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segunda-feira, 15 de abril de 2013
A Pesquisa no MHMTT
"a
incompreensão do presente nasce da ignorância do passado"
Marc
Bloch
Nas ultimas edições, nesta mesma
coluna, abordamos a questão da importância das diversas memórias que compõe a
sociedade, em especial as que integram o espaço do Museu Histórico Municipal
Tuany Toledo, organizado nos seus mais diversos núcleos.
Neste sentido, a pesquisa é uma das
formas de se colocar em evidência e investigar o que está guardado ou até mesmo
escondido nos arquivos ou até mesmo nas memórias das pessoas. O pesquisador,
através da “Nova História” é aquele que “dá voz” aos documentos e aos silenciados
de algum lugar.
A Nova História ainda propôs formas
de investigações em diversas fontes, que durante muito tempo permaneceram
esquecidas. Além dos documentos escritos, atualmente trabalha-se com imagens,
jornais, cinema, vídeo, pinturas, charges e outros suportes documentais que
levam o pesquisador a questionar, refletir e realizar sua pesquisa
investigativa. È necessário que o pesquisador tenha um olhar abrangente sobre a
movimentação da sociedade em conjunto com o contexto vivido. Neste sentido, é
necessário que o historiador tenha um olhar crítico sobre a documentação
pesquisada para que não se torne um mero reprodutor daquilo que já está dito.
Em Pouso Alegre, o número de pesquisas está aumentando,
devido a disponibilidade de fontes encontradas em arquivos e principalmente no
Museu Histórico. A grande procura são de acadêmicos do curso de História,
buscando informações, principalmente em temas relacionados a linha de pesquisa
“Historia e Cidade”. Temas como: Avenida Doutor Lisboa, Cadeia Publica, Colônia
Francisco Sales, Estação Ferroviária, Distrito Industrial, Mercado Municipal
entre outros foram requisitados em nossos arquivos por estudantes de graduação,
mestrandos e doutorandos. Os pesquisadores podem ter acesso a alguns documentos
como: jornais, revistas, atas do poder legislativo, imagens fotográficas entre
outros, muitas vezes já digitalizados e arquivados no banco de dados da própria
instituição.
As pesquisas locais atualmente desenvolvidas contribuem
para a valorização das muitas memórias e para um novo jeito de se escrever
história da cidade de Pouso Alegre.
Colaboração: Fernando do
Vale
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
DOAÇÕES II
Na
mesma tarde, recebemos a visita do General Gilberto Azevedo que mais uma vez
realizou importantes doações para o MHMTT. São peças que contam a história de
Pouso Alegre:
Um
dos quadros traz uma reprodução do desenho idealizado pelo artista
pouso-alegrense Benedito Machado, retratando o registro do Mandu em 1750,
criado na região pela Fazenda Real da Coroa Portuguesa, depois da descoberta do
ouro em Santana do Sapucaí (atual Silvianópolis). Tal posto foi construído para
evitar o contrabando e desvios de ouro, diamantes e mercadorias para Santos e
São Paulo.
Outro
objeto é uma reprodução do quadro do artista Passos Maurício, que retrata Pouso
Alegre em 1863, identificando a Matriz, o morro do Itaim e o antigo Cemitério
no Alto das Cruzes.
Podemos
ainda destacar um fragmento do Meteorito do Bendegó, encontrado em 1784 pelo
menino Bernardino da Mota Botelho, filho do vaqueiro Joaquim da Mota Botelho,
próximo ao riacho do Bendegó, então município de Monte Santo, no
Sertão Baiano.
Curiosidades:
·
É o maior meteorito já encontrado em solo
brasileiro;
· No momento do seu achado, tratava-se do 2º
maior meteorito do mundo, mas hoje ocupa o 16º lugar, em tamanho. A julgar pela
camada de 435 cm de oxidação sobre a qual ele repousava, e a parte perdida
de sua porção inferior, calcula-se que estava no local há milhares de anos;
·
A pedra mede aproximadamente 2,20m x 1,45m x
58 cm, e tem um peso de 5.360 quilos. Tem formato achatado, parecendo uma
sela. Um extremo do meteorito foi cortado para análise, determinando-se a sua
composição de ferro e 6,5% de níquel com outros elementos em pequena
quantidade. Os resultados da análise foram publicados em Estudo sobre o
Meteorito do Bendegó, Rio de Janeiro 1896;
Existem hoje quatro réplicas da pedra, em
tamanho real. A primeira foi confeccionada em madeira para figurar na Exposição Universal de Paris em 1889, e está hoje no Palais da
Découverte. A segunda, em gesso, foi feita na década de 1970 e
está no Museu do Sertão em Monte Santo, próximo ao lugar onde o
meteorito foi originalmente encontrado. Outras se encontram no Museu Geológico da Bahia, em Salvador, e
no Museu Antares de Ciência e Tecnologia, em Feira de Santana/ BA.
| General Gilberto Azevedo, Dulcinéia Costa (Presidente da Câmara Municipal) e Alexandre de Araújo |
| Fragmento do Meteorito de Bendegó doado ao MHMTT pelo General Gilberto Azevedo |
DOAÇÕES I
Na tarde de segunda feira
(04/02), o MHMTT recebeu mais uma preciosa doação. Desta vez, passa a compor o
núcleo temático “Diocese” o hábito que pertenceu a Irmã Maria Imaculada da
Santíssima Trindade (Mãezinha), doado pelas Monjas do Carmelo.
Nascida no dia 08/07/1909 em
Maria da Fé/MG, a jovem Maria Giselda Villela ingressa no Carmelo de Campinas no início da
década de 30. Decorridos 13 anos de sua vida religiosa, é enviada para fundar
um novo Carmelo na cidade de Pouso Alegre/MG, onde foi priora durante 42 anos e
chamada carinhosamente de Mãezinha.
Aos 20 de janeiro de 1988
falece aos 77 anos, sendo aberto seu processo de Canonização no ano de 2006.
O MHMTT recebe
carinhosamente tão importante doação para seu acervo.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Cadeira de Dentista
O
Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, na última quinta feira (31/01) recebeu
mais uma importante e valiosa doação. Trata-se de uma Cadeira de Dentista, utilizada
entre 1885 e 1930. Este instrumento de trabalho é composto por um Trépano a
pedal (ou motor de corda) e foi patenteado por James Beal Morrison em 1871 nos
Estados Unidos. Pertenceu ao dentista Dr. Francisco Salles Mendes que atendia
nas fazendas e na cidade de Poço Fundo. Agradecemos aos doadores Sra. Maria
Mendes de Paiva e Sr. Elcio Mendes de Paiva (neto do dentista).
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