitale, J. Matei, Haroldo Brandão, Vera Sanches, José Amancio Beraldo, Almir Ribeiro, Ivo Loiola, Antonio Galvão Andreatta, Souza Neto, José Nora, Lourdes Belmont.
Orquestra: Boys-Star, Blue-Jazz
Conjunto: Os demônios do ritmo, Tiaozinho e seu regional, Trio Sertanejo, Trio Mineiro.

Fonte: Cultura em revista, 1948.

Saint-Clair de Oliveira, brilhante locutor, redator
e animador dos programas da PRJ-7.

Sr. Pardal Vilhena de Alcantara, dinamico diretor
geral da PRJ-7, a lider do Sul de Minas
 
Gilberto de Souza, o locutor de milhares de
"fans".

Brasão de Pouso Alegre

 
SIMBOLOGIA DO BRASÃO DE ARMAS DO MUNICÍPIO DE POUSO ALEGRE
 
A INSCRIÇÃO “SIC ITUR AD ASTRA”
Do latim, “Assim se vai aos céus”. Essas palavras foram extraídas de um verso de Virgílio (Eneida, IX): “Macte animo, generose puer, sic itur ad astra” (Coragem, valente criança, assim se vai aos céus).
AS DUAS ESTRELAS DE 5 PONTAS
Representam simbologicamente, os dois fundadores de Pouso Alegre: Antônio José Machado e João da Silva Pereira.
A COROA DE ESPINHOS ATRAVESSADA POR UMA CANA
Atributos simbólicos do Senhor Bom Jesus, padroeiro da cidade.
 
A TOCHA OLÍMPICA
É o símbolo heráldico de cultura, ciência, amor e ardor guerreiro. É o emblema de luz, conhecimento e saber.
É considerada como Nume Tutelar para a conquista dos melhores prêmios em todas as competições esportivas e culturais.
 
A CHAMA ARDENTE
É o símbolo de esplendor, de fama ilustre, de pureza, candura.
 
O LIVRO ABERTO
Simboliza, em heráldica, a erudição, o respeito à Lei e à ciência.
 
A FAIXA ESTREITA SINUOSA
Representa o Rio Mandu, que banha a cidade.
 
A COROA MURAL DE 5 TORRES
É privativa de cidades que não são capitais de Estados.
 
O CONTRA CHEFE VERDE
Lembra as extensas várzeas, campos, ondulações, elevações, baixadas.
 
À DESTRA A FLÂMULA (13.10.1831)
Indica a data de criação do município (Vila).
 
À SINISTRA A FLÂMULA (19.101848)
Indica a data em que o município foi elevado à categoria de cidade.
 
OS RAMOS DE MILHO E ARROZ
Lembram as principais culturas do município.

Eleições através dos tempos- candidatos da década de 60

 
 
 
 

Imagens da cidade

Praça e Avenida- 1880
Acervo do MHMTT
Avenida- 1880
Acervo do MHMTT
Catedral 1880
Acervodo MHMTT
Ponte sobre o Rio Mandu- 1893
Acervo do MHMTT
Planta da Cidade de Pouso Alegre- 1927
Acervo do MHMTT

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eleições através dos tempos- Década de 40

 
 

Imagens da cidade

Grupo Integralista de Pouso Alegre- Década de 30
Acervo do MHMTT
Grupo Integralista em frente a Catedral- Década de 30
Acervo do MHMTT
Pouso Alegre- Avenida 1880
Acervo do MHMTT
Obelisco- Praça 1904
Acervo do MHMTT
Praça Catedral- 1880
Acervo do MHMTT

Sete de Setembro: Aniversário da Publicação do “Pregoeiro Constitucional”



Sete de setembro é uma data notável para o Brasil. Entretanto para Pouso Alegre esse dia deve ser lembrado de maneira particularmente cara, pois que é a data do anniversário do primeiro jornal de Pouso Alegre, primeiro do Sul de Minas e o quinto em toda a província, na ordem chronológica.
No dia 7 de setembro de 1830, há 104 annos, publicou-se no então arraial de Pouso Alegre, o “Pregoeiro Constitucional”.
Foi seu fundador o Padre José Bento Leite Ferreira de Mello.
“O Pregoeiro”, diz Amadeu de Queiroz, illustre historiador patrício, foi um jornal de combate, impresso em typographia própria, adquirida unicamente para esse fim pelo Padre José Bento.
Lendo-se o “Pregoeiro” verifica-se que jamais teve muitos mercantis; não faz nenhuma referência a própria typographia, tão pouco publica o seu expediente comercial. Foi jornal de assignantes honorários e escolhidos, de pequena e cuidadíssima tiragem”.
“A impressão que deixa a leitura do notável jornal de Pouso Alegre, continua Amadeu de Queiroz é a da nobreza de seus redactores e aristocracia das idéas que propagavam”.
A typographia do “Pregoeiro” era installada em uma pequena casa que existiu entre a Praça Senador José Bento e a rua Adolpho Olynto, ao centro da travessa chamada hoje João da Silva, ao lado esquerdo de quem entra da praça e onde termina a casa que pertence actualmente ao advogado Dr. José Manoel dos Reis”.
Natural de Campanha o fundador da imprensa em Pouso Alegre para aqui veio em provimento a capella do Senhor Bom Jesus de Pouso Alegre, creada em 1810.
Logo após foi nomeado vigário da vara, cargo que jamais abandonou.
A figura impressionante desse homem e a sua obra nos fazem acreditar nas modernas theorias da civilização em saltos.
Por que sob a sua protecção “o arraial foi de freguezia a villa, expontaneamente pela riqueza de suas terras, pela salubridade de seu clima, pelo encanto de sua topographia, pela sua excepcional posição geographica”.
Diz Amadeu de Queiroz, que, pelo estudo minucioso da vida do Padre José Bento tem-se a impressão de que a freguezia foi creada principalmente pelos seus esforços pessoaes perante o bispo D. Matheus, constituindo esse acontecimento o seu primeiro e grande serviço a terra que desinteressadamente adoptou.
Padre José Bento mereceu as honras honorárias de Cônego Honorário da Sé de São Paulo, foi nomeado Cavalleiro e Comendador da Ordem de Christo. Foi Deputado Geral pela província de Minas e em 1834, apresentando em uma lista em que figuravam, além do seu, os nomes de Vasconcellos e Manoel Ignacio de Mello e Souza, foi escolhido Senador pelo Regente.
O seu nome ligou-se para sempre a história liberal do paiz e só hoje, longe das paixões violentas de uma quadra de luctas sangrentas nós podemos apreciar a grandeza da fé patriótica que o animou.
Conta A. Valadão na “Campanha da Princeza”, em 1830, José Bento funda em Pouso Alegre o “Pregoeiro Constitucional” a primeira folha que apareceu no estado de Minas. Era um jornal vibrante- o ferro em brasa na chaga do absolutismo.
Na typographia do “Pregoeiro” foi impressa a chamada “Constituição de Pouso Alegre” que seria a Constituição do Brasil se não falhasse o golpe de Estado de 30 de julho. ;as a constituição ficou, ficou programma de partido, como expressão que foi do sentimento liberal do paiz.
“E perante a história é impossível separarem-se a figura política de José Bento e nome do Pregoeiro Constitucional.
Recordemos pois a figura varonil do Senador José Bento e saibamos aproveitar no centésimo quarto aniversario da fundação do “Pregoeiro Constitucional” as licções admiráveis de civismo e de interesse pela causa publica que nos deixou esse ardoroso paladino de sentimento liberal.
Gloria a memória excelsa do Senador José Bento Leite Ferreira de Mello.

Extraído do Jornal “A Cidade” 09/09/1934, capa
*Escrito como no original