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sexta-feira, 19 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Pesquisas Científicas
No dia 16/05 (quinta feira), os acadêmicos do Curso de História da UNIVAS estarão epondo
e apresentando suas pesquisas através de painéis no interior do Museu Histórico Municipal
Tuany Toledo. A exposição terá início a partir das 18h. Confira os temas dos trabalhos que
serão apresentando no dia:
Alexandre da Silva Mendes: "A prática do skate na cidade de Pouso Alegre/MG: do marginal
ao esporte"
Arthur Thales José Brandão: "Práticas econômicas atreladas à produção de morango no
município de Bom Repouso/MG"
Bárbara C. Casallachi Fonseca: "Memórias e experiências dos nordestinos"
Bruna L. de Brito: "A Lei nº 10639/03 nos livros didáticos de História no ensino público
estadual da cidade de Pouso Alegre/MG"
Danilo Santos: "Memórias do bairro do Cruzeiro- Camanducaia/MG"
Daniel Aparecido Costa: "Mudanças citadinas, conflitos sociais e políticos em torno da antiga
estação ferroviária de Pouso Alegre/MG.
Diego Garcia de Carvalho: "Análise dos processos históricos na região sul de Pouso
Alegre/MG"
Diego Marlier de Souza: "A criação da ACAMPA"
Fernando Henrique do Vale: "Mercado Municipal: os discursos higienistas nos jornais de
Pouso Alegre/MG"
Gabriel Vitale Coutinho: "Colônia Francisco Salles: Práticas sociais dos imigrantes italianos
em Pouso Alegre/MG"
João Marcos Alexandre: "O Arraiá do Zé Bagunça em Bueno Brandão/MG"
Jonatas Roque Ribeiro: "O Clube 28 de Setembro em Pouso Alegre: Sociabilidade e
resistência da cultura afrodescendente em Pouso Alegre/MG"
Juliano Coutinho Martins: "A Cadeia pública (1874-1931) em Pouso Alegre/MG"
Luana Tais dos Santos: "Museu Histórico Municipal Tuany Toledo (MHMTT): Memórias de
Pouso Alegre/MG em movimento".
Luis Claudio de Assis Motta: "História e imprensa: uso das charges"
Matheus de Oliveira Floriano Barbosa: "Memórias da fruticultura em Delfim Moreira/MG"
Miller Augusto C. Araújo: "Crescimento urbano e transformações urbanísticas em Cachoeira
de Minas/MG"
Paola Nery de Carli: "Ride Palhaço e Democráticos: o espetáculo do carnaval permeando as
relações sociais em Santa Rita do Sapucaí/MG"
Rosilaine C. Reis: "Histórias e memórias da Romaria de Natércia/MG"
Thiago Matheus Ferreira: "As práticas boêmias em Pouso Alegre/MG"
Thiago de Carvalho Soares: "A instalação do 10º Regimento de Artilharia em Pouso
Alegre/MG no ano de 1918"
Saiba o que irá acontecer na 11ª Semana Nacional de Museus no MHMTT
A partir de hoje estaremos postando um pouco do que irá acontecer na 11ª Semana Nacional
de Museus no MHMTT.
de Museus no MHMTT.
A Pesquisa em História e Imprensa
O trabalho de pesquisa feito através da imprensa tem crescido constantemente, por ser o jornal fonte de ricas informações sobre um determinado espaço. Através do levantamento destas fontes, podemos aprofundar sobre os significados dos fatos cotidianos de uma determinada época.
De acordo com a professora Heloisa Faria Cruz (PUC-SP), o pesquisador deve entender a imprensa “como linguagem constitutiva social, que detém uma linguagem constitutiva social, que detém uma historicidade e peculiaridades próprias, e requer ser trabalhada e compreendida como tal, desvendando a cada momento, as relações imprensa/sociedade, e os movimentos de constituição e instituição do social que esta relação propõe”. A partir desta fonte de pesquisa passamos a perceber toda a movimentação que se dá na sociedade, assim como as disputas sociais e políticas, as diversas mentalidades e memórias que constituem uma certa localidade.
O Museu Histórico Tuany Toledo possui um rico acervo de jornais, revistas e almanaques pertencentes à Pouso Alegre, que se encontra disponível aos pesquisadores da cidade e região. Dentre eles podemos destacar:
Pregoeiro Constitucional: Primeiro
jornal impresso na cidade, contendo debates políticos importantes no período do
Brasil Império. Estes arquivos estão disponíveis digitalizados.
Correio Sul Mineiro: Órgão
impresso que retrata a cidade de Pouso Alegre no início do século XX.
Gazeta de Pouso Alegre: Através
deste material podemos encontrar publicações relacionadas à “Linha de Tiro”
(Exército), às Obras Municipais, à Igreja Católica e colunas sociais aludindo
às famílias tradicionais da cidade. Circulou entre os anos e 1916 a 1930
A Razão: Com
este jornal podemos conhecer o movimento político “Integralista” e a sua
presença nesta cidade, na década de 30.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Alexandre de Araujo
Alexandre nasceu em Pouso
Alegre, em 17 de abril de 1922, filho de Sebastião de Araujo e Maria Luiza
Dadado Laira de Araujo.
Frequentou escolas
particulares e o Ginásio São José. Dos 12 aos 16 anos trabalhou no
estabelecimento comercial de seu pai, a Casa Araujo, na Avenida Dr. Lisboa.
De 1939 a 1941, serviu no 8º Regimento
de Artilharia Montada (RAM), em Pouso Alegre, e na 2ª Bateria Independente de Artilharia
Automóvel, em Olinda (PE).
Residiu no Rio de Janeiro,
em Juiz de Fora e Belo Horizonte, trabalhando em firmas particulares. De 1950 a 1978, foi funcionário
do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), chefiando a Sessão Pessoal
na construção da BR 381, a
Rodovia Fernão Dias.
Na década de 1960, foi
gerente da PRJ-7 e do Cine Glória. Em 1964, foi convidado por Argentino de
Paula, então presidente da Câmara, para ocupar o cargo de secretário executivo
no legislativo, assessorando presidentes e vereadores.
Em 1965, promoveu uma
exposição de fotos e documentos relacionados com Pouso Alegre, nas vitrines da
Casa Vitale, na Avenida Dr. Lisboa.
Em 1976, a Câmara lhe confere
o título de “Grande Pouso-alegrense”, pelos serviços prestados à comunidade na
legislatura 73/77.
Em 1984, instala no
piso superior do prédio da Câmara a “Galeria para Exposição de Fotos e
Documentos” relacionados a Pouso Alegre.
Em 1989, promove, junto
à Prefeitura, a construção de um mausoléu para preservar os restos mortais do
padre senador José Bento Leite Ferreira de Melo.
No mesmo ano, é
nomeado, pela Câmara, supervisor da Galeria Tuany Toledo, posteriormente
denominada de Museu Histórico Municipal Tuany Toledo. Alexandre de Araujo é o idealizador,
criador e atual diretor do Museu.
Em 1990, o Jornal do Estado
lhe confere o diploma de reconhecimento aos serviços prestados à comunidade. Em
1996, é condecorado pelo 14º GAC com os diplomas “Amigo do Grupo Fernão Dias” e
“Colaborador Emérito do Exército”.
Publicou dois livros, “Ex-chefes
do Executivo” e “Pouso Alegre através dos tempos: sequência histórica”, em
1997.
Em 2002, é homenageado
pela Prefeitura com o diploma “Fundador da Cidade”, e em 2003, pela Câmara Municipal
com a “Insígnia Tiradentes”.
Alexandre de Araujo é
casado com Leonor Rocha de Araujo. Seus filhos: Wanderley, Lúcia Helena e Emerson.
Possui cinco netos e dois bisnetos.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
A Pesquisa no MHMTT
"a
incompreensão do presente nasce da ignorância do passado"
Marc
Bloch
Nas ultimas edições, nesta mesma
coluna, abordamos a questão da importância das diversas memórias que compõe a
sociedade, em especial as que integram o espaço do Museu Histórico Municipal
Tuany Toledo, organizado nos seus mais diversos núcleos.
Neste sentido, a pesquisa é uma das
formas de se colocar em evidência e investigar o que está guardado ou até mesmo
escondido nos arquivos ou até mesmo nas memórias das pessoas. O pesquisador,
através da “Nova História” é aquele que “dá voz” aos documentos e aos silenciados
de algum lugar.
A Nova História ainda propôs formas
de investigações em diversas fontes, que durante muito tempo permaneceram
esquecidas. Além dos documentos escritos, atualmente trabalha-se com imagens,
jornais, cinema, vídeo, pinturas, charges e outros suportes documentais que
levam o pesquisador a questionar, refletir e realizar sua pesquisa
investigativa. È necessário que o pesquisador tenha um olhar abrangente sobre a
movimentação da sociedade em conjunto com o contexto vivido. Neste sentido, é
necessário que o historiador tenha um olhar crítico sobre a documentação
pesquisada para que não se torne um mero reprodutor daquilo que já está dito.
Em Pouso Alegre, o número de pesquisas está aumentando,
devido a disponibilidade de fontes encontradas em arquivos e principalmente no
Museu Histórico. A grande procura são de acadêmicos do curso de História,
buscando informações, principalmente em temas relacionados a linha de pesquisa
“Historia e Cidade”. Temas como: Avenida Doutor Lisboa, Cadeia Publica, Colônia
Francisco Sales, Estação Ferroviária, Distrito Industrial, Mercado Municipal
entre outros foram requisitados em nossos arquivos por estudantes de graduação,
mestrandos e doutorandos. Os pesquisadores podem ter acesso a alguns documentos
como: jornais, revistas, atas do poder legislativo, imagens fotográficas entre
outros, muitas vezes já digitalizados e arquivados no banco de dados da própria
instituição.
As pesquisas locais atualmente desenvolvidas contribuem
para a valorização das muitas memórias e para um novo jeito de se escrever
história da cidade de Pouso Alegre.
Colaboração: Fernando do
Vale
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
DOAÇÕES II
Na
mesma tarde, recebemos a visita do General Gilberto Azevedo que mais uma vez
realizou importantes doações para o MHMTT. São peças que contam a história de
Pouso Alegre:
Um
dos quadros traz uma reprodução do desenho idealizado pelo artista
pouso-alegrense Benedito Machado, retratando o registro do Mandu em 1750,
criado na região pela Fazenda Real da Coroa Portuguesa, depois da descoberta do
ouro em Santana do Sapucaí (atual Silvianópolis). Tal posto foi construído para
evitar o contrabando e desvios de ouro, diamantes e mercadorias para Santos e
São Paulo.
Outro
objeto é uma reprodução do quadro do artista Passos Maurício, que retrata Pouso
Alegre em 1863, identificando a Matriz, o morro do Itaim e o antigo Cemitério
no Alto das Cruzes.
Podemos
ainda destacar um fragmento do Meteorito do Bendegó, encontrado em 1784 pelo
menino Bernardino da Mota Botelho, filho do vaqueiro Joaquim da Mota Botelho,
próximo ao riacho do Bendegó, então município de Monte Santo, no
Sertão Baiano.
Curiosidades:
·
É o maior meteorito já encontrado em solo
brasileiro;
· No momento do seu achado, tratava-se do 2º
maior meteorito do mundo, mas hoje ocupa o 16º lugar, em tamanho. A julgar pela
camada de 435 cm de oxidação sobre a qual ele repousava, e a parte perdida
de sua porção inferior, calcula-se que estava no local há milhares de anos;
·
A pedra mede aproximadamente 2,20m x 1,45m x
58 cm, e tem um peso de 5.360 quilos. Tem formato achatado, parecendo uma
sela. Um extremo do meteorito foi cortado para análise, determinando-se a sua
composição de ferro e 6,5% de níquel com outros elementos em pequena
quantidade. Os resultados da análise foram publicados em Estudo sobre o
Meteorito do Bendegó, Rio de Janeiro 1896;
Existem hoje quatro réplicas da pedra, em
tamanho real. A primeira foi confeccionada em madeira para figurar na Exposição Universal de Paris em 1889, e está hoje no Palais da
Découverte. A segunda, em gesso, foi feita na década de 1970 e
está no Museu do Sertão em Monte Santo, próximo ao lugar onde o
meteorito foi originalmente encontrado. Outras se encontram no Museu Geológico da Bahia, em Salvador, e
no Museu Antares de Ciência e Tecnologia, em Feira de Santana/ BA.
| General Gilberto Azevedo, Dulcinéia Costa (Presidente da Câmara Municipal) e Alexandre de Araújo |
| Fragmento do Meteorito de Bendegó doado ao MHMTT pelo General Gilberto Azevedo |
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