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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Pesquisas Científicas

No dia 16/05 (quinta feira), os acadêmicos do Curso de História da UNIVAS estarão epondo 

e apresentando suas pesquisas através de painéis no interior do Museu Histórico Municipal 

Tuany Toledo. A exposição terá início a partir das 18h. Confira os temas dos trabalhos que

 serão apresentando no dia:

Alexandre da Silva Mendes: "A prática do skate na cidade de Pouso Alegre/MG: do marginal 

ao esporte"

Arthur Thales José Brandão: "Práticas econômicas atreladas à produção de morango no 

município de Bom Repouso/MG"

Bárbara C. Casallachi Fonseca: "Memórias e experiências dos nordestinos"

Bruna L. de Brito: "A Lei nº 10639/03 nos livros didáticos de História no ensino público 

estadual da cidade de Pouso Alegre/MG"

Danilo Santos: "Memórias do bairro do Cruzeiro- Camanducaia/MG"

Daniel Aparecido Costa: "Mudanças citadinas, conflitos sociais e políticos em torno da antiga 

estação ferroviária de Pouso Alegre/MG.

Diego Garcia de Carvalho: "Análise dos processos históricos na região sul de Pouso 

Alegre/MG"

Diego Marlier de Souza: "A criação da ACAMPA"

Fernando Henrique do Vale: "Mercado Municipal: os discursos higienistas nos jornais de 

Pouso Alegre/MG"

Gabriel Vitale Coutinho: "Colônia Francisco Salles: Práticas sociais dos imigrantes italianos 

em Pouso Alegre/MG"

João Marcos Alexandre: "O Arraiá do Zé Bagunça em Bueno Brandão/MG"

Jonatas Roque Ribeiro: "O Clube 28 de Setembro em Pouso Alegre: Sociabilidade e 

resistência da cultura afrodescendente em Pouso Alegre/MG"

Juliano Coutinho Martins: "A Cadeia pública (1874-1931) em Pouso Alegre/MG"

Luana Tais dos Santos: "Museu Histórico Municipal Tuany Toledo (MHMTT): Memórias de

 Pouso Alegre/MG em movimento".

Luis Claudio de Assis Motta: "História e imprensa: uso das charges"

Matheus de Oliveira Floriano Barbosa: "Memórias da fruticultura em Delfim Moreira/MG"

Miller Augusto C. Araújo: "Crescimento urbano e transformações urbanísticas em Cachoeira

 de Minas/MG"

Paola Nery de Carli: "Ride Palhaço e Democráticos: o espetáculo do carnaval permeando as 

relações sociais em Santa Rita do Sapucaí/MG"

Rosilaine C. Reis: "Histórias e memórias da Romaria de Natércia/MG"

Thiago Matheus Ferreira: "As práticas boêmias em Pouso Alegre/MG"

Thiago de Carvalho Soares: "A instalação do 10º Regimento de Artilharia em Pouso

 Alegre/MG no ano de 1918" 

Saiba o que irá acontecer na 11ª Semana Nacional de Museus no MHMTT

A partir de hoje estaremos postando um pouco do que irá acontecer na 11ª Semana Nacional 

de Museus no MHMTT.

Imagens da cidade







A Pesquisa em História e Imprensa


O trabalho de pesquisa feito através da imprensa tem crescido constantemente, por ser o jornal fonte de ricas informações sobre um determinado espaço. Através do levantamento destas fontes, podemos aprofundar sobre os significados dos fatos cotidianos de uma determinada época. 

 De acordo com a professora Heloisa Faria Cruz (PUC-SP), o pesquisador deve entender a imprensa “como linguagem constitutiva social, que detém uma linguagem constitutiva social, que detém uma historicidade e peculiaridades próprias, e requer ser trabalhada e compreendida como tal, desvendando a cada momento, as relações imprensa/sociedade, e os movimentos de constituição e instituição do social que esta relação propõe”. A partir desta fonte de pesquisa passamos a perceber toda a movimentação que se dá na sociedade, assim como as disputas sociais e políticas, as diversas mentalidades e memórias que constituem uma certa localidade.  

O Museu Histórico Tuany Toledo possui um rico acervo de jornais, revistas e almanaques pertencentes à Pouso Alegre, que se encontra disponível aos pesquisadores da cidade e região. Dentre eles podemos destacar:

Pregoeiro Constitucional: Primeiro jornal impresso na cidade, contendo debates políticos importantes no período do Brasil Império. Estes arquivos estão disponíveis digitalizados. 

Correio Sul Mineiro: Órgão impresso que retrata a cidade de Pouso Alegre no início do século XX. 

Gazeta de Pouso Alegre: Através deste material podemos encontrar publicações relacionadas à “Linha de Tiro” (Exército), às Obras Municipais, à Igreja Católica e colunas sociais aludindo às famílias tradicionais da cidade. Circulou entre os anos e 1916 a 1930

A Razão: Com este jornal podemos conhecer o movimento político “Integralista” e a sua presença nesta cidade, na década de 30. 

Entre outros que perpassam até os dias de hoje e dão um rico suporte ao trabalho daqueles que consultam os arquivos do MHMTT. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Semana de História- Universidade do Vale do Sapucaí


Imagens da cidade







Alexandre de Araujo



Alexandre nasceu em Pouso Alegre, em 17 de abril de 1922, filho de Sebastião de Araujo e Maria Luiza Dadado Laira de Araujo.

Frequentou escolas particulares e o Ginásio São José. Dos 12 aos 16 anos trabalhou no estabelecimento comercial de seu pai, a Casa Araujo, na Avenida Dr. Lisboa.

De 1939 a 1941, serviu no 8º Regimento de Artilharia Montada (RAM), em Pouso Alegre, e na 2ª Bateria Independente de Artilharia Automóvel, em Olinda (PE).

Residiu no Rio de Janeiro, em Juiz de Fora e Belo Horizonte, trabalhando em firmas particulares. De 1950 a 1978, foi funcionário do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), chefiando a Sessão Pessoal na construção da BR 381, a Rodovia Fernão Dias.

Na década de 1960, foi gerente da PRJ-7 e do Cine Glória. Em 1964, foi convidado por Argentino de Paula, então presidente da Câmara, para ocupar o cargo de secretário executivo no legislativo, assessorando presidentes e vereadores.


Em 1965, promoveu uma exposição de fotos e documentos relacionados com Pouso Alegre, nas vitrines da Casa Vitale, na Avenida Dr. Lisboa.


Em 1976, a Câmara lhe confere o título de “Grande Pouso-alegrense”, pelos serviços prestados à comunidade na legislatura 73/77.


Em 1984, instala no piso superior do prédio da Câmara a “Galeria para Exposição de Fotos e Documentos” relacionados a Pouso Alegre. 


Em 1989, promove, junto à Prefeitura, a construção de um mausoléu para preservar os restos mortais do padre senador José Bento Leite Ferreira de Melo. 


No mesmo ano, é nomeado, pela Câmara, supervisor da Galeria Tuany Toledo, posteriormente denominada de Museu Histórico Municipal Tuany Toledo. Alexandre de Araujo é o idealizador, criador e atual diretor do Museu.


Em 1990, o Jornal do Estado lhe confere o diploma de reconhecimento aos serviços prestados à comunidade. Em 1996, é condecorado pelo 14º GAC com os diplomas “Amigo do Grupo Fernão Dias” e “Colaborador Emérito do Exército”.


Publicou dois livros, “Ex-chefes do Executivo” e “Pouso Alegre através dos tempos: sequência histórica”, em 1997.


Em 2002, é homenageado pela Prefeitura com o diploma “Fundador da Cidade”, e em 2003, pela Câmara Municipal com a “Insígnia Tiradentes”.


Alexandre de Araujo é casado com Leonor Rocha de Araujo. Seus filhos: Wanderley, Lúcia Helena e Emerson. Possui cinco netos e dois bisnetos.

Programa Espaço da Memória- Tuany Toledo


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Programa Espaço da Memória- Escola Profissional Delfim Moreira


Programa Espaço da Memória- Conservatório Estadual de Música JKO


Programa Espaço da Memória- 30 anos do 20º Batalhão da Polícia Militar de Pouso Alegre


Programa Espaço da Memória- Revolução de 32


Programa Espaço da Memória- Praça João Pinheiro


Programa Espaço da Mamória- O Patrimônio de nossa cidade


Imagens da cidade

A Pesquisa no MHMTT


"a incompreensão do presente nasce da ignorância do passado"
Marc Bloch

            Nas ultimas edições, nesta mesma coluna, abordamos a questão da importância das diversas memórias que compõe a sociedade, em especial as que integram o espaço do Museu Histórico Municipal Tuany Toledo, organizado nos seus mais diversos núcleos.
            Neste sentido, a pesquisa é uma das formas de se colocar em evidência e investigar o que está guardado ou até mesmo escondido nos arquivos ou até mesmo nas memórias das pessoas. O pesquisador, através da “Nova História” é aquele que “dá voz” aos documentos e aos silenciados de algum lugar.
            A Nova História ainda propôs formas de investigações em diversas fontes, que durante muito tempo permaneceram esquecidas. Além dos documentos escritos, atualmente trabalha-se com imagens, jornais, cinema, vídeo, pinturas, charges e outros suportes documentais que levam o pesquisador a questionar, refletir e realizar sua pesquisa investigativa. È necessário que o pesquisador tenha um olhar abrangente sobre a movimentação da sociedade em conjunto com o contexto vivido. Neste sentido, é necessário que o historiador tenha um olhar crítico sobre a documentação pesquisada para que não se torne um mero reprodutor daquilo que já está dito.
            Em Pouso Alegre, o número de pesquisas está aumentando, devido a disponibilidade de fontes encontradas em arquivos e principalmente no Museu Histórico. A grande procura são de acadêmicos do curso de História, buscando informações, principalmente em temas relacionados a linha de pesquisa “Historia e Cidade”. Temas como: Avenida Doutor Lisboa, Cadeia Publica, Colônia Francisco Sales, Estação Ferroviária, Distrito Industrial, Mercado Municipal entre outros foram requisitados em nossos arquivos por estudantes de graduação, mestrandos e doutorandos. Os pesquisadores podem ter acesso a alguns documentos como: jornais, revistas, atas do poder legislativo, imagens fotográficas entre outros, muitas vezes já digitalizados e arquivados no banco de dados da própria instituição.
            As pesquisas locais atualmente desenvolvidas contribuem para a valorização das muitas memórias e para um novo jeito de se escrever história da cidade de Pouso Alegre.  

Colaboração: Fernando do Vale

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

DOAÇÕES II




Na mesma tarde, recebemos a visita do General Gilberto Azevedo que mais uma vez realizou importantes doações para o MHMTT. São peças que contam a história de Pouso Alegre:

Um dos quadros traz uma reprodução do desenho idealizado pelo artista pouso-alegrense Benedito Machado, retratando o registro do Mandu em 1750, criado na região pela Fazenda Real da Coroa Portuguesa, depois da descoberta do ouro em Santana do Sapucaí (atual Silvianópolis). Tal posto foi construído para evitar o contrabando e desvios de ouro, diamantes e mercadorias para Santos e São Paulo.

Outro objeto é uma reprodução do quadro do artista Passos Maurício, que retrata Pouso Alegre em 1863, identificando a Matriz, o morro do Itaim e o antigo Cemitério no Alto das Cruzes.

Podemos ainda destacar um fragmento do Meteorito do Bendegó, encontrado em 1784 pelo menino Bernardino da Mota Botelho, filho do vaqueiro Joaquim da Mota Botelho, próximo ao riacho do Bendegó, então município de Monte Santo, no Sertão Baiano. 

Curiosidades: 

·         É o maior meteorito já encontrado em solo brasileiro; 

·        No momento do seu achado, tratava-se do 2º maior meteorito do mundo, mas hoje ocupa o 16º lugar, em tamanho. A julgar pela camada de 435 cm de oxidação sobre a qual ele repousava, e a parte perdida de sua porção inferior, calcula-se que estava no local há milhares de anos; 

·         A pedra mede aproximadamente 2,20m x 1,45m x 58 cm, e tem um peso de 5.360 quilos. Tem formato achatado, parecendo uma sela. Um extremo do meteorito foi cortado para análise, determinando-se a sua composição de ferro e 6,5% de níquel com outros elementos em pequena quantidade. Os resultados da análise foram publicados em Estudo sobre o Meteorito do Bendegó, Rio de Janeiro 1896; 

     Existem hoje quatro réplicas da pedra, em tamanho real. A primeira foi confeccionada em madeira para figurar na Exposição Universal de Paris em 1889, e está hoje no Palais da Découverte. A segunda, em gesso, foi feita na década de 1970 e está no Museu do Sertão em Monte Santo, próximo ao lugar onde o meteorito foi originalmente encontrado. Outras se encontram no Museu Geológico da Bahia, em Salvador, e no Museu Antares de Ciência e Tecnologia, em Feira de Santana/ BA. 


General Gilberto Azevedo, Dulcinéia Costa (Presidente da Câmara Municipal) e Alexandre de Araújo

Fragmento do Meteorito de Bendegó doado ao MHMTT pelo General Gilberto Azevedo