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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Catedral de Pouso Alegre


Com a criação do povoado do Mandu, por volta de 1795, surge a necessidade de uma assistência religiosa, buscada inicialmente na freguesia de Sant’Ana do Sapucaí (atual Silvianópolis), pois na época havia poucos padres na região. Em 1802 é aberta aos fiéis as portas da primeira capela dedicada ao Senhor Bom Jesus, sendo levantada pela fé de seus moradores e benzida pelo Padre José de Melo, que por alguns anos permaneceu zelando e animando a fé daquele recente povoado.
Desde 1805, os moradores do Mandu ou Pouso Alegre vinham solicitando a criação de uma paróquia para assim se desmembrar de Sant’Ana.
Em 6 de novembro de 1810, o povoado é elevado à categoria de freguesia, tendo como seu primeiro pároco o Padre José Bento Leite Ferreira de Melo.
A primeira capela foi demolida em fins de 1849, e no ano seguinte têm início as obras da nova Matriz, atrás da antiga, sendo sua construção dirigida pelo Cel. José Garcia Machado.
A Matriz, concluída em 1857, sofreu modificações para sua elevação à catedral no início do século XX, quando foi criada a diocese de Pouso Alegre. 
De acordo com o Almanack de Pouso Alegre de 1900, a catedral era um templo vasto e de sólida construção, sem grandes trabalhos artísticos ou mesmo unidade arquitetônica; foi feita aos poucos, tendo suas obras interrompidas várias vezes por falta de recursos.
O seu interior, porém, era suntuoso, com vastas escadas de madeira, artisticamente trabalhadas, e arcos vistosos e bem acabados, além de um altar central bem ornamentado.
Muitas cerimônias e pregações eram realizadas neste templo. Basta lembrar alguns dos oradores e pregadores que por ali passaram: Monsenhor Otaviano Lamaneres e Monsenhor Antonio Furtado de Mendonça.
Em 1940, Dom Otávio Chagas de Miranda comunica aos fiéis a resolução de construir uma nova igreja. A última missa na antiga Catedral foi celebrada no dia 19 de junho de 1949, ano em que ela começou a ser demolida.
Durante a edificação da nova catedral, foram realizadas diversas campanhas e quermesses com o objetivo de arrecadar fundos para as obras. A primeira celebração na igreja ainda em construção foi realizada no dia 6 de abril de 1952, sendo presidida pelo Monsenhor Otaviano Lamanéres.
No ano seguinte a Catedral recebe a visita do governador de Minas Juscelino Kubitschek de Oliveira, durante as comemorações do Jubileu Áureo Sacerdotal de Dom Octavio Chagas de Miranda.
No período de construção, as atividades religiosas continuaram acontecendo, como missas campais e celebrações dentro do edifício ainda inacabado.
No dia 3 de agosto de 1980, sendo Bispo Dom José D’Angelo Neto e pároco Cônego Benedito Marcilio Magalhães, foi realizada a cerimônia de Sagração e bênção da nova catedral totalmente construída.
Atualmente ela tem passado por reformas, recebendo novas tonalidades de cores, destacando assim detalhes que por muitos anos passaram despercebidos.
(Texto: Fernando do Vale e Mayke Riceli. Supervisão: Alexandre de Araújo. Fonte: “A história de Pouso Alegre”, Octavio Miranda Gouvêa; “Dos 7 aos 77”, Amadeu de Queiroz; Acervo do MHMTT)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A CÂMARA MUNICIPAL DE POUSO ALEGRE


A história do Poder Legislativo em nossa cidade começa em 7 de maio de 1832, quando foi instalada a Câmara Municipal de Pouso Alegre. Sua sede funcionou inicialmente numa casa alugada na Praça Senador José Bento, onde hoje está localizado o Clube Literário. Em 1836, esse imóvel foi adquirido pelo Município pelo valor de 1:500$000 (um conto e quinhentos mil réis), sendo considerado o primeiro prédio público da cidade.

A primeira Câmara Municipal teve os seguintes vereadores: Padre Mariano Pinto Tavares (presidente), Padre João Dias de Quadros Aranha, Maximiano José de Brito Lambert (secretário), Emídio de Paiva Bueno, José Francisco Pereira Filho, Manuel Leite Ferreira de Mello, Joaquim Pio da Silva e Ignácio Gonçalves Lopes.

Segundo Amadeu de Queiroz, a Câmara Municipal funcionou no imóvel da Praça Senador José Bento até 1847. Sabe-se que, a partir de 1885, as sessões da Câmara passaram a ser realizadas do piso superior da Cadeia Pública, situada na Avenida Dr. Lisboa, edifício que foi demolido na década de 1930.

Depois de funcionar no prédio da antiga Cadeia, a Câmara de Pouso Alegre teve sua sede em outros imóveis da cidade, os quais não se sabem definir com exatidão. Isso porque, nas atas da Câmara desse período, não há referências precisas quanto ao local onde o Legislativo Municipal funcionava.

Alguns dos locais que recentemente serviram como sede para a Câmara foram: o prédio onde hoje se localiza a ACIPA (de 1958 a 1962), uma das salas do Fórum (de 1963 a 1981) e o Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Sul de Minas (de 1981 a 1982). Em outubro de 1982, foi inaugurado o “Palácio do Mandu”, situado na Rua Adalberto Ferraz, que funcionou como sede do Poder Legislativo de Pouso Alegre até dezembro de 2008.

No dia 10 de dezembro de 2008, foi inaugurado o novo prédio da Câmara, na Avenida São Francisco, Bairro Primavera, onde ela se localiza nos dias atuais.

Fonte: Museu Historico Municipal Tuany Toledo

Casa onde funcinou a primeira sede da Camara Municipal
1912



Imagens da cidade

Vila Vicentina
Acervo do MHMTT
Avenida Doutor Lisboa- Década de 30
Acervo do MHMTT
Colégio da Visitaçao
Acervo do MHMTT
Praça e Avenida- Dècada de 30
Acervo do MHMTT
Carro de Bois- Antiga Catedral- Década de 20
Acervo do MHMTT

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PRJ7- Radio Clube de Pouso Alegre (A emissora líder do Sul de Minas)

Quando “A Cultura”, em artigos de fundo, pugnava pela instalação de uma estação de rádio transmissora, em Pouso Alegre, muitos duvidaram que ela fosse hoje a maior força de impulso do nosso progresso.
Prédio da PRJ7 quando ainda Cine Eldorado
O Ten. José Francisco de Brito coadjuvado por Pedro Caldas Rebelo, Orfeu Butti, José Nunes Rebelo, Joaquim Silveira e Dermeval Coutinho, foram os executores das nossa ideias, portanto merecem eles os nossos aplausos por esse notável empreendimento.
Hoje, Pardal Vilhena de Alcantara, arrendando do Cap. Walter de Oliveira esta emissora, novos rumos lhe estão reservados, dado o seu dinamismo, espírito de cooperação e grande devotamento a esta Pouso Alegre.
Diretoria Atual: Diretor Geral- Sr. Pardal V. Alcantara; Gerente- Moacir Siqueira de Alcantara; Diretor Artístico- Roberto Luiz Blasco; Secretario- Manoel Mayor; Técnico de Som- Engenheiro-Radio, Geraldo Magella.
Funcionários: Coadjutor de som- Antonio Teles; Cenógrafo- Erico Siqueira Alcantara;
Discotecaria: Nadir Carvalho; Sonoplastas: Everaldo Coutinho; Ocresio Couto e José Fulgencio da Silva; Operadores: Oliveira de Oliveira e Paulo Benedito.
Locutores atuais: Saint Clair de Oliveira, Haroldo Ricetto, Luiz Gilberto Ferreira e Gilberto de Souza.
Elenco da Rádio-Teatro: Maria Angela Lambert de Brito, Maria Aparecida Faria de Oliveira, Teresinha Carvalho, Eneida Fernandez, Giselda Brasil, Neusa Dias, Maria Amelia de Freitas, Ivete Ferreira, Linda Paiva, Saint Clair de Oliveira, Haroldo Riceto, Gilberto Ferreira, J. Matei, Milton Reis, Ivo Loiola, Lafaiete Galvão, Haroldo Brandao, Inacio Engleman, Roberto Elias, Gilberto Souza.  
Cantores: Irmãs Gustavo, Irmãos Vitale, J. Matei, Haroldo Brandão, Vera Sanches, José Amancio Beraldo, Almir Ribeiro, Ivo Loiola, Antonio Galvão Andreatta, Souza Neto, José Nora, Lourdes Belmont.
Orquestra: Boys-Star, Blue-Jazz
Conjunto: Os demônios do ritmo, Tiaozinho e seu regional, Trio Sertanejo, Trio Mineiro.

Fonte: Cultura em revista, 1948.

Saint-Clair de Oliveira, brilhante locutor, redator
e animador dos programas da PRJ-7.

Sr. Pardal Vilhena de Alcantara, dinamico diretor
geral da PRJ-7, a lider do Sul de Minas
 
Gilberto de Souza, o locutor de milhares de
"fans".

Brasão de Pouso Alegre

 
SIMBOLOGIA DO BRASÃO DE ARMAS DO MUNICÍPIO DE POUSO ALEGRE
 
A INSCRIÇÃO “SIC ITUR AD ASTRA”
Do latim, “Assim se vai aos céus”. Essas palavras foram extraídas de um verso de Virgílio (Eneida, IX): “Macte animo, generose puer, sic itur ad astra” (Coragem, valente criança, assim se vai aos céus).
AS DUAS ESTRELAS DE 5 PONTAS
Representam simbologicamente, os dois fundadores de Pouso Alegre: Antônio José Machado e João da Silva Pereira.
A COROA DE ESPINHOS ATRAVESSADA POR UMA CANA
Atributos simbólicos do Senhor Bom Jesus, padroeiro da cidade.
 
A TOCHA OLÍMPICA
É o símbolo heráldico de cultura, ciência, amor e ardor guerreiro. É o emblema de luz, conhecimento e saber.
É considerada como Nume Tutelar para a conquista dos melhores prêmios em todas as competições esportivas e culturais.
 
A CHAMA ARDENTE
É o símbolo de esplendor, de fama ilustre, de pureza, candura.
 
O LIVRO ABERTO
Simboliza, em heráldica, a erudição, o respeito à Lei e à ciência.
 
A FAIXA ESTREITA SINUOSA
Representa o Rio Mandu, que banha a cidade.
 
A COROA MURAL DE 5 TORRES
É privativa de cidades que não são capitais de Estados.
 
O CONTRA CHEFE VERDE
Lembra as extensas várzeas, campos, ondulações, elevações, baixadas.
 
À DESTRA A FLÂMULA (13.10.1831)
Indica a data de criação do município (Vila).
 
À SINISTRA A FLÂMULA (19.101848)
Indica a data em que o município foi elevado à categoria de cidade.
 
OS RAMOS DE MILHO E ARROZ
Lembram as principais culturas do município.

Eleições através dos tempos- candidatos da década de 60

 
 
 
 

Imagens da cidade

Praça e Avenida- 1880
Acervo do MHMTT
Avenida- 1880
Acervo do MHMTT
Catedral 1880
Acervodo MHMTT
Ponte sobre o Rio Mandu- 1893
Acervo do MHMTT
Planta da Cidade de Pouso Alegre- 1927
Acervo do MHMTT