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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Imagens da cidade

Estaçao da RMV- Década de 30
Acervo do MHMTT
Praça Dr. Garcia Coutinho- Década de 80
Acervo do MHMTT
Parque Infantil- Década de 30
Acervo do MHMTT
Rio Mandu
Acervo do MHMTT

Documentos importantes para a Constituição da cidade de Pouso Alegre I


 

“Resolução de consulta da mesa de consciência e ordens de 27 de outubro de 1810.

 

Erige em Freguesia a Capella do Bom Jesus de Pouso Alegre do Bispado de São Paulo.

Foi ouvida a Mesa de Consciência e Ordens sobre a creação de uma Freguesia na Capella do Bom Jesus de Pouso Alegre.

 

Informou favoravelmente o Revm. Bispo da Diocese de S. Paulo, e com a sua informação se conformaram o Procurador Geral das Ordens e o Procurador da Corôa e Fazenda.

 

Parece à Mesa o mesmo que aos Procuradores da Corôa e Fazenda Geral das Ordens, para consultar Vossa Alteza Real a divisão da Parochia de Sant’Ana de Sapucahy, do Bispado de S. Paulo, visto que ao Parocho da Matriz, convém, e o Revm. Bispo a julga necessária; erigindo nova Freguesia na Capella do Bom Jesus de Pouso Alegre, vulgarmente do Mandu, determinando-se ao mesmo Revm. Bispo que lhe fixe os limites, como lhe parecer próprio. Vossa Alteza, porém, mandará o que for servido. – Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1810.

Resolução.

Como parece. – Palácio do Rio de Janeiro em 27 de outubro de 1810. – com a rubrica de Vossa Alteza Real, D. João VI.”

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

DOUTOR LISBOA


José Antônio de Freitas Lisboa nasceu na cidade da Campanha (MG), em 11 de maio de 1832 ou 1834, filho do coronel José Antônio de Freitas Lisboa e de Maria José Vilhena Lisboa.

Estudou no Colégio Dom Pedro de Alcântara (mais tarde, Colégio D. Pedro II). Em 17 de dezembro de 1855, recebeu o diploma de médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, depois de brilhante defesa de tese. Um exemplar original dessa tese está em exposição permanente no Museu, bem como alguns dos instrumentos médicos (navalha e bisturis) utilizados pelo Doutor Lisboa.

Depois de se formar, ele passou a clinicar em Pouso Alegre e cidades vizinhas. No dia 7 de julho de 1865, recebeu de D. Pedro II a carta patente de “capitão cirurgião-mor do comando da Guarda Nacional dos municípios de Pouso Alegre e Jaguary”.

Era visto pelo povo da época como possuidor de vasta cultura, sendo considerado um dos clínicos mais conhecidos e respeitados, além de ter fama de caridoso. Clinicou em Pouso Alegre por 50 anos.


Foi também vereador pela Câmara desta cidade, de 1859 a 1862, tendo sido reeleito em 1877 com 649 votos para o mandato 1877-1880. Foi ainda 2º suplente de delegado de Polícia, conforme consta na folha 12 do Livro de Juramento de 1860.

Em 16 de fevereiro de 1858, casou-se com sua prima Guilhermina de Almeida Lisboa, com quem teve seis filhos.

Faleceu no dia 7 de outubro de 1903. Em sua homenagem, uma das principais vias de Pouso Alegre recebeu o nome de Avenida Doutor Lisboa.

Imagens da cidade

Demoliçao do Mercado Municipal- Década de 70
Acervo do MHMTT
Mercado Municipal- Década de 80
Acervo do MHMTT
Mercado Municipal- Década de 30
Acervo do MHMTT
Mercado Municipal- 1893
Acervo do MHMTT
Mercado Municipal- 1935
Acervo do MHMTT

Marco do dia


10/10/1988: Inauguração do Parque Zoo- Botânico Augusto Rusch no bairro Ribeirão das Mortes.

10/10/1997: Instalada a firma “Sumidenso so Brasil Indústria Elétricas Ltda”. Produção: Chicote Elétrico para auto- motores (carros Honda- Toyota- motocicletas, etc). 

12/10/1919: É fundada a Escola de Veterinária, sendo o segundo estabelecimento de ensino superior instalado em Pouso Alegre. Seu corpo docente é composto pelos Srs. Prof. Major Félix Amélio da Costa Pereira (8° RAM), Dr. José Antônio Garcia Coutinho- Dr. Nothel Teixeira- Rodolfo Teixeira e farmacêutico Gomes de Oliveira. Funcionou até 1937. 

12/10/1927: A Av. Dr. Lisboa é dotada de nova iluminação elétrica, com fios subterrâneos.

12/10/1928: Ereção da herma do Dr. Josino de Araujo, em um dos jardins da praça Senador José Bento. Após varias mudanças de locais, a herma está atualmente localizada defronte ao 14° GAC, em solenidade realizada no dia 10/06/93 (Pedido do Sr. Alexandre de Araujo e concordância do Cmt. Do 14° GAC- Cel. Geraldo Sampaio de Melo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A REVOLUÇÃO DE 1932 EM POUSO ALEGRE


A Revolução Constitucionalista de 1932, também conhecida como Revolução de 32, foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro do referido ano, devido à insatisfação dos paulistas em relação ao Governo que havia tomado o poder depois da derrota nas eleições de 1930. Tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.

Com a notícia da entrada das forças paulistas no Sul de Minas, tropas legalistas começavam a se concentrar em Pouso Alegre para deter a investida. Nos dias 18 e 19 de julho de 1932, era grande a concentração de soldados do exército em Pouso Alegre. Os revolucionários paulistas haviam chegado até Borda da Mata, o que levou os soldados legalistas a cavarem trincheiras nos bairros da Vendinha (hoje, Bairro São João), das Cruzes (proximidades de onde hoje é a Prefeitura) e Aterrado (São Geraldo), além de colocarem canhões e metralhadoras em posição conveniente.

Às 3 horas da tarde do dia 20, começavam a ser ouvidos os primeiros tiros para os lados da Vendinha. Bem entrincheirados, os legalistas vindos de São João Del Rei e de Ipameri, despejaram fogo de fuzilaria e metralhadoras sobre os soldados paulistas, enquanto o 8º RAM (Regimento de Artilharia Montada) de Pouso Alegre, comandado pelo Capitão Toscano de Brito, bombardeava os revolucionários de espaço a espaço.

O combate prolongou-se por toda a noite, até as 10 horas da manhã seguinte de 21 de julho, com a rendição dos soldados revolucionários que não conseguiram escapar. Foram recolhidos no campo de luta 11 cadáveres de paulistas e 22 feridos, sabendo-se que para Borda da Mata tinham ido outros feridos e o cadáver do organizador do batalhão, Fernão Sales. Os soldados legalistas tiveram apenas um morto.

Todos os feridos paulistas partiram depois para Caxambu e dali para o Rio de Janeiro. Quanto aos mortos, foram sepultados na manhã de 22, depois que Dom Octávio Chagas de Miranda, bispo de Pouso Alegre, fez a encomenda de todos eles – do primeiro na Catedral e dos últimos junto ao necrotério do Hospital Regional.

Como não se sabiam os nomes dos mortos paulistas, o prefeito João Beraldo mandou tirar fotografias de todos eles e numerá-las em correspondência com as sepulturas. Todos tiveram modestos caixões, feitos por conta da Prefeitura. E sobre os 11 caixões estendidos no jardim do Hospital Regional, as senhoras pouso-alegrenses depositaram flores, representando as famílias ausentes.

Fonte: Acervo do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo

Imagens da cidade

Vila Sao Vicente- Rua Comendador José Garcia- 1938
Cenas do Filme "Paulo e Virginia" Francisco de Almeida Fleming
Carro de Boi- Catedral- Década de 20
Mercado- Década de 70
Mercado- Década de 70